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sexta-feira, 3 de julho de 2009

O 12 Brasil x Argentina da Libertadores

E mais uma vez Brasil e Argentina vão se encontrar na decisão da Libertadores da América. O confronto entre os velhos rivais já estava confirmado desde quarta-feira, quando o Estudiantes eliminou o Nacional do Uruguai. Faltava saber quem seria o brasileiro a medir forças com a equipe de Verón.
E quem se deu melhor foi o Cruzeiro, que arrancou um empate com o Grêmio no Olímpico por 2 a 2 e se classificou para a grande decisão depois de ter vencido o primeiro jogo no Mineirão por 3 a 1.
Este será o 12º confronto entre Brasil e Argentina numa decisão de Libertadores. E os "hermanos" levam ampla vantagem sobre os brasileiros. Das 11 decisões anteriores, o Brasil faturou apenas três: com o Santos em 1963, o Cruzeiro em 1976 e o São Paulo em 1992. Eles bateram, respectivamente, Boca Juniors, River Plate e Newell's Old Boys.
Nas demais finais, só deu Argentina. E quem desequilibrou a favor dos argentinos foi o Boca Juniors, que venceu as três últimas decisões contra brasileiros. As vítimas foram o Grêmio em 2007, o Santos em 2003 e o Palmeiras em 2000. O Boca também venceu a decisão de 1977 contra o Cruzeiro.
Também foram campeões sobre clubes brasileiros o Estudiantes, que bateu o Palmeiras em 1968, o Independiente, que derrotou o São Paulo em 1974 e o Grêmio em 1984, e o Vélez Sarsfield, que venceu o São Paulo em 1994.
Se os argentinos levam vantagem no confronto direto, o futebol brasileiro tem sido presença constante na grande final. Pelo quinto ano consecutivo pelo menos um clube brasileiro disputa a decisão da Libertadores. Em 2005 e 2006, a final foi totalmente verde e amarela. Na primeira, o São Paulo foi campeão sobre o Atlético-PR. No ano seguinte, o tricolor paulista perdeu a decisão para o Internacional.
Em 2007, o Grêmio perdeu a final para o Boca enquanto em 2008 o Fluminense sucumbiu diante da LDU. Será que o Brasil será tri vice? Só saberemos a resposta nas próximas semanas. 
Cruzeiro e Estudiantes são dois veteranos de finais. Esta será a quinta decisão do clube argentino que vai tentar o tetracampeonato. Além de vencer em 1968, o clube conquistou os troféus de 1969 e de 1970. Perdeu apenas o de 1971.
Já o Cruzeiro disputará sua quarta final quando tentará se igualar ao São Paulo conquistando o tricampeonato. O time mineiro foi campeão em 1976 e 1997 e perdeu a decisão de 1977.
Todas as finais entre Brasil x Argentina na Libertadores:
1963 - Santos x Boca Juniors: 3 x 2 e 2 a 1 - Santos campeão
1968 - Estudiantes x Palmeiras: 2 x 1, 1 x 3 e 2 x 0 - Estudiantes campeão
1974 - Independiente x São Paulo: 2 x 0 e 1 x 0 - Independiente campeão
1976 - Cruzeiro x River Plate: 4 x 1, 1 x 2, 3 x 2 - Cruzeiro campeão
1977 - Boca Juniors x Cruzeiro: 1 x 0, 0 x 1 e 0 x 0 (5 x 4 nos pênaltis) - Boca campeão
1984 - Independiente x Grêmio: 1 x 0 e 0 x 0 - Independiente campeão
1992 - São Paulo x Newell's Old Boys: 0 x 1, 1 x 0 (3 x 2 nos pênaltis) - São Paulo campeão
1994 - Vélez Sarsfield x São Paulo: 1 x 0, 0 x 1 (5 x 3 nos pênaltis) - Vélez campeão
2000 - Boca Juniors x Palmeiras: 2 x 2, 0 x 0 (4 x 2 nos pênaltis) - Boca campeão
2003 - Boca Juniors x Santos: 2 x 0 e 3 x 1 - Boca campeão
2007 - Boca Juniors x Grêmio: 3 x 0 e 2 x 0 - Boca campeão
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A voltados Galácticos. Será que agora vai dar certo?


