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terça-feira, 26 de maio de 2009

As campanhas vitoriosas do Barcelona na Champions


O Barcelona entra em campo nesta quarta-feira para enfrentar o Manchester United em busca do tricampeonato da Liga dos Campeões da Europa. Das cinco finais disputadas anteriormente, o Barça conquistou os títulos de 1992 e 2006. Então vamos relembrar como foram as vitórias da equipe catalã. 

Na temporada 1991-92, o Barcelona passou pela primeira fase pelo Hansa Rostock, da Alemanha, com uma vitória (3 a 0) e uma derrota (0 a 1). Na segunda fase, a equipe então dirigida por Johann Cruyff, bateu outro time alemão, o Kaiserslautern. Na fase de grupos, que então representava as semifinais da competição, o Barcelona se classificou em primeiro batendo o Sparta Praga, o Benfica e o Dínamo de Kiev. 

Na final em Wembley, em Londres, diante de mais de 70 mil espectadores, o Barcelona derrotou a Sampdoria, da Itália, por 1 a 0, gol do zagueiro Ronald Koeman a oito minutos do fim do segundo tempo da prorrogação. Naquele time se destacavam o meia Michael Laudrup, o atacante Stoichkov, e o volante Guardiola, que agora pode ser campeão também como técnico. 

Os times daquela final: 

Barcelona: Zubizarreta, Eusébio, Ferrer, Ronald Koeman, Nando e Juan Carlos; Baquero, Guardiola (Alexanco) e Michael Laudrup; Salinas (Goicoechea) e Stoichkov. Técnico: Johan Cruyff. 

Sampdoria: Pagliuca, Mannini, Lanna, Vierchowod e Katanec; Lombardo, Pari, Toninho Cerezo e Bonetti (Invernizzi); Vialli (Buso) e Roberto Mancini. Técnico: Boskov.


Em 2006, o brilho de um jogador improvável. Aquela temporada foi toda de Ronaldinho, que praticamente carregava o Barcelona nas costas e encantava o torcedor catalão. Mas quem decidiu o título foi um jogador que veio do banco: o brasileiro Belletti. Ele entrou no segundo tempo da decisão contra o Arsenal e fez o gol do título na vitória por 2 a 1 em Saint Denis, na França. 

Para chegar aquela final no Stade de France, o Barcelona terminou em primeiro lugar no grupo que tinha Werder Bremen, Udinese e Panathinaikos. Veio as oitavas de final e o Barça superou o Chelsea com uma vitória por 2 a 1 e um empate por 1 a 1. Nas quartas de final, Ronaldinho foi decisivo ao marcar um dos gols da vitória sobre o Benfica por 2 a 0 depois de um empate em 0 a 0 no primeiro jogo. Na semifinal, o Barça superou o Milan após uma vitória por 1 a 0, gol de Giuly, e um empate por 0 a 0. 

Na final, disputada no dia 17 de maio daquele ano, 80.000 pessoas aguardavam a apoteose de Ronaldinho. Mas foi o zagueiro Sol Campbell quem abriu o placar aos 37 minutos. A virada só veio no segundo tempo com Samuel Eto’o aos 31 minutos e Belleti, aos 36. 

Os times daquela final: 

Barcelona: Victor Valdes, Oleguer (Belletti), Puyol, Rafa Márquez e Van Bronckhorst; Edmilson (Iniesta), Deco e Van Bomel (Larsson); Giuly, Eto’o e Ronaldinho. Técnico: Frank Rijkaard. 

Arsenal: Lehman, Eboué, Touré, Sol Campbell e Ashley Cole; Gilberto Silva, Fábregas (Flamini), Pires (Almunia) e Hleb (Reyes); Ljungberg e Thierry Henry. Técnico: Arsene Wenger.


(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Decisão da Liga dos Campeões vale hegemonia do torneio

Entre clubes, apesar do papelão dos últimos anos, o Real Madrid segue imbatível e insuperável por no mínimo mais dois anos na Liga dos Campeões da Europa. O clube madrilenho é o maior vencedor da Champions com nove conquistas. Mas a decisão de quarta-feira vale a hegemonia do torneio para os dois países envolvidos, a Inglaterra do Manchester United e a Espanha do Barcelona. 

Cada país têm 11 títulos de Liga dos Campeões da Europa. Assim como a Itália, que ficou sem representantes neste ano desde as quartas de final e agora será superado por um dos rivais. Quem vencer, portanto, ficará um passo a frente como líder do ranking europeu. 

