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sábado, 30 de maio de 2009

Werder Bremen é campeão no adeus de Diego

É comovente a maneira como a torcida europeia trata os seus ídolos. Neste sábado o meia brasileiro Diego teve uma mostra disso. Na sua última partida pelo Werder Bremen, o apoiador pôde ver nas arquibancadas do estádio Olímpico de Berlim a manifestação de carinho dos torcedores do Bremen com diversos cartazes de agradecimento, com direito a frases em bom português.
Na próxima temporada, Diego vestirá a camisa da Juventus de Turim, torcida que também perderá um ídolo neste domingo. O tcheco Nedved anunciou a sua aposentadoria após muitos anos de serviços prestados à Velha Senhora.
Dentro de campo Diego procurou corresponder e saiu com o merecido título da Copa da Alemanha após uma péssima temporada do Werder, décimo colocado na Bundesliga e vice-campeão da Copa da Uefa, derrotado que foi para o Shaktar Donetski, da Ucrânia.
O Werder garantiu o título após a vitória por 1 a 0 sobre o Bayer Leverkusen. O único gol da partida foi marcado por Oziel, aos 13 minutos do segundo tempo. Um placar magro, mas o suficiente para garantir uma despedida de gala de Diego.
Este foi o quinto título do Werder Bremen na história da Copa da Alemanha. A equipe alemã conquistou pela última vez o troféu na temporada 2003-04. Anteriormente, o time foi campeão nas temporadas 1960-61, 1990-91, 1993-94 e 1998-99. 
Planeta que Rola deseja toda a sorte do mundo para o meia na Itália. E estaremos acompanhando de perto na próxima temporada.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Glasgow Rangers é campeão da Copa da Escócia

É fim de temporada e o futebol europeu não para de celebrar. Depois de faturar o Campeonato Escocês, o Glasgow Rangersconquistou neste sábado o título da Copa da Escócia. A taça veio após a vitória sobre o Falkirk por 1 a 0 no Hampden Park. O único gol do jogo foi marcado por Nacho Novo.
Com a conquista, o Rangers agora soma 32 títulos da Copa da Escócia. Tem dois a menos do que o seu eterno rival, o Celtic.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

A festa do Zurich, campeão suíço

É muito bom ser campeão. Eu que estou acostumado a isso entendo bem a festa de um time e de uma torcida quando levantam uma taça.
Reparem só na festança dos torcedores e do time do Zurich. Não é para menos, o time recuperou o título do Campeonato Suíço depois de perdê-lo na temporada passada para o Basel. A taça foi garantida na rodada passada, mas a festa foi neste fim de semana após a vitória sobre o Grasshopers por 2 a 1.
O Zurich se igualou ao Basel com 12 títulos conquistados. Os maiores vencedores do Campeonato Suíço são o Grasshopers com 26 taças e o Servette com 17.
Com o título, o Zurich garantiu sua participação na próxima Liga dos Campeões da Europa. BSC Young Boys e Basel, segundo e terceiro colocados, respectivamente, vão disputar a Liga Europa, novo nome da Copa da Uefa.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Chelsea conquista a Copa da Inglaterra