Bastou retornar ao comando do Real Madrid e Florentino Perez não perdeu tempo. Retomou o quanto antes o seu "Projeto Galácticos", baseado na compra de muitas estrelas a preços astronômicos e sem muito critério. Em uma semana, Perez já gastou 162 milhões de euros com as compras de Kaká e Cristiano Ronaldo, os melhores jogadores do mundo pela Fifa de 2007 e 2008, respectivamente. Negócios que caíram como uma bomba num mercado que parece alheio a essa tal de crise econômico.

E as contratações não param por aí. Perez já declarou que tem 300 milhões de euros para gastar com o time (agora restam "apenas" 138 milhões) e promete investir nos próximos dias nos atacantes Ribery, do Bayern de Munique, e David Villa, do Valencia, além de Raul Albiol, do Valencia, e Xabi Alonso, do Liverpool. 

Tudo para tentar bater a sensação da Europa, o Barcelona, do provável melhor do mundo deste ano, o argentino Lionel Messi. Na temporada que acabou, o Real foi ofuscado pelo seu maior rival, que conquistou a tríplice coroa: Liga espanhola, Copa do Rey e a joia máxima, a Liga dos Campeões da Europa. 

Vai dar certo dessa vez? É o que veremos na próxima temporada. Já tivemos a mostra que Perez não tem problemas em gastar dinheiro para montar uma equipe que dá o que falar na mídia, mais até do que conquista títulos. Não é a toa que das 25 maiores transações da história do futebol mundial, que mostramos na segunda-feira aqui no blog, o Real Madrid é dono de oito delas (já atualizada com o Cristiano Ronaldo), sendo que seis foram nas gestões de Florentino Perez. 

As quatro maiores negociações da história foram feitas pelo polêmico presidente do Real, que além de Cristiano Ronaldo (a maior) e Kaká (a terceira maior), trouxe para o clube merengue na sua primeira passagem pelo clube o francês Zinedine Zidane, da Juventus, por US$ 73,5 milhões, e o português Figo, do Barcelona, por US$ 60 milhões. 

Tanto investimento na primeira fase Galáctica deu certo? Bem, não se pode dizer que o Real não conquistou títulos, mas seu desempenho foi bem abaixo das cifras gastas com nomes que ainda incluíram como destaques Ronaldo, MIchael Owen e Beckham. Na primeira passagem de Perez (de julho de 2000 a fevereiro de 2006), a equipe madridista conquistou apenas dois campeonatos espanhóis (2000-01 e 2002-03), uma Liga dos Campeões (2001-02) e um Mundial Interclubes (2002).


Ou seja, apenas um título a mais do que o Barcelona nesta temporada e que tem uma filosofia de gestão diferente da do Real, mais focada na formação de valores em casa. Do time que entrou em campo na decisão contra o Manchester United, por exemplo, sete eram da base (Valdés, Puyol, Busquets, Piqué, Xavi, Iniesta e Messi). 

A questão é que nas contratações feitas até agora o Real Madrid monta um mosaico de estrelas que nem sempre formam times. Numa rápida análise no elenco merengue a pergunta que fica é: o técnico Manuel Pellegrino precisava mesmo de Kaká e Cristiano Ronaldo no seu time? 

Do meio-campo para a frente o Real tem jogadores como Raul, Sneijder, Van der Vaart, Van Nistelrooy, Huntelaar, Higuain, e Robben. É claro que a chegada das novas estrelas dará uma qualidade maior ao Real, mas elas não vão resolver o maior problema do time que ficou claramente evidenciada na goleada de 6 a 2 sofrida para o Barcelona: a defesa. 