Além dos nove títulos do Madrid (1956, 57, 58, 59, 60, 66, 98, 2000 e 2002), a Espanha faturou ainda os torneios de 1992 e 2006 com o Barcelona. A Inglaterra tem cinco títulos com o Liverpool (1977, 78, 81, 84 e 2005), três com o Manchester United (1968, 99 e 2008), dois com o Nothingham Forest (1979 e 1980), além de um com o Aston Villa(1982). O troféu de quarta-feira, portanto, vale o tri para o Barça ou o tetra para o Manchester. 

Já os italianos venceram sete vezes com o Milan, o segundo maior vencedor do torneio (1963, 69, 89, 90, 94, 2003 e 2007), duas com a Inter de Milão (1964 e 1965) e duas com a Juventus (1985 e 1996). 

Veja abaixo o ranking de títulos da Liga dos Campeões por país: 

11 títulos – Inglaterra, Itália e Espanha 
6 títulos – Holanda e Alemanha 
4 títulos – Portugal 
1 título – França, Romênia, Escócia e Iugoslávia 

Veja abaixo o ranking de títulos da Liga dos Campeões por clube: 

9 títulos – Real Madrid 
7 títulos – Milan 
5 títulos – Liverpool 
4 títulos – Ajax e Bayern de Munique 
3 títulos – Manchester United 
2 títulos – Barcelona, Benfica, Inter de Milão, Juventus, Nottingham Forest e Porto 
1 título – Aston Villa, Borussia Dortmund, Celtic, Estrela Vermelha, Feyenoord, Hamburgo, Olympique de Marseille, PSV e Steaua Bucaresti.


(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Estádio Olímpico recebe pela quarta vez a final da Champions

Quando Manchester United e Barcelona entrarem em campo na próxima quarta-feira para disputarem o título da Liga dos Campeões da Europa, não será a primeira vez que os romanos verão uma batalha pelo troféu mais importante do continente. Esta será a quarta vez que a final da Champions será disputada no estádio Olímpico, lendária arena fundada em julho de 1927 que recebe os jogos da Roma e da Lazio, clubes rivais da capital italiana. Será a primeira vez, no entanto, que tanto Barcelona quanto o Manchester United disputarão a decisão neste estádio. 

Se o retrospecto conta alguma coisa nessa decisão que é uma das mais aguardadas dos últimos tempos, o time de Sir Alex Ferguson leva uma pequena vantagem. Nas duas vezes em que um time inglês esteve no estádio, levou o troféu. 

Na temporada 76-77, o Liverpool derrotou o Borussia Mönchengladbach por 3 a 1 e conquistou o primeiro dos seus cinco títulos de Champions. Naquela época, os Reds eram comandados pelo craque Kevin Keegan e 52.000 espectadores viram McDermott, Smith e Neal, de pênalti, garantirem o título do time inglês. Simonsen descontou para a equipe alemã, que embora nos últimos anos esteja sempre brigando contra o rebaixamento na Bundesliga, era um dos grandes times alemães na década de 70. 

Sete anos depois, o Liverpool voltou a Roma para protagonizar uma final mais dramática contra a dona da casa, a Roma de Falcão e Cerezo. Naquela época, o ex-apoiador do Inter era conhecido como o Rei de Roma, mas sua equipe não foi párea para o time que tinha um ataque formado por Kenny Dalglish e Ian Rush. Após o 1 a 1 no tempo normal, o Liverpool venceu por 4 a 2 nos pênaltis e faturou o tetracampeonato. 

Levou mais 12 anos até que o estádio Olímpico voltasse a receber uma decisão da Champions. Dessa vez, a final foi entre a Juventus e o Ajax. Das três, esta foi a final com o maior público. No total, 80.000 pessoas estiveram naquele dia 22 de maio de 1996 para ver o time holandês que derrotara o Milan no ano anterior e buscava o bicampeonato consecutivo depois de um tri na década de 70. 

O Ajax tinha praticamente o mesmo time do ano anterior. Estiveram nas duas decisões ogoleiro Van der Sar, o único que retornará ao estádio Olímpico para uma final de Champions nesta quarta, os zagueiros Blind e Frank de Boer, os meias Ronald de Boer e Litmanen, e os atacantes Kanu, Kluivert e Finidi George. Na Juventus, os destaques eram o goleiro Peruzzi, o volante Deschamps, o então jovem meia Del Piero e os atacantes Vialli e Ravanelli. Após o empate em 1 a 1 no tempo normal, a Juventus acabou faturando o título nos pênaltis. 