No encerramento da temporada do futebol inglês, o Chelsea conquistou neste sábado o título da Copa da Inglaterra ao derrotar o Everton por 2 a 1, de virada, em Wembley. O jogo representou um desfecho com chave de ouro da passagem do técnico holandês Guus Hiddink pelo comando da equipe.
Hiddink, que é técnico da seleção russa, mas atendeu aos apelos do magnata Roman Abramovich, dono da equipe de Londres, para substituir o brasileiro Luis Felipe Scolari, demitido no meio da temporada, encerra, assim sua participação, ajudando os Blues a conquistar o seu quarto título da Copa da Inglaterra e com apenas uma única derrota em três meses e meio. O holandês agora deve ser substituído pelo italiano Carlo Ancelotti, que deve deixar o Milan ao fim da temporada.
No início, porém, o Chelsea levou um susto. Foi o francês Louis Saha quem abriu o placar no primeiro lance da partida, após um bate-rebate dentro da área que deu esperanças à equipe de Liverpool de conquistar uma taça que não fatura desde 1995. Aliás, o Everton não conquista um único título há 14 anos.
Mas não demorou muito para o Chelsea dominar a partida e empatar com Drogba aos 20 minutos. No segundo tempo, um golaço de Frank Lampard aos 27 deu números finais ao jogo para a alegria dos seus torcedores.
Com a conquista, o Chelsea se igualou ao próprio Everton, ao The Wanderers e ao West Bronwich com cinco conquistas. O maior vencedor da Copa da Inglaterra é o Manchester United, com 11 taças.
O Chelsea conquista o título dois anos depois de ter faturado a Copa da Inglaterra na reinauguração do estádio Wembley. Em 2007, os Blues haviam batido o Manchester United por 1 a 0 e conquistado o quarto troféu. Já o Everton ficou com o oitavo vice-campeonato de sua história. Uma marca nada agradável para seus torcedores.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Guardiola já escreve o seu nome na história

Era apenas a sua primeira temporada como treinador. Após um período comandando o Barcelona B, Josep Guardiola, que era um bom volante nos anos 90, aceitou o desafio de substituir Frank Rijkaard no comando de uma das maiores equipes do mundo.
Foi uma aposta arriscada da diretoria do clube catalão. Principalmente porque Rijkaard havia sido bem sucedido como treinador ao ajudar o Barça a faturar o seu segundo título da Liga dos Campeões em 2006. Mas ela acabou se revelando acertada. E fez até Sir Alex Ferguson, com mais de duas décadas só de Manchester United, reconhecer os feitos do novato.
- Foi uma grande conquista no primeiro ano dele como treinador. Fantástico - disse o treinador escocês após a derrota por 2 a 0 para o Barça na decisão da Champions.
O Barcelona fecha a temporada com uma tríplice coroa - conquistou, além da Champions, o Campeonato Espanhol e a Copa do Rey - e seu treinador entrou para o seleto time daqueles que foram campeões da Liga dos Campeões como técnico e jogador.
Antes de Guardiola, tinham conseguido atingir feito semelhante outros dois técnicos com ligação com o Barcelona: Johan Cruyff, campeão como jogador pelo Ajax em 1971, 1972 e 1973 e como técnico do Barcelona em 1992 e Rijkaard, campeão como jogador pelo Milan em 1989 e 1990 e pelo Ajax em 1995 e como treinador pelo Barça em 2006.
Além destes, também fazem parte do grupo Miguel Muñoz, campeão como jogador do Real Madrid em 1956 e 1957 e como treinador da equipe merengue em 1960 e 1966, Giovanni Trapattoni, campeão como atleta pelo Milan em 1963 e 1969 e como treinador pela Juventus em 1985, e Carlo Ancelotti, campeão como jogador do Milan em 1989 e 1990 e como treinador pelo Milan em 2003.
- Como jogador foi fantástico conquistar o primeiro troféu da história do clube. Agora nós temos três, o que não é tudo o que podemos atingir. Acho que estamos perto de passar de um grupo seleto para um time mítico - declarou Guardiola.
Para um time que além dos troféus vem encantando pelo futebol praticado e já marcou 153 gols em 59 jogos na temporada a questão é até onde esse Barcelona pode chegar? E no fim de semana, o time ainda tem uma última missão a cumprir nesta temporada perfeita. Vai até o Riazor enfrentar o Deportivo pela última rodada do Campeonato Espanhol precisando de apenas três gols para igualar o feito do Real Madrid com o maior número de gols em uma edição da Liga espanhola. Hoje o Barça tem incríveis 104 gols em 37 jogos.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Curiosidades sobre Barcelona e Manchester United

Quando foi definida a final entre Barcelona e Manchester United, publicamos um post com semelhanças e diferenças entre as duas equipes. Demos uma atualizada nos números e trouxemos mais algumas curiosidades sobre as campanhas e histórias das duas equipes na Liga dos Campeões e na temporada. 