Lá atrás, Casillas tem que se virar com um sistema defesivo que tem como opções Michel Salgado, Pepe, Sérgio Ramos, Diarra, Heinze e Metzelder. E na temporada passada mesmo Cannavaro, agora na Juventus, jogou muito abaixo do esperado. Não é a toa que o Real foi apenas a sexta melhor defesa da Liga espanhola com 52 gols sofridos, 17 a mais do que o Barcelona e abaixo de Sevilla (39), Deportivo (47), Racing (48) e Espanyol (49). Mas é aquela história, zagueiro não vende camisa. 

Por enquanto, o retorno de mídia para o Real é excelente e vem junto com a esperança do torcedor de dias melhores. As vendas de camisa vão turbinar o caixa do clube. Mas só o futuro dirá se o "Florenteam" vai trazer o mais importante: as taças.


(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Quem subiu e quem desceu no mercado europeu

Fim de temporada (pelo menos nos grandes campeonatos europeus) é um momento para fazer aquilo que jornalista mais gosta: listas. Planeta que Rola não vai fugir a regra e também resolveu fazer o seu balanço de quem se deu bem e quem terminou a temporada em baixa. Sem mais delongas, vamos ao sobe e desce do futebol europeu.
Quem desceu:
Futebol brasileiro - Pela primeira vez em muitos anos, o futebol brasileiro foi coadjuvante na Europa. Hoje, dos principais times europeus, apenas o Milan e a Inter de Milão tem um brasileiro como grande destaque: Kaká, que, aliás, estaria se transferindo para o Real Madrid, e Júlio César. E de Milão vem o símbolo do mau momento do nosso futebol hoje em dia. Ronaldinho Gaúcho encerrou a temporada no banco de reservas do Milan e fora da seleção brasileira. A entressafra, aliada a má fase de alguns nomes de peso, é tão grande que hoje não seria surpresa se na próxima premiação da Fifa de melhor do mundo não tenha um brasileiro entre os três melhores, o que só aconteceu quatro vezes desde que o prêmio foi criado: em 1991, 1992, 1995 e 2001.
Felipão - A passagem de Luís Felipe Scolari como técnico do Chelsea durou apenas sete meses. Felipão trocou a seleção de Portugal pelo clube inglês e chegou cercado de muita expectativa. Tudo bem que contou com a má vontade de alguns jogadores, mas é fato que ele não conseguiu fazer os Blues jogarem o que a torcida esperava. Termina a temporada desempregado e sem perspectiva de assumir um grande clube europeu.
Luís Aragonés - O veterano técnico espanhol começou a temporada com o pé direito. Levou a Espanha ao título europeu depois de 44 anos de jejum. Em seguida, fez o que todo treinador de seleção bem sucedido gosta de fazer: deixou o comando da equipe. Preferiu aceitar o desafio de treinar os turcos do Fenerbahçe. Acabou demitido ao final da temporada depois que o clube terminou na modesta quarta colocação do Campeonato Turco.
Juande Ramos - O treinador espanhol conseguiu a proeza de ter uma temporada digna de técnico brasileiro (ou melhor, das nossas tristes tradições). Foi demitido de dois clubes em um ano. Depois de um excelente período no comando do Sevilla, Juande assumiu o Tottenham, mas acabou demitido do clube inglês após um péssimo início de temporada quando os Hotspurs chegaram a brigar contra o rebaixamento. Foi para o Real Madrid em dezembro onde passou por duas situações constrangedoras: a derrota de 6 a 2 para o Barcelona e a chuva de dinheiro falso quando foi com o clube merengue ao estádio do Sevilla para disputar uma partida da Liga. Acabou substituído por Manuel Pellegrini. Que fase!
Manchester City - O Manchester City é o mico do ano. Comprado por 200 milhões de euros por um sheik dos Emirados Árabes que prometeu investir tudo no clube, descobriu que, acima de tudo, "dinheiro não compra história", como já dizia um cartaz da torcida do Liverpool. Foi rejeitado por Kaká, investiu em Robinho, que fez um campeonato ruim, e terminou o ano sem sequer uma vaga em uma copa europeia.
Quem subiu:
Barcelona - Na temporada passada, o Barcelona não ganhou nada. Neste ano ganhou tudo, bateu recordes e apresentou um futebol de encantar quem ama o esporte. O ataque de mais de 100 gols do Barça teve ainda um endiabrado Lionel Messi, favorito ao prêmio de melhor do mundo da Fifa. E no banco uma revelação, o técnico Pep Guardiola, que na temporada passada era apenas um treinador do Barcelona B e hoje comanda o melhor time da Europa.
Diego - O Werder Bremen fez uma temporada ruim, mas mesmo assim o apoiador conseguiu se sobressair e terminar a temporada com uma transferência para a Juventus.
Ibrahimovic - O sueco nunca teve muito cartaz na mídia, mas fez uma temporada irrepreensível. Foi artilheiro na Itália, um dos principais nomes do tetracampeonato italiano da Inter de Milão e já tem o nome citado como um dos postulantes ao título de melhor do mundo. Ao Ibra só faltou a Inter ter disputado o título europeu.
Grafite - Fala sério, você imaginava lá atrás em agosto que o Grafite seria um destaque do futebol europeu dez meses depois? Pois ele foi o maior nome do time que foi a grande surpresa da temporada, o Wolfsburg. Terminou como campeão alemão, artilheiro e autor do gol mais bonito da temporada, aquele toque de calcanhar na goleada de 5 a 1 sobre o Bayern de Munique.
Júlio César - O goleiro brasileiro é hoje um dos melhores do mundo na posição. A temporada 2008-09 foi a que colocou Júlio César como um jogador top de linha e respeitado mundialmente. Tudo graças às suas atuações na Inter e, principalmente, na seleção brasileira. Dunga deve muito ao goleirão.
Gostou das listas? Tem mais alguma sugestão? É só clicar aí embaixo e comentar. Nos nos limitamos a cinco nomes para cada uma, mas ela poderia ser ainda maior. Não faltam destaques positivos ou negativos na temporada.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