Como recordar é viver, veja abaixo como foram as três decisões anteriores no Olímpico. 

Final de 1977 – Liverpool 3 x 1 Borussia Mönchengladbach: 

Liverpool: Clemence, Neal, Jones, Smith e Hughes; Case, Kennedy, Callaghan e McDermott; Kevin Keegan e Heighway. Técnico: Paisley. 

Borussia Mönchengladbach: Kneib, Vogts, Klinkhammer, Witkamp e Schäffer; Wohlers (Hannes), Wimmer (Kulik), Stielike e Bonhof; Simonsen e Juup Heynckes. Técnico: Lattek.


Final de 1984 – Liverpool 1 x 1 Roma (4 a 2 nos pênaltis): 

Liverpool: Grobbelaar, Neal, Lawrenson, Hansen e Kennedy; Johnston (Nicol), Lee, Souness e Whelan; Kenny Dalglish (Robinson) e Ian Rush. Técnico: Fagan. 

Roma: Tancredi, Nappi, Bonetti, Righetti e Nela; Di Bartolomei, Falcão e Toninho Cerezo (Strukeli); Conti, Pruzzo (Chierico) e Graziani. Técnico: Niels Liedholm.


Final de 1996 – Juventus 1 x 1 Ajax (4 a 2 nos pênaltis): 

Juventus: Peruzzi, Ferrari, Torricelli, Vierchowod e Pessotto; Conte (Jugoviv), Paulo Sousa (Di Livio), Deschamps e Del Piero; Vialli e Ravanelli (Padovano). Técnico: Marcello Lippi. 

Ajax: Van der Sar, Silooy, Blind, Davids e Frank de Boer (Scholten); Ronald de Boer (Wooter), Litmanen e Musampa (Kluivert); Finidi George, Kanu e Bogarde. Técnico: Louis Van Gaal.


(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

domingo, 24 de maio de 2009

Newcastle é rebaixado para a segunda divisão inglesa

Um triste domingo para os fãs do futebol inglês, principalmente para os torcedores do Newcastle. A tradicional equipe quatro vezes campeã inglesa foi rebaixada para a segunda divisão após a disputa da última rodada da Premier League. A equipe dirigida pelo ex-atacante Alan Shearer que é uma das campeãs de público, sempre lotando o seu estádio, o St. James Park, foi derrotada fora de casa pelo Aston Villa por 1 a 0, gol contra de Duff, e terminou na 18ª colocação do Campeonato Inglês.
Acompanharão o Newcastle na Série B o Middlesbrough e o West Bronwich, que já havia iniciado a rodada rebaixado. Já estão garantidos de volta à primeira divisão Wolverhampton e Birmingham. Burnley e Sheffield United ainda vão decidir a última vaga na primeira divisão num jogo nesta segunda-feira em Wembley.
A derrota do Newcastle foi muito comemorada em Kingston Upon Hull, onde o Hull City foi derrotado pelos reservas do Manchester United por 1 a 0, mas garantiu a sua permanência na primeira divisão graças ao tropeço da equipe de Michael Owen. O caçula da Premier League se mantém na elite assim como o Sunderland, outro ameaçado e que foi derrotado pelo Chelsea por 3 a 2.
Quem não gostou nada da decisão de Sir Alex Ferguson de escalar os reservas na rodada foi Cristiano Ronaldo. Sem a oportunidade de entrar em campo, o português perdeu a chance de ser o artilheiro do campeonato, pois Anelka balançou as redes do Sunderland e terminou a competição com 19 gols, um a mais do que o craque dos Red Devils.
Além do campeão Manchester United, vão disputar a Liga dos Campeões na próxima temporada o vice-campeão Liverpool, o Chelsea e o Arsenal. Sendo que os Gunners jogarão a fase preliminar da Champions. Everton, Aston Villa e Fulham vão disputar a Liga Europa, novo nome da Copa da Uefa.
O sobe-e-desce nas demais divisões:
Três times que já disputaram a Premier League vão amargar a terceira divisão na próxima temporada. Norwich, Southampton e Charlton disputarão a League One. Leicester City, Peterborough United e Scunthorphe United sobem para a Championship. Ou seja, o tradicional Leeds terá que ficar mais um ano na terceirona inglesa.
Northampton