Pesquisar este blog

terça-feira, 19 de junho de 2012

Editora oferece 100 mil euros por cueca de Bendtner

O atacante Nicklas Bendtner não terá nenhum problema para pagar a multa de 100 mil euros (R$ 260 mil) que recebeu da Uefa. A editora irlandesa Paddy Power ofereceu exatamente 100 mil euros para o atacante em troca da cueca que causou polêmica na partida entre Dinamarca e Portugal pela segunda rodada do grupo B da Eurocopa.
Bendtner mostrou a cueca com a marca "Paddy Power" ao comemorar o segundo gol que marcou na derrota por 3 a 2 para os portugueses.
A editora não tem qualquer relação com a propaganda feita pelo jogador, mas tem o mesmo nome de um site de apostas na internet. Agora ela resolveu capitalizar sobre a cueca.
"Concordamos em pagar a quantia de 100 mil que a Uefa cobrou de Bendtner como multa", informou a empresa.
Além da multa, Bendtner foi suspenso em um jogo das eliminatórias por ter feito a propaganda, o que é proibido pelo regulamento da Uefa. A entidade tem regras muito restritas quanto à exibição de marcas e os patrocinadores do torneio costumam pagar caro para evitar o chamado "marketing de emboscada".

O artigo 18 da Uefa diz que "os equipamentos não devem exibir qualquer tipo de publicidade e patrocinadores".
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Um duelo da Eurocopa 'diferente'

O clássico entre Alemanha e Dinamarca bem diferente/Reprodução
Toda vez que tem uma competição de futebol importante entre seleções é a mesma coisa. Alguém tem a sempre feliz ideia de reunir atrizes pornôs em Berlim para repetir algum dos duelos que são disputados dentro do campo.

Aconteceu o mesmo na Copa do Mundo, quando atrizes pornô da Alemanha e da Austrália disputaram uma "pelada" no jogo chamado de "Sexy Soccer 2010". (relembre a "partida"). Na ocasião alemãs e australianas estavam no mesmo grupo no Mundial da África do Sul.

Agora as beldades da Alemanha voltaram a campo em Berlim para uma partida de peso. De um lado atrizes pornô alemãs e do outro atrizes pornô da Dinamarca. A ideia era reproduzir de forma mais, digamos, "sexy", a partida que as duas seleções masculinas fariam depois pela Eurocopa, na Ucrânia.

E assim como no jogo entre os marmanjos, que venceram por 2 a 1, as mulheres alemãs também se deram bem. Mas a vitória foi bem mais fácil: 13 a 1.

(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Clubes italianos são punidos por manipulação de jogos

A próxima temporada do futebol italiano também será marcada por alguns asteriscos na tabela. Nesta segunda-feira a Federação Italiana anunciou a punição a sete clubes acusados de estar envolvidos no mais recente escândalo de manipulação de resultados no Calcio. Outros dois clubes foram multados e quatro jogadores foram banidos do futebol por cinco anos.
O Pescara, que acaba de voltar para a elite, foi punido com a perda de dois pontos na próxima temporada. Também foram punidos com a perda de pontos os seguintes clubes da Série B: Novara (quatro pontos), Padova (dois pontos), Empoli (um ponto) e Reggina (quatro pontos). O Albinoleffe e o Piacenza, da terceira divisão, foram punidos com a perda de 15 e 11 pontos, respectivamente.
O Siena e a Sampdoria, da Série A, foram multados em 50 mil euros (R$ 129,7 mil).
Foram banidos por cinco anos os jogadores do Piacenza, Mário Cassano, do Ravenna, Alessandro Zamperini, e os ex-jogadores Luigi Sartor e Nicola Santoni.
No final de maio, a policia italiana prendeu 19 pessoas, entre elas dez jogadores e ex-jogadores, na operação "Última Aposta" acusadas de participar de jogos arranjados nas Séries A e B na Itália. Entre os presos, estavam o capitão da Lazio, Stefano Mauri.
A polícia chegou a ir na concentração da seleção para interrogar o zagueiro Criscito, que foi cortado da equipe que está disputando a Eurocopa da Polônia e da Ucrânia.
Por causa do escândalo, o premier da Itália, Mario Monti, chegou a defender que o futebol do país parasse por dois ou três anos.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Bendtner é suspenso e multado por propaganda em cueca