domingo, 31 de maio de 2009

Osasuna escapa do rebaixamento na Espanha

Quando olharam a tabela do Campeonato Espanhol e viram que nas duas últimas rodadas iriam enfrentar Barcelona e Real Madrid, aposto que muitos torcedores do Osasuña deram como favas contadas o rebaixamento para a segunda divisão. Mas numa surpreendente reação, a equipe de Pamplona bateu o Barça por 1 a 0 na semana passada e neste domingo derrotou o Real Madrid por 2 a 1.
A vitória em casa emocionou seus torcedores e garantiu a equipe mais um ano na primeira divisão da Espanha. Os gols de Plasil e Juanfran (Higuain descontou para o Real) deixou o Osasuña na 15ª posição com 43 pontos.
Felicidade em Pamplona e desespero em Sevilha. O Betis empatou com o Valladolid por 1 a 1 e foi rebaixado para a segunda divisão espanhola. Para piorar, a equipe verde e branca ainda verá o rival Sevilla disputar mais uma vez a Liga dos Campeões no ano que vem. Pelo visto, o torcedor do Betis não vai dormir bem pelos próximos 12 meses. 
Resultados da rodada:
Domingo:
Espanyol 3 x 0 Málaga
Numancia 0 x 2 Sevilla
Osasuña 2 x 1 Real Madrid
Racing 1 x 1 Getafe
Betis 1 x 1 Valladolid
Sporting Gijon 2 x 1 Recreativo
Sábado:
Atletico Madrid 3 x 0 Almeria
Deportivo 1 x 1 Barcelona
Mallorca 2 x 3 Villarreal
Valencia 2 x 0 Athletic Bilbao
Classificação final na Espanha:
1- Barcelona - 87 pontos (Liga dos Campeões)
2- Real Madrid - 78 (Liga dos Campeões)
3- Sevilla - 70 (Liga dos Campeões)
4- Atlético Madrid - 67 (fase preliminar da Liga dos Campeões)
5- Villareal - 65 (Liga Europa)
6- Valencia - 62 (Liga Europa)
7- Deportivo - 58
8- Málaga - 55
9- Mallorca - 51
10- Espanyol - 47
11- Almeria - 46
12- Racing - 46
13- Athletic Bilbao - 44
14- Sporting Gijon - 43
15- Osasuña - 43
16- Valladolid - 43
17- Getafe - 42
18- Betis - 42 (rebaixado)
19- Numancia - 35 (rebaixado)
20- Recreativo - 33 (rebaixado)
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