- Esta será a quarta final do Manchester United. Nas três anteriores, os Red Devils levaram o troféu para casa. Em 1968 venceram o Benfica, em 1999 o Bayern de Munique e no ano passado o Chelsea. O Manchester, assim, enfrentará pela primeira vez um time espanhol na decisão. 

- Já o Barcelona disputará sua sexta final. Mas tenta o seu terceiro título. O Barça venceu a Sampdoria em 1992 e o Arsenal em 2006. Perdeu o troféu para o Benfica em 1961, o Steaua Bucaresti em 1986 e o Milan naquela goleada histórica de 4 a 0 em 1994.
- Se o Manchester United vencer nesta quarta-feira será campeão invicto. Em toda a história da Liga, houve 13 campeões invictos: Inter de Milão (1963-64), Ajax (1971-72 e 1994-95), Nothingham Forest (1978-79), Liverpool (1980-81 e 1983-84), Milan (1988-89 e 1993-94), Estrela Vermelha (1990-91), Olympique de Marseille (1992-93), Manchester United (1998-99 e 2007-08) e Barcelona (2005-06). O Barcelona foi derrotado pelo Shaktar Donetski por 3 a 2 na fase de grupos.
- Os grandes craques das duas equipes são estrangeiros, mas o Barcelona é o que tem o maior número de atletas espanhóis em relação aos ingleses no Manchester United. São 11 dos 24 jogadores contra 19 dos 47 atletas do Manchester.
- O Barça também tem muitos jogadores formados na base. Só no time titular são seis atletas: Victor Valdes, Puyol, Piqué, Xavi, Iniesta e Messi. Entre os atletas que entram em campo com frequência no Manchester, apenas Gary Neville e Scholes são da base. 

- Do time atual do Barcelona, cinco jogadores estiveram em campo na decisão de 2006: Victor Valdes, Puyol, Rafael Marquez, Iniesta e Eto'o. 

- No Manchester, todos os 14 jogadores que participaram da decisão de 2008 estão no elenco deste ano. Deles, apenas Hargreaves, contundido, não tem qualquer chance de jogar. O time na decisão de 2008 foi: Van der Sar, Wes Brown, Vidic, Rio Ferdinand e Evra (Anderson); Hargreaves, Carrick e Scholes (Giggs); Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney (Nani) e Tevez. 