Custou caro a propaganda que o atacante Nicklas Bendtner fez durante a derrota da Dinamarca para Portugal na segunda rodada da Eurocopa. A Uefa puniu o jogador nesta segunda-feira com uma multa de 100 mil euros (R$ 260 mil) e a suspensão por uma partida da Dinamarca.
Ao marcar o segundo gol na derrota por 3 a 2 para os portugueses, Bendtner abaixou discretamente o calção. O suficiente para exibir a cueca com a marca "Paddy Power", um site de apostas.

A Uefa imediatamente abriu investigação e divulgou o resultado nesta segunda. A entidade tem regras muito restritas quanto à exibição de marcas e os patrocinadores do torneio costumam pagar caro para evitar o chamado "marketing de emboscada".

Além disso, o artigo 18 do regulamento da Uefa estipula que "os equipamentos não devem exibir qualquer tipo de publicidade e patrocinadores".
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

City começa a Premier League em casa contra o Suthampton

Está com saudade da Premier League? Eu estou. A boa notícia é que a tabela do Campeonato Inglês, que começa no dia 18 de agosto, foi divulgada nesta segunda-feira. O atual campeão Manchester City vai começar a defesa do título conquistado depois de 44 anos, em casa contra o Southampton, que acaba de subir da segunda divisão.
O time de Roberto Mancini não terá um começo fácil. Logo na segunda rodada, a equipe enfrentará o Liverpool em Anfield Road. Na terceira rodada, o City receberá o Queens Park Rangers, contra quem fez o jogo do título na última rodada da temporada passada.
O time vermelho terá um novo técnico, Brendan Rodgers, ex-Swansea, vai iniciar a temporada fora de casa contra o West Bromwich. Depois do City, o time enfrentará o Arsenal.
Os Gunners iniciam a temporada contra o Sunderland no Emirates Stadium. Na segunda rodada, a equipe do técnico Arsene Wenger visita o Stoke City.
Vice-campeão da temporada passada, o Manchester United será o único que não terá um clássico nas três primeiras rodadas. O time visita o Everton, depois recebe o Fulham no Old Trafford e na sequência enfrentará o Southampton.
O clássico contra o Liverpool será no dia 22 de setembro, em Anfield Road.
Confira as três primeiras rodadas da Premier League:
18/08

Arsenal x Sunderland
Everton x Manchester United
Fulham x Norwich City
Manchester City x Southampton
Newcastle x Tottenham
Queens Park Rangers x Swansea City
Reading x Stoke City
West Bromwich x Liverpool
West Ham x Aston Villa
Wigan x Chelsea

25/08

Aston Villa x Everton
Chelsea x Newcastle
Liverpool x Manchester City
Manchester United x Fulham
Norwich City x Queens Park Rangers
Southampton x Wigan
Stoke City x Arsenal
Sunderland x Reading
Swansea City x West Ham
Tottenham x West Bromwich

01/09

Chelsea x Reading
Liverpool x Arsenal
Manchester City x Queens Park Rangers
Newcastle x Aston Villa
Southampton x Manchester United
Swansea City x Sunderland
Tottenham x Norwich
West Bromwich x Everton
West Ham x Fulham
Wigan x Stoke City
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