As beldades que também saem de cena


Por trás de todo grande jogador de futebol, só pode existir uma belíssima mulher. E elas estiveram presentes nas despedidas de dois craques do futebol neste domingo, na última rodada do Campeonato Italiano. E não poderíamos deixar de dividir as emoções delas com nossos nobres leitores de Planeta que Rola.
Em Milão, a já mais do que conhecida belíssima e famosa esposa do português Luis Figo, a sueca Helen Svedin, vestiu a camisa e distribuiu sorrisos pelo estádio Giuseppe Meazza. Dentro de campo, o marido foi homenageado pelos companheiros e pelos adversários da Atalanta com muitos aplausos e uma placa comemorativa.
Figo encerra a carreira com 36 anos depois de passagens por Sporting, Barcelona, Real Madrid e Inter de Milão, além de longos serviços prestados à seleção portuguesa. Entre os 23 títulos conquistados, o mais importante foi a Liga dos Campeões de 2001-02 pelo Real Madrid. Em 2001, ele foi eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa.
Já Maldini, de 40 anos, que levou a esposa Adriana Fossa e os filhos para a sua despedida no Artemio Franchi, em Florença,  dedicou-se apenas a duas camisas em sua carreira: a do Milan e a da seleção italiana. Conquistou 27 canecos, sendo cinco deles de Liga dos Campeões da Europa.
Em comum, além das lindas esposas, tanto Maldini quanto Figo tem apenas a lamentar o fato de nunca terem sido campeões do mundo com suas respectivas seleções. O mais longe que o ex-zagueiro e lateral-esquerdo da Azzurra conseguiu chegar foi o vice-campeonato na Copa do Mundo de 1994.
Já o apoiador português ficou na quarta colocação com a sua seleção então dirigida pelo técnico Luis Felipe Scolari no Mundial de 2006, na Alemanha.
Os dois vão deixar saudades para suas torcidas e nós do blog sentiremos falta de suas belas esposas.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Maldini e Figo dão adeus ao futebol