- Se muitos podem ser bi, apenas dois, podem ser tri jogando pelo Manchester. Estiveram também na final de 1999, Gary Neville e Ryan Giggs. Paul Scholes também fazia parte do elenco, mas não enfrentou o Bayern de Munique.
- De todos os atletas que estarão em campo, o único que disputou uma final de Champions no estádio Olímpico de Roma é o goleiro Van der Sar. Ele foi vice-campeão pelo Ajax em 1996.
- Sir Alex Ferguson está no comando dos Red Devils há 22 anos e seis meses. Ele chegou no Manchester no dia 6 de novembro de 1986. Já Guardiola está na sua primeira temporada como técnico do Barcelona depois de um ano dirigindo o Barcelona B.
- Por causa do tempo de casa, portanto, Guardiola busca seu primeiro título europeu como treinador (ele ganhou como jogador em 1992). Já Ferguson tenta o tri. Ele comandou o Manchester em 1999 e 2008.
- O Manchester tem o melhor jogador do mundo eleito pela Fifa, Cristiano Ronaldo. O Barcelona tem o segundo melhor na eleição da entidade, Messi. Mas para muitos, o posto de rei já passou para o argentino.
- Messi, aliás, é o artilheiro da Liga dos Campeões com oito gols. Os principais artilheiros dos Red Devils, Berbatov, Wayne Rooney e Cristiano Ronaldo, têm quatro gols cada um.
- Falando em goleadores, o Barcelona teve apenas em duas oportunidades o artilheiro da Liga dos Campeões: Ronald Koeman, que marcou 8 gols em 1993-94, e Rivaldo, autor de 10 gols na temporada 1999-2000.
- O Manchester já teve seis artilheiros da Champions, quatro deles só nesta década. Foram goleadores pelos Red Devils Dennis Law (nove gols em 1968-69), Dwight Yorke (oito gols em 1998-99), Ruud Van Nistelrooy (10 gols em 2001-02, 14 gols em 2002-03 e oito gols em 2004-05) e Cristiano Ronaldo (oito gols em 2007-08).
- O Barcelona tem o melhor ataque da Liga dos Campeões: 30 gols marcados. O Manchester balançou a rede apenas 18 vezes.
- Por outro lado, o Manchester tem a melhor defesa em média. Levou apenas seis gols em 12 jogos. O único time que levou menos gols foi o Dínamo de Kiev: quatro. Mas a equipe ucraniana disputou apenas a primeira fase.
- Tanto o Barcelona quanto o Manchester estão entre os cinco times que menos cometem faltas na Liga dos Campeões. A média do Barcelona é de 11,5 por partida (138 faltas no total), sendo a segunda melhor. Já a do Manchester, a quarta melhor, é de 13,08 por jogo (fez 157).
- O Manchester sofreu até aqui uma média de 13,08 faltas por jogo (total de 157). Já o Barcelona foi uma das equipes que mais apanharam na competição. Foram 219 faltas sofridas, média de 18,25. Na média, só perde, vejam só, para o Anorthosis (18,5).
- O Manchester é a segunda equipe que mais chutou a gol, em média, no torneio. Foram 7,25 arremates por jogo, num total de 87 chutes. O Barcelona vem logo em seguida com 83 chutes e média de 6,92. No entanto, o Barça foi mais eficiente. Em média, eles ficam atrás do Werder Bremen, mas no cômputo geral lideram a estatística.
- Tanto Manchester quanto Barcelona foram campeões de seus torneios nacionais superando seus principais rivais, Liverpool e Real Madrid.
- Por falar na comparação com os rivais, se vencer a Liga dos Campeões, o Manchester fica perto do Liverpool, que tem cinco conquistas. Já o Barça ainda tem que remar muito para chegar no recordista espanhol e da própria Europa. O Real já foi nove vezes campeão do principal torneio europeu.
- A diferença também é semelhante nos torneios nacionais. Ao vencer a Premier League, o Manchester se igualou ao Liverpool em número de títulos, 18. Já o Barcelona chegou a 19 conquistas, ficando 12 atrás do Real.
- Os dois times têm um ataque forte, mas não tem os artilheiros de suas ligas. Na Inglaterra, Anelka (Chelsea) terminou o ano como artilheiro com 19 gols, um a mais do que Cristiano Ronaldo. Na Espanha, Eto’o liderava a tabela até domingo, quando Diego Forlan, do Atlético de Madrid, fez três gols e chegou a 31. O camaronês tem 29.
- O Barcelona tem o melhor ataque da Espanha (104 gols) e a melhor defesa (34 gols sofridos).
- O Manchester terminou a Premier League com o segundo melhor ataque ao lado do Arsenal e do Chelsea (68 gols) e a melhor defesa ao lado do Chelsea (24 gols sofridos). O melhor ataque da Inglaterra foi o do Liverpool, com 77 gols.
- Campeões nos seus respectivos países, Barcelona ou Manchester United vão igualar o feito de outras 21 equipes ao conquistarem a Liga dos Campeões. Assim como um dos vencedores de logo mais, faturaram a Champions League e o título nacional no mesmo ano o Real Madrid (1957 e 1958), Benfica (1961), Inter de Milão (1965), Celtic (1967), Ajax (1972, 1973 e 1995), Bayern de Munique (1974 e 2001), Liverpool (1977 e 1984), Hamburgo (1983), Steaua Bucaresti (1986), PSV (1988), Estrela Vermelha (1991), Barcelona (1992 e 2006), Manchester United (1999 e 2008), Milan (1994) e Porto (2004).
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

terça-feira, 26 de maio de 2009

As campanhas vitoriosas do Manchester na Champions

Depois de se igualar ao Liverpool em número de títulos ingleses, o Manchester Unitedterá a chance de encostar nos Reds em número de títulos europeus se vencer o Barcelona nesta quarta-feira. A vitória sobre a equipe espanhola significará o tetracampeonato dos ingleses, que buscam o segundo troféu consecutivo. Anteriormente, o Manchester havia conquistado os títulos de 1968, 1999, uma das finais mais épicas da história, e o do ano passado, numa das decisões mais dramáticas de todas. Vamos relembrar então como foram as campanhas e os times que fizeram a história dos Red Devils. 