domingo, 17 de junho de 2012

A pior Holanda de todos os tempos na Euro

Mais uma vez uma crise de relacionamento ajudou a derrubar a Holanda. Com picuinhas internas, a Laranja não se mostrou nada mecânica na edição de 2012 da Eurocopa e se despediu de forma vexatória com três derrotas no grupo B e a pior participação de sua história no torneio.
Com a derrota por 2 a 1 para Portugal (dois gols de Cristiano Ronaldo), os holandeses, que chegaram como favoritos ao torneio, voltam para casa para lavar a roupa suja. E no processo de limpeza pode sobrar para o técnico Bert van Marwijk. Com contrato renovado até 2016, ele pode até não continuar no cargo na disputa das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014.
Portugal e Alemanha se classificam para as quartas de final. Os alemães venceram a Dinamarca por 2 a 1 e terminaram a primeira fase com nove pontos e 100% de aproveitamento. Nas quartas de final, a equipe de Joachim Löw vai enfrentar a Grécia. O outro confronto será entre República Tcheca e Portugal.
A Holanda nunca tinha se despedido de uma Eurocopa sem vencer um jogo. E desde a Copa do Mundo de 1990, quando foi eliminada com três empates e uma derrota, a seleção não fazia uma campanha tão ruim numa competição.
Neste domingo, o futebol jogado pela seleção laranja (que estava de preto) era o retrato do time dividido internamente por declarações infelizes de Rafael van der Vaart após a primeira rodada e que levou Sneijder a responder a altura. Depois da derrota para a Dinamarca, o jogador do Tottenham reclamou publicamente do treinador pedindo uma vaga no time. Sneijder respondeu que era preciso respeitar as decisões do técnico e disse que tinha experiência suficiente na seleção para cobrar isso. E reclamou ainda dos egos inflados no time.
Mas quem deu o sinal de que nada ia bem foi o atacante Robben ao dar a seguinte declaração nesta semana:
- É muito difícil estar dentro deste grupo. Há muitos egos grandes que cresceram mais ainda após a Copa - afirmou o atacante, lembrando o vice-campeonato mundial na África do Sul, há dois anos.
E o que se viu dentro do campo foi um time nada solidário. Precisando vencer por dois gols de diferença e ainda torcendo por uma vitória da Alemanha, Van Marwijk mandou o time a frente. Escalou a Holanda com Van der Vaart jogando mais atrás, quase como volante, e Sneijder, Van Persie, Robben e Huntelaar. No segundo tempo, quando a partida estava 1 a 1, ainda colocou Affelay em campo.
Eram muitos jogadores de frente que não dialogavam, que não trocavam passes e faziam um jogo burocrático contra Portugal que jogou dentro do que se propôs com o time marcando atrás e buscando os espaços naturais que a defesa holandesa deixava com a ausência de Van Bommel ali a frente da zaga.
Quem melhor se aproveitou disso foi Cristiano Ronaldo. Além dos dois gols marcados, o craque português acertou duas bolas na trave e teve uma jornada para "calar os críticos" que insistem em achar ele um jogador comum enquanto os números e e suas atuações não comprovam isso.
A Holanda até abriu o placar com Van der Vaart aos 11 minutos. E quando Podolski fez o primeiro gol da Alemanha aos 19, os holandeses precisavam apenas de um gol para garantir a vaga.
Mas logo a casa holandesa caiu. Com uma atuação muito fraca, o time de Van Marwijk cedeu o empate após Cristiano Ronaldo receber na área e tocar na saída de Stekelenburg. Antes, o craque já tinha perdido um gol e o goleiro evitado outro em lance de Postiga.
Ao mesmo tempo, Krohn-Dehli empatava para a Dinamarca diante de uma Alemanha até certo ponto acomodada. Afinal, o time de Löw só seria eliminado se perdesse o seu jogo e Portugal ganhasse da Holanda.
Na etapa final os portugueses conseguiram a virada num belo gol de Cristiano Ronaldo. Os alemães poderiam ter ficado por alguns minutos com a pulga atrás da orelha, mas Bender tratou de tranquilizá-los ao fazer o gol da vitória alemã.
Agora a Alemanha vai em busca do seu quarto título enquanto Portugal tentará ser campeão pela primeira vez. Aos holandeses, campeões em 1988, restará amargar o triste recorde negativo e refletir o quanto eles não aprendem com os erros do passado quando problemas de relacionamento e até de racismo dentro do elenco impediram que algumas gerações talentosas tivessem sucesso nas competições internacionais.
Portugal 2 x 1 Holanda
Local: Metalist Stadium, Kharkiv (UCR)
Árbitro: Nicola Rizzoli (ITA)
Cartões amarelos: Willems  e Van Persie (Holanda)
Gols: Van der Vaart aos 10 minutos do primeiro tempo para a Holanda e Cristiano Ronaldo aos 28 minutos do primeiro tempo e aos 28 minutos do segundo tempo para Portugal
Portugal: Rui Patrício, João Pereira, Pepe, Bruno Alves e Fábio Coentrão; Miguel Veloso, Raul Meireles (Custódio) e João Moutinho; Nani (Rolando), Cristiano Ronaldo e Hélder Postiga (Nélson Oliveira). Técnico: Paulo Bento.
Holanda: Stekelenburg, Van der Wiel, Mathijsen, Vlaar e Willems (Afellay); De Jong, Sneijder e Van der Vaart; Robben, Huntelaar e Van Persie. Técnico: Bert van Marwijk.