O resultado dos jogos deste domingo pela última rodada do Campeonato Italiano pouco importava. Com o título e as vagas para a Liga dos Campeões já decididas, a Itália só parou neste domingo para reverenciar dois ídolos que deixam o futebol.
No estádio Artemio Franchi, em Florença, Paolo Maldini, uma lenda em Milão, eterno capitão do Milan, 902 partidas e 27 títulos na carreira, sendo cinco deles de Liga dos Campeões da Europa, se despediu definitivamente do futebol aos 40 anos de idade. Com uma carreira, fato raro hoje em dia, toda dedicada a apenas duas camisas, a do Milan e a da seleção italiana, Maldini ganhou de presente dos seus companheiros de time uma vitória por 2 a 0 sobre a Fiorentina, gols dos brasileiros Kaká e Alexandre Pato.
Antes do jogo ele foi homenageado com placas comemorativas e faixas da torcida no estádio, o que já havia acontecido na semana passada, em San Siro, quando fez seu último jogo diante da torcida do Milan. Uma delas chamava a atenção. Ela dizia: "Na sua história, a nossa glória. Obrigado, Paolo".
Aos 45 minutos do segundo tempo, o árbitro interrompeu a partida para Maldini deixar o gramado sob aplausos da torcida, dos companheiros de time, da esposa, Adriana, e do pai, Cesare Maldini, ex-técnico da Itália. Em seguida, a partida foi encerrada.
O jogo também marcou a despedida do técnico Carlo Ancelotti do comando da equipe. Nas tribunas, já era possível, inclusive, ver o seu substituto, o brasileiro Leonardo, conversando com o diretor do clube, Adriano Galiani.
Em Milão, no mesmo estádio Giuseppe Meazza onde Maldini fora homenageado,  um outro ídolo deixava os gramados. O português Luis Figo foi homenageado com uma placa e aplausos, muitos aplausos.
Figo começou jogando, mas aos 43 minutos do primeiro tempo foi substituído pelo técnico José Mourinho para ser devidamente reverenciado pelos torcedores. Com a esposa, a linda sueca Helen Svedin, presente no estádio, ele conseguiu segurar a emoção mesmo com os abraços dos companheiros e o canto da torcida.
O resultado? Um detalhe, mas ficará na história que, assim como Maldini, Figo se despediu com vitória. A Inter venceu por 4 a 3 numa festa que também foi de Ibrahimovic, que fez dois gols e terminou a temporada como artilheiro do Calcio com  25 gols.
Em Turim, outro grande jogador se despedia, mas, por enquanto, apenas da Juventus. Pavel Nedved, após oito temporadas dedicadas à Velha Senhora, fez sua última partida com a camisa da Juventus, mas pode não se despedir do futebol ainda. Certo é que a viória da Juve sobre a Lazio por 2 a 0, gols de Iaquinta, foi a última do tcheco com a camisa da equipe.
A Juventus garantiu a última vaga para a fase de grupos na Liga dos Campeões. A quarta vaga da Champions ficou com a Fiorentina, que terá que disputar a fase preliminar da competição. Genoa e Roma vão para a Liga Europa. O tradicional Torino, e mais Reggina e Lecce foram rebaixados.
Resultados da rodada:
Roma 3 x 2 Torino
Bologna 3 x 1 Catania
Fiorentina 0 x 2 Milan
Genoa 4 x 1 Lecce
Inter de Milão 4 x 3 Atalanta
Juventus 2 x 0 Lazio
Napoli 3 x 0 Chievo
Palermo 2 x 2 Sampdoria
Reggina 1 x 1 Siena
Udinese 6 x 2 Cagliari
Classificação final do Campeonato Italiano:
1- Inter de Milão - 84 pontos (Liga dos Campeões)
2- Juventus - 74 (Liga dos Campeões)
3- Milan - 74 (Liga dos Campeões)
4- Fiorentina - 68 (fase preliminar da Liga dos Campeões)
5- Genoa - 68 (Liga Europa)
6- Roma - 63
7- Udinese - 58
8- Palermo - 57
9- Cagliari - 53
10-Lazio - 50
11- Atalanta - 47
12- Napoli - 46
13- Sampdoria - 46
14-Siena - 44
15- Catania - 43
16- Chievo - 38
17- Bologna - 37
18-Torino - 34 (rebaixado)
19- Reggina - 31 (rebaixado)
20-Lecce - 30 (rebaixado)
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