O Manchester iniciou a campanha da temporada 1967-68 batendo o Hibernians com uma goleada por 4 a 0 e um empate por 0 a 0. Na segunda rodada, o adversário foi o FK Sarajevo. Após o 0 a 0 no primeiro jogo, os Red Devils venceram a segunda partida por 2 a 1. Nas quartas de final, a equipe então dirigida pelo lendário Matt Busby, despachou o Gornik Zabrze com uma vitória por 2 a 0 no primeiro jogo. No segundo jogo, o time foi derrotada por 1 a 0. Vieram as semifinais, quando o Manchester encarou o Real Madrid. Uma vitória no primeiro jogo por 1 a 0 garantiu a vaga, pois na segunda partida houve empate em 3 a 3. 

Apesar dos resultados apertados até então, na decisão disputada em Wembley, em Londres, o Manchester não tomou conhecimento do Benfica de Coluna e Eusebio. Goleou por 4 a 1, com dois gols de Bobby Charlton, um de George Best e um de Kidd. Graca descontou para os portugueses, então treinados pelo brasileiro Otto Gloria. 

Os times naquela decisão: 

Manchester United: Stepney, Brennan, Stiles, Foulkes e Dunne; Crerand, Bobby Charlton e Sadler; George Best, Kidd e Aston. Técnico: Matt Busby. 

Benfica: Adolfo, Humberto, Jacinto e Cruz; Graca, Coluna e Augusto; Eusébio, Torres e Simões. Técnico: Otto Glória.


Na temporada 1998-99, o Manchester United se classificou em segundo lugar no grupo que tinha o líder Bayern de Munique, o Barcelona e o Brondby. Nas quartas de final, os ingleses derrotaram a Inter de Milão com uma vitória por 2 a 0 e um empate por 1 a 1. Nas semifinais, os Red Devils derrotaram outro time italiano, a Juventus. No primeiro jogo, 1 a 1. No segundo, vitória por 3 a 2. 

Na decisão que entrou para a história, Mario Basler abriu o placar para o Bayern de Munique aos seis minutos. A parte alemã dos 90.000 torcedores que lotaram o Camp Nou, em Barcelona, já comemorava o título quando aos 46 minutos do segundo tempo, Teddy Sheringham empatou. Parecia que o jogo iria para a prorrogação. Mas em uma cobrança de escanteio de Beckham aos 47 minutos, o norueguês Solskjaer virou inacreditavelmente a partida. Um momento inesquecível na história da Liga. 

Os times naquela decisão: 

Manchester United: Peter Schmeichel, Gary Neville, Johnsen, Jaap Stam e Irwin; Beckham, Butt, Giggs e Blomqvist (Sheringham); Dwight Yorke e Andy Cole (Solskjaer). Técnico: Alex Ferguson. 

Bayern de Munique: Oliver Kahn, Lothar Mathäus (Thorsten Fink), Markus Babbel, Linke e Kuffour; Tarnat, Effenberg, Jeremies e Mario Basler (Salihamidzic); Jancker e Zickler (Scholl). Técnico: Ottmar Hitzfeld.


No ano passado, mais uma decisão dramática para os Red Devils. Diante de 67.000 espectadores no estádio Olímpico de Moscou, o Manchester tentava o tri contra o Chelsea. Cristiano Ronaldo abriu o placar aos 26 minutos do primeiro tempo. Mas Frank Lampard empatou aos 45. O placar se manteve então inalterado até as disputas de pênaltis, quando Ronaldo quase foi o vilão ao desperdiçar a sua cobrança. Mas o zagueiro John Terry, um símbolo dos Blues, também foi infeliz ao escorregar bisonhamente e perder o seu pênalti. Depois foi só o goleirão Van der Sar garantir o título e a vitória por 6 a 5. 