Dinamarca 1 x 2 Alemanha
Local: Arena Lviv, Lviv (UCR)
Árbitro: Carlos Velasco Carballo (ESP)
Gols: Podolski aos 18 minutos do primeiro tempo  e Bender aos 34 minutos do segundo tempo para a Alemanha e Krohn-Dehli aos 24 minutos do primeiro tempo para a Dinamarca
Dinamarca: Andersen, Jacobsen, Kjaer, Agger e S.Poulsen; J.Poulsen, Kvist e Zmiling (Christian Poulsen); Eriksen, Krohn-Dehli e Bendtner. Técnico: Morten Olsen.
Alemanha: Neuer, Bender, Hummels, Badstuber e Lahm; Khedira, Schweinsteiger; Müller, Özil e Podolski (Schürrle); Mário Gomez (Klose). Técnico: Joachim Löw.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

sábado, 16 de junho de 2012

Rússia perde e é eliminada da Euro junto com a Polônia

Uma das sensações da primeira rodada, com o jogador candidato à revelação da Eurocopa e...eliminada. A Rússia teve um começou de Euro fulgurante com a goleada de 4 a 1 sobre a República Tcheca e dando sinais de que poderia ser uma das surpresas positivas do torneio num time que tinha o jovem Dzagoev, de 21 anos, como destaque e artilheiro da competição. Mas a surpreendente derrota para a Grécia por 1 a 0 neste sábado aliada à vitória da República Tcheca sobre a Polônia também por 1 a 0 sacramentou a queda russa na primeira fase.
Além dos russos, seus rivais poloneses, com quem andaram se desentendendo pelas ruas de Varsóvia antes do empate entre eles na segunda rodada, também se despediram do torneio. Os donos da casa agora só poderão acompanhar a Euro pela TV.
Com seis pontos, a República Tcheca terminou a primeira fase em primeiro lugar. Em segundo veio a Grécia com quatro. A Rússia terminou o torneio com quatro pontos e a Polônia se despediu da competição sem vencer e com apenas dois pontos.
Nas quartas de final, os tchecos enfrentarão o segundo colocado do grupo B formado por Alemanha, Holanda, Portugal e Dinamarca. A rodada final da chave será neste domingo com o duelo entre alemães (seis pontos) e dinamarqueses (três pontos) e entre holandeses (zero ponto) e portugueses (três pontos). A Grécia enfrentará a líder da chave nas quartas de final. Provavelmente será a Alemanha.
Se os russos foram a decepção, os gregos mais uma vez surpreenderam. No dia em que entrou para a história da sua seleção ao igualar o recorde de Zagorakis de 120 jogos com a camisa do país, o meia Karagounis, de 35 anos, marcou o gol da vitória aos 46 minutos do primeiro tempo.
Mais uma vez os gregos surpreenderam num grupo em que podiam ser considerados a quarta força. Foi assim também em 2004, ano em que foram campeões e se classificaram em segundo lugar numa chave que tinha Portugal, Espanha e Rússia. No fim, os gregos venceram os portugueses na decisão em Lisboa por 1 a 0. Mas neste ano é improvável que a Grécia repita o feito.
Já os tchecos chegaram na Euro com um dos piores times já formados por eles nos últimos tempos em que até o goleiro Petr Cech, um paredão quase imbatível no Chelsea, andou falhando. Mas o gol de Jiracek no segundo tempo e a inoperância do ataque polonês foram suficientes para eles avançarem.
Esta já é a melhor campanha dos tchecos em competições internacionais desde a Euro de 2004, quando perderam para os gregos na semifinal. Depois disso, o time foi eliminado na primeira fase da Copa do Mundo de 2006 e da Euro de 2008 e sequer disputou o último Mundial da África do Sul.
República Tcheca 1 x 0 Polônia
Local: Estádio Municipal, Wroclaw (POL)
Árbitro: Craig Thomson (ESC), auxiliado por Alasdair Ross (ESC) e Derek Rose (ESC)
Cartões amarelos: Limbersky, Plasil (República Tcheca); Murawski, Polanski, Wasilewski, Blaszczykowski, Perquis (Polônia)
Gol: Jiracek aos 26 minutos do segundo tempo para a República Tcheca
República Tcheca: Petr Cech, Selassie, Sivok, Kadlec e Limbersky; Hubschman, Plasil, Jiracek (Rajtoral), Kolar e Pilar (Rezek); Baros (Pekhart). Técnico: Michal Bilek.
Polônia: Tyton, Piszczek, Wasilewski, Perquis e Boenisch; Dudka, Polanski (Grosicki), Blaszczykowski, Murawski (Mierzejewski) e Obraniak (Brozek); Lewandowski. Técnico: Franciszek Smuda.

Grécia 1 x 0 Rússia
Local: Estádio Nacional, Varsóvia (POL)
Árbitro: Jonas Eriksson (SUE), auxiliado por Stefan Wittberg (SUE) e Mathias Klasenius (SUE)
Cartões amarelos: Karagounis (Grécia); Zhirkov, Dzagoev (Rússia)
Gol: Karagounis aos 46 minutos do primeiro tempo para a Grécia
Grécia: Sifakis, Torosidis, Sokratis, Papadopoulos e Tzavelas; Maniatis, Karagounis (Makos) e Katsouranis; Salpingidis (Ninis), Samaras e Gekas. Técnico: Fernando Santos.
Rússia: Malafeev, Anyukov (Izmailov), A.Berezutski e Ignasevich; Zhirkov; Shirokov, Denisov e Glushakov (Pogrebnyak); Dzagoev, Kerzhakov (Pavlyuchenko ) e Arshavin. Técnico: Dick Advocaat.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

França assume a liderança do grupo D

Dessa vez Shevchenko não conseguiu salvar a pátria ucraniana. Depois de ter marcado dois gols na estreia e ajudado a sua seleção a vencer a Suécia por 2 a 1, o atacante não conseguiu evitar a derrota para a França por 2a 0 pela segunda rodada do grupo D da Eurocopa.
O jogo foi interrompido por mais de 50 minutos por causa de um temporal que desabou em Donetsk. Quando a partida foi retomada os ucranianos até seguraram os franceses no primeiro tempo.
Na etapa final, porém, Menez abriu o placar aos oito minutos. Três minutos depois, Cabaye deu números finais à partida.
A França lidera a chave com quatro pontos. A Ucrânia tem três. A Inglaterra vem em terceiro com um ponto enquanto a Suécia ainda não pontuou. Inglaterra e Suécia ainda jogam nesta sexta.
Ucrânia 0 x 2 França
Local: Donbass Arena, em Donetsk (UCR)

Árbitro: Björn Kuipers (HOL)

Cartões amarelos: Ménez, Debuchy e Mexès (FRA) e Selin (UCR)

Gols: Ménez aos 8 e Cabaye aos 11 minutos do segundo tempo para a França

Ucrânia: Pyatov, Gusev, Mikhalik, Khacheridi e Selin; Tymoshchuk, Voronin (Devic), Yarmolenko (Aliyev), Konoplyanka e Nazarenko (Milevskiy); Shevchenko. Técnico: Oleg Blokhin.

França: Lloris, Debuchy, Rami, Mexès e Clichy; Cabaye (M'Vila), Diarra e Nasri; Ménez (Martin), Ribéry e Benzema (Giroud). Técnico: Laurent Blanc.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Começa oficialmente a era Tito Vilanova no Barcelona

Vinte e um dias depois da despedida de Pep Guardiola, começou nesta sexta-feira oficialmente a era Tito Vilanova no Barcelona. Ex-auxiliar do técnico que mudou a história do clube catalão, Tito assume o comando do time reconhecendo que perderá sempre que for feita qualquer comparação com os quatro anos em que o clube catalão conquistou 14 dos 19 títulos conquistados.
Aos 42 anos, Tito assume pela primeira vez um time de futebol. Na chegada, foi saudado pelo presidente do clube, Sandro Rosell, e disse que o Barça não precisa inicialmente de jogadores para o ataque, mas de zagueiros e de um lateral-esquerdo. Ele também afirmou que Daniel Alves continuará no clube, pois tem sido "um dos melhores jogadores nos últimos quatro anos".
- Queremos reforçar o time na defesa. É uma posição que temos problemas - afirmou. - No momento estamos em busca de um lateral-esquerdo e de um zagueiro. Mas não temos ninguém em vista ainda - completou.
A necessidade de contar com um zagueiro e um lateral-esquerdo não se deve apenas ao baixo número de atletas para a posição e a quantidade de improvisações que Guardiola teve que fazer (algumas até deram certo como Mascherano jogando na zaga), mas também porque Carles Puyol, de 34 anos, e Eric Abidal, de 32, e que passou por um transplante de fígado, se aproximam do fim de suas carreiras.
Vilanova explicou que o time já tem bons atacantes. Só não pôde usá-los com frequência na útlima temporada por causa de lesões.

- No ano passado perdemos David Villa, Alexis Sanchez e Pedro com lesões, mas temos esperança de que eles estarão bem no próximo ano. Também podemos contar com Cuenca e Tello.
Sobre as comparações com Guardiola, Vilanova disse não estar preocupado.
- Elas não me preocupam. Perderei em todo o tipo de comparação com Pep. Eu vim para fazer o meu trabalho - disse. - Pep e eu somos muito próximos. Pep era o mensageiro, mas nós dividíamos as decisões em 50% e eu dava a minha opinião. Na maioria das vezes, estávamos em completo acordo. Não vou tentar mudar as coisas e fazer de um jeito diferente. Isso não faz o menor sentido.
Guardiola foi o grande fiador e pediu pessoalmente para Rosell colocar Vilanova como seu substituto. Agora ele terá o duro desafio de substituir o treinador do período mais vitorioso da história do Barcelona.
- Repetir estes quatro últimos anos será difícil, mas não vamos desistir de qualquer partida ou título - concluiu.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

'Seven nation army', o hino informal da Euro

Jack White, o compositor que tem orgulho da popularidade que a música ganhou entre os torcedores - Reprodução
Tudo começou com a torcida italiana ao comemorar o primeiro gol da Azzurra na Eurocopa. Após Di Natale abrir o placar no 1 a 1 contra a Espanha, lá estavam os torcedores cantando a plenos pulmões: "Oh...oh-OH-oh oh OHH OHH". Não sei se por provocação aos rivais ou também gostarem do canto, quando os espanhóis empataram a partida com Fàbregas, também cantaram a mesma coisa.
Aos poucos, outros torcedores foram repetindo o canto em alguns gols na Euro e nesta quinta-feira, os italianos novamente cantaram quando Pirlo marcou o gol de falta do empate com a Croácia em 1 a 1.
E assim o riff de "Seven nation army" da extinta banda White Stripes virou uma espécie de hino informal da Eurocopa 2012. 
É claro que não é a primeira vez que isso acontece. A própria torcida italiana já tinha adotado o canto nos jogos da Copa do Mundo de 2006 conquistada pela Azzurra. Mas diz a lenda que tudo começou um pouco antes. A primeira conexão da música foi Detroit-Brugge, na Bélgica. Teria sido lá, por iniciativa dos torcedores do Club Brugge, que o riff passou a ser usado por uma torcida de futebol.
Tudo aconteceu no dia 22 de outubro daquele ano quando o Brugge enfrentou o Milan pela fase de grupos da Liga dos Campeões. O time belga venceu por 1 a 0 em San Siro e torcedores empolgados puxaram o coro num bar em Milão. "Seven nation army" tinha sido lançado em março daquele ano. No início de abril, era lançado "Elephant", o quarto álbum do White Stripes. 
A partir daí, a canção que atingiu o primeiro lugar na parada da Billboard naquele ano se espalhou feito vírus por estádios e ginásios esportivos.
Em 2006, quando o Club Brugge enfrentou a Roma pela Copa da Uefa na Bélgica os italianos venceram por 2 a 1 e a música foi cantada pelos torcedores do time da casa e dos visitantes, que gostaram do que ouviram e reproduziram impressionando o ídolo romanista Francesco Totti.
- Nunca tinha escutado a música antes de ter entrado no campo do Brugges. Desde então, eu não consigo tirar o "Po po po po po pooo pooo" da minha cabeça. Era fantástico e a torcida estava totalmente imersa naquilo. Assim que sai comprei um dos álbuns da banda - disse, na época o capitão da Roma.
A música, assim, chegava na Itália definitivamente e teve o seu ponto alto na campanha do quarto título mundial italiano em 2006, quando foi cantada nas ruas de Roma para celebrar a conquista. Motivo de orgulho para Jack White, o pai da criança.
- Me sinto honrado que os italianos tenham adotado a música. Nada é mais bonito do que quando uma pessoa abraça uma melodia a deixando entrar no panteão da música popular. Como compositor é algo impossível de planejar. Especialmente nestes tempos modernos. Eu amo a ideia de que a maioria das pessoas que a cantam não tem a menor ideia de onde ela veio. Isso é música popular - afirmou White em julho daquele ano.
Os italiano continuaram cantando a letra na Euro de 2008, quando a Azzurra caiu na quartas de final. Curiosamente, a música não foi ouvida na África do Sul, quando a Itália foi eliminada na primeira fase. Será que, por via das dúvidas, ela voltou a ser cantada nas arquibancadas dos tiffosi? 
Brincadeiras à parte, "Seven nation army" ganhou o mundo esportivo. Já foi cantada em ginásios em jogos da NBA, partidas da NFL e até aqui no Brasil a torcida do Internacional fez uma versão com letra em português que com frequência em cantada em jogos do time gaúcho. Nada mal para uma canção que foi até menosprezada quando nasceu.
Inicialmente os executivos da gravadora que lançava os discos do White Stripes menosprezaram a música, não gostaram dela, mas acabaram se rendendo ao trabalho de Jack e no fim não se arrependeram. A canção virou hit e ganhou um Grammy de melhor música de rock em 2004.
Desde que "seven nation army" ganhou o mundo, os White Stripes acabaram - Jack e Meg lançariam apenas mais dois discos: "Get behind me Satan" (2005) e "Icky Thump" (2007) -, Jack ainda fundaria mais duas bandas, The Raconteurs e The Dead Weather e finalmente iniciaria a sua carreira solo com o lançamento, em abril, de "Blunderbuss", seu primeiro álbum.
Enquanto o inquieto Jack White segue criando, as torcidas não se cansam de homenageá-lo cantando "seven nation army" nos estádios pelo mundo.
Veja abaixo o White Stripes cantando a música:
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)