sábado, 30 de maio de 2009

Ao Barcelona, só faltou a cereja no bolo

Campeão espanhol, campeão da Copa do Rey e campeão da Liga dos Campeões da Europa, o que faltaria mais para o Barcelona nesta temporada perfeita com 100% de aproveitamento (três títulos disputados, três faixas no peito)? Só o recorde de gols numa única temporada da Liga espanhola.
Mas isso terá que ficar para a próxima temporada. Neste sábado, o Barça foi recebido com aplausos no estádio Riazor para a disputa da última rodada do Campeonato Espanhol com o Deportivo La Coruña. O resultado pouco importava para a equipe de Pep Guardiola, desde que ela marcasse três gols.
Mas o Barça só conseguiu marcar um e encerrou a temporada com (ainda assim incríveis) 105 gols na Liga. A melhor marca, portanto, vai permanecer com o Real Madrid, que fez 107 gols na temporada 1989-90. A do Barça é a segunda melhor.
A falta de gols no empate com o Deportivo por 1 a 1 também acabou prejudicando o camaronês Samuel Eto'o. Autor do gol do Barcelona, ele terminou a temporada como vice-artilheiro do torneio com 29 gols. Mais uma vez ele perdeu a artilharia na reta final para o uruguaio Diego Forlan, que marcou um gol na vitória do Atlético de Madrid sobre o Almeria por 3 a 0 e terminou o campeonato com 31 gols. Em 2005, Forlan também roubou a artilharia de Eto'o nos duas últimas rodadas.
A goleada do Atlético de Madrid garantiu a equipe vermelha e branca na próxima Liga dos Campeões da Europa. A quarta vaga era a última que faltava decidir. O time fará companhia na principal competição europeia ao Barcelona, ao Real Madrid e ao Sevilla.
Villareal, que derrotou o Mallorca por 3 a 2, e Valencia, que bateu o Athletic Bilbao por 2 a 0, disputarão a Liga Europa, novo nome da Copa da Uefa.
Neste domingo, será decidido o último time rebaixado para a segunda divisão. Já caíram o Recreativo e o Numancia. Osasuña, Sporting Gijon, Betis, Getafe e Valladolid tentam fugir da degola.
Veja abaixo como ficou o ranking das melhores marcas de gols na Liga espanhola:
Os dez times mais goleadores da história da Liga Espanhola: 

1- Real Madrid: 107 gols na temporada 1989-90 

2- Barcelona: 105 gols na temporada 2008-09 

3- Barcelona: 102 gols na temporada 1996-97 

4- Barcelona: 96 gols na temporada 1958-59 

5- Real Madrid: 95 gols na temporada 1987-88 

6-Barcelona: 92 gols na temporada 1951-52 e Real Madrid: 92 gols na temporada 1958-59 

7-Barcelona: 91 gols na temporada 1993-94 e Real Madrid: 91 gols na temporada 1988-89 

8-Real Madrid: 89 gols nas temporadas 1958-59 e 1960-61 

9-Athletic Bilbao: 88 gols na temporada 1950-51 

10-Atlético de Madri: 87 gols na temporada 1950-51 

As 10 melhores marcas do Barcelona na história e a colocação final na Liga: 

1- Temporada 2008-09: 105 gols em 38jogos (campeão)
2- Temporada 1996-97: 102 gols em 42 jogos (vice-campeão) 

3- Temporada 1958-59: 96 gols em 30 jogos (campeão) 

4- Temporada 1951-52: 92 gols em 30 jogos (campeão) 

5- Temporada 1993-94: 91 gols em 38 jogos (campeão) 

6- Temporada 1991-92: 87 gols em 38 jogos (campeão); Temporada 1992-93: 87 gols em 38 jogos (campeão) e Temporada 1998-99: 87 gols em 38 jogos (campeão) 

7- Temporada 1959-60: 86 gols em 30 jogos (campeão) 

8- Temporada 1950-51: 83 gols em 30 jogos (quarto colocado) e Temporada 1950-51: 83 gols em 30 jogos (quarto colocado) 

9- Temporada 1989-90: 83 gols em 38 jogos (terceiro colocado) 

10-Temporada 1952-53: 82 gols em 30 jogos (campeão)
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Haja vinho para celebrar: Bordeaux é campeão francês