Para chegar até lá, o Manchester liderou o seu grupo que tinha ainda Roma, Sporting e Dínamo de Kiev. Nas oitavas, passou pelo Lyon (1 a 1 e 1 a 0) e nas quartas superou a Roma com duas vitórias (2 a 0 e 1 a 0). Veio as semifinais, e os Red Devils bateram o Barcelona. No primeiro jogo, 0 a 0. No segundo, 1 a 0. Na final, o Manchester faturou o tri. 

Os times naquela decisão: 

Manchester United: Van der Sar, Wes Brown, Vidic, Rio Ferdinand e Evra (Anderson); Hargreaves, Carrick e Scholes (Giggs); Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney e Tevez. Técnico: Alex Ferguson. 

Chelsea: Petr Cech; Essien, Ricardo Carvalho, John Terry e Ashley Cole; Michael Ballack, Makelele (Belletti), Lampard e Joe Cole (Anelka); Drogba e Malouda (Kalou). Técnico: Avram Grant.

(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

As campanhas vitoriosas do Barcelona na Champions


O Barcelona entra em campo nesta quarta-feira para enfrentar o Manchester United em busca do tricampeonato da Liga dos Campeões da Europa. Das cinco finais disputadas anteriormente, o Barça conquistou os títulos de 1992 e 2006. Então vamos relembrar como foram as vitórias da equipe catalã. 

Na temporada 1991-92, o Barcelona passou pela primeira fase pelo Hansa Rostock, da Alemanha, com uma vitória (3 a 0) e uma derrota (0 a 1). Na segunda fase, a equipe então dirigida por Johann Cruyff, bateu outro time alemão, o Kaiserslautern. Na fase de grupos, que então representava as semifinais da competição, o Barcelona se classificou em primeiro batendo o Sparta Praga, o Benfica e o Dínamo de Kiev. 

Na final em Wembley, em Londres, diante de mais de 70 mil espectadores, o Barcelona derrotou a Sampdoria, da Itália, por 1 a 0, gol do zagueiro Ronald Koeman a oito minutos do fim do segundo tempo da prorrogação. Naquele time se destacavam o meia Michael Laudrup, o atacante Stoichkov, e o volante Guardiola, que agora pode ser campeão também como técnico. 

Os times daquela final: 

Barcelona: Zubizarreta, Eusébio, Ferrer, Ronald Koeman, Nando e Juan Carlos; Baquero, Guardiola (Alexanco) e Michael Laudrup; Salinas (Goicoechea) e Stoichkov. Técnico: Johan Cruyff. 

Sampdoria: Pagliuca, Mannini, Lanna, Vierchowod e Katanec; Lombardo, Pari, Toninho Cerezo e Bonetti (Invernizzi); Vialli (Buso) e Roberto Mancini. Técnico: Boskov.


Em 2006, o brilho de um jogador improvável. Aquela temporada foi toda de Ronaldinho, que praticamente carregava o Barcelona nas costas e encantava o torcedor catalão. Mas quem decidiu o título foi um jogador que veio do banco: o brasileiro Belletti. Ele entrou no segundo tempo da decisão contra o Arsenal e fez o gol do título na vitória por 2 a 1 em Saint Denis, na França. 

Para chegar aquela final no Stade de France, o Barcelona terminou em primeiro lugar no grupo que tinha Werder Bremen, Udinese e Panathinaikos. Veio as oitavas de final e o Barça superou o Chelsea com uma vitória por 2 a 1 e um empate por 1 a 1. Nas quartas de final, Ronaldinho foi decisivo ao marcar um dos gols da vitória sobre o Benfica por 2 a 0 depois de um empate em 0 a 0 no primeiro jogo. Na semifinal, o Barça superou o Milan após uma vitória por 1 a 0, gol de Giuly, e um empate por 0 a 0. 

Na final, disputada no dia 17 de maio daquele ano, 80.000 pessoas aguardavam a apoteose de Ronaldinho. Mas foi o zagueiro Sol Campbell quem abriu o placar aos 37 minutos. A virada só veio no segundo tempo com Samuel Eto’o aos 31 minutos e Belleti, aos 36. 

Os times daquela final: 

Barcelona: Victor Valdes, Oleguer (Belletti), Puyol, Rafa Márquez e Van Bronckhorst; Edmilson (Iniesta), Deco e Van Bomel (Larsson); Giuly, Eto’o e Ronaldinho. Técnico: Frank Rijkaard. 

Arsenal: Lehman, Eboué, Touré, Sol Campbell e Ashley Cole; Gilberto Silva, Fábregas (Flamini), Pires (Almunia) e Hleb (Reyes); Ljungberg e Thierry Henry. Técnico: Arsene Wenger.


(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Decisão da Liga dos Campeões vale hegemonia do torneio

Entre clubes, apesar do papelão dos últimos anos, o Real Madrid segue imbatível e insuperável por no mínimo mais dois anos na Liga dos Campeões da Europa. O clube madrilenho é o maior vencedor da Champions com nove conquistas. Mas a decisão de quarta-feira vale a hegemonia do torneio para os dois países envolvidos, a Inglaterra do Manchester United e a Espanha do Barcelona. 

Cada país têm 11 títulos de Liga dos Campeões da Europa. Assim como a Itália, que ficou sem representantes neste ano desde as quartas de final e agora será superado por um dos rivais. Quem vencer, portanto, ficará um passo a frente como líder do ranking europeu. 

Além dos nove títulos do Madrid (1956, 57, 58, 59, 60, 66, 98, 2000 e 2002), a Espanha faturou ainda os torneios de 1992 e 2006 com o Barcelona. A Inglaterra tem cinco títulos com o Liverpool (1977, 78, 81, 84 e 2005), três com o Manchester United (1968, 99 e 2008), dois com o Nothingham Forest (1979 e 1980), além de um com o Aston Villa(1982). O troféu de quarta-feira, portanto, vale o tri para o Barça ou o tetra para o Manchester. 

Já os italianos venceram sete vezes com o Milan, o segundo maior vencedor do torneio (1963, 69, 89, 90, 94, 2003 e 2007), duas com a Inter de Milão (1964 e 1965) e duas com a Juventus (1985 e 1996). 

Veja abaixo o ranking de títulos da Liga dos Campeões por país: 

11 títulos – Inglaterra, Itália e Espanha 
6 títulos – Holanda e Alemanha 
4 títulos – Portugal 
1 título – França, Romênia, Escócia e Iugoslávia 

Veja abaixo o ranking de títulos da Liga dos Campeões por clube: 

9 títulos – Real Madrid 
7 títulos – Milan 
5 títulos – Liverpool 
4 títulos – Ajax e Bayern de Munique 
3 títulos – Manchester United 
2 títulos – Barcelona, Benfica, Inter de Milão, Juventus, Nottingham Forest e Porto 
1 título – Aston Villa, Borussia Dortmund, Celtic, Estrela Vermelha, Feyenoord, Hamburgo, Olympique de Marseille, PSV e Steaua Bucaresti.


(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Estádio Olímpico recebe pela quarta vez a final da Champions

Quando Manchester United e Barcelona entrarem em campo na próxima quarta-feira para disputarem o título da Liga dos Campeões da Europa, não será a primeira vez que os romanos verão uma batalha pelo troféu mais importante do continente. Esta será a quarta vez que a final da Champions será disputada no estádio Olímpico, lendária arena fundada em julho de 1927 que recebe os jogos da Roma e da Lazio, clubes rivais da capital italiana. Será a primeira vez, no entanto, que tanto Barcelona quanto o Manchester United disputarão a decisão neste estádio. 