Foram 10 anos de espera, sete deles vendo o Lyon de Juninho Pernambucano enfileirando taças atrás de taças na sua sala de troféus. Mas o Bordeaux já pode comemorar. Após uma emocionante última rodada do Campeonato Francês, a equipe dos brasileiros Carlos Henrique, Fernando Menegazzo, Jussiê e Wendell sagrou-se campeã neste sábado.
O título veio após a vitória sobre o Caen, fora de casa por 1 a 0. O único gol da partida foi marcado por Yoan Gouffran aos três minutos do segundo tempo. Já devem ter prometido para o apoiador francês todo o estoque de vinho da cidade.
O vice-campeonato ficou com o Olympique de Marseille, que correspondeu à linda festa feita por sua torcida com uma goleada por 4 a 0 sobre o Rennes no estádio Velodrome. Illan, Gomis (2) e Mirallas marcaram os gols da equipe que, assim como o Bordeaux, garantiu sua vaga na próxima Liga dos Campeões da Europa.
Destronado depois do heptacampeonato, o Lyon encerrou a temporada com um 0 a 0 com o Toulouse fora de casa e na terceira colocação da Ligue 1. O time, que não contará mais com Juninho disputará a fase preliminar da Liga dos Campeões.
Toulouse e Lille, quarto e quinto colocados respectivamente, se classificaram para a Liga Europa. A nota triste na França foi o rebaixamento do Nantes, oito vezes campeão francês e que disputará a segunda divisão na próxima temporada. A equipe terminou na penúltima posição, a frente do Le Havre e abaixo do Caen, também rebaixados.
Resultados da última rodada:
Caen 0 x 1 Bordeaux
Grenoble 0 x 1 Sochaux
Lille 3 x 2 Nancy
Lorient 1 x 1 Le Mans
Olympique de Marseille 4 x 0 Rennes
Nantes 2 x 1 Auxerre
Nice 0 x 0 Le Havre
Paris Saint-German 0 x 0 Monaco
Saint-Etienne 4 x 0 Valenciennes
Toulouse 0 x 0 Lyon 
Classificação final:
1- Bordeaux - 80 pontos (Liga dos Campeões)
2- Olympique de Marseille - 77 (Liga dos Campeões)
3- Lyon - 71 (fase preliminar da Liga dos Campeões)
4- Toulouse - 64 (Liga Europa)
5- Lille - 64 (Liga Europa)
6- Paris Saint-German - 64
7- Rennes - 61
8- Auxerre - 55
9- Nice - 50
10- Lorient - 45
11- Monaco - 45
12- Vallenciennes - 44
13- Grenoble - 44
14- Sochaux - 42
15- Nancy - 42
16- Le Mans - 40
17- Saint-Ettiene - 40
18- Caen - 37 (rebaixado)
19- Nantes - 37 (rebaixado)
20- Le Havre - 26 (rebaixado)
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Wisla Cracóvia é campeão polonês

Os torcedores do Wisla Cracóvia devem estar com dores nos ombros e nos braços de tanto levantar taças. Neste sábado, a equipe que conta com dois brasileiros, Marcelo, ex-Santos, e Beto, ex-Bragantino, faturou o bicampeonato polonês. O título veio após a vitória sobre o Slask Wroklav por 2 a 0.
Segundo maior vencedor de títulos da Polônia com 11 conquistas, o Wisla chegou ao sexto título em nove disputados só nesta década. O Wisla faturou os campeonatos de 2000-01, além de um tricampeonato nas temporadas 2002-03, 2003-04 e 2004-05.
Os campeões de títulos na Polônia são o Gornik Zabrze e o Ruch Chorzów com 14 taças. Mas eles enfrentam um longo jejum. O Ruch não é campeão desde 1989 e o Gornik desde 1988, quando faturou um tetracampeonato. E o Gornik vai amargar mais um ano de jejum, pois foi rebaixado para a segunda divisão.
Encerrada a temporada, o Wisla disputará a próxima Liga dos Campeões da Europa. O Légia Varsóvia e o Lech Poznan disputarão a Liga Europa, novo nome da Copa da Uefa.  Além do Gornik, o Cracóvia Kraków foi o outro time rebaixado na Polônia.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)