Se o retrospecto conta alguma coisa nessa decisão que é uma das mais aguardadas dos últimos tempos, o time de Sir Alex Ferguson leva uma pequena vantagem. Nas duas vezes em que um time inglês esteve no estádio, levou o troféu. 

Na temporada 76-77, o Liverpool derrotou o Borussia Mönchengladbach por 3 a 1 e conquistou o primeiro dos seus cinco títulos de Champions. Naquela época, os Reds eram comandados pelo craque Kevin Keegan e 52.000 espectadores viram McDermott, Smith e Neal, de pênalti, garantirem o título do time inglês. Simonsen descontou para a equipe alemã, que embora nos últimos anos esteja sempre brigando contra o rebaixamento na Bundesliga, era um dos grandes times alemães na década de 70. 

Sete anos depois, o Liverpool voltou a Roma para protagonizar uma final mais dramática contra a dona da casa, a Roma de Falcão e Cerezo. Naquela época, o ex-apoiador do Inter era conhecido como o Rei de Roma, mas sua equipe não foi párea para o time que tinha um ataque formado por Kenny Dalglish e Ian Rush. Após o 1 a 1 no tempo normal, o Liverpool venceu por 4 a 2 nos pênaltis e faturou o tetracampeonato. 

Levou mais 12 anos até que o estádio Olímpico voltasse a receber uma decisão da Champions. Dessa vez, a final foi entre a Juventus e o Ajax. Das três, esta foi a final com o maior público. No total, 80.000 pessoas estiveram naquele dia 22 de maio de 1996 para ver o time holandês que derrotara o Milan no ano anterior e buscava o bicampeonato consecutivo depois de um tri na década de 70. 

O Ajax tinha praticamente o mesmo time do ano anterior. Estiveram nas duas decisões ogoleiro Van der Sar, o único que retornará ao estádio Olímpico para uma final de Champions nesta quarta, os zagueiros Blind e Frank de Boer, os meias Ronald de Boer e Litmanen, e os atacantes Kanu, Kluivert e Finidi George. Na Juventus, os destaques eram o goleiro Peruzzi, o volante Deschamps, o então jovem meia Del Piero e os atacantes Vialli e Ravanelli. Após o empate em 1 a 1 no tempo normal, a Juventus acabou faturando o título nos pênaltis. 

Como recordar é viver, veja abaixo como foram as três decisões anteriores no Olímpico. 

Final de 1977 – Liverpool 3 x 1 Borussia Mönchengladbach: 

Liverpool: Clemence, Neal, Jones, Smith e Hughes; Case, Kennedy, Callaghan e McDermott; Kevin Keegan e Heighway. Técnico: Paisley. 

Borussia Mönchengladbach: Kneib, Vogts, Klinkhammer, Witkamp e Schäffer; Wohlers (Hannes), Wimmer (Kulik), Stielike e Bonhof; Simonsen e Juup Heynckes. Técnico: Lattek.


Final de 1984 – Liverpool 1 x 1 Roma (4 a 2 nos pênaltis): 

Liverpool: Grobbelaar, Neal, Lawrenson, Hansen e Kennedy; Johnston (Nicol), Lee, Souness e Whelan; Kenny Dalglish (Robinson) e Ian Rush. Técnico: Fagan. 

Roma: Tancredi, Nappi, Bonetti, Righetti e Nela; Di Bartolomei, Falcão e Toninho Cerezo (Strukeli); Conti, Pruzzo (Chierico) e Graziani. Técnico: Niels Liedholm.


Final de 1996 – Juventus 1 x 1 Ajax (4 a 2 nos pênaltis): 

Juventus: Peruzzi, Ferrari, Torricelli, Vierchowod e Pessotto; Conte (Jugoviv), Paulo Sousa (Di Livio), Deschamps e Del Piero; Vialli e Ravanelli (Padovano). Técnico: Marcello Lippi. 

Ajax: Van der Sar, Silooy, Blind, Davids e Frank de Boer (Scholten); Ronald de Boer (Wooter), Litmanen e Musampa (Kluivert); Finidi George, Kanu e Bogarde. Técnico: Louis Van Gaal.


(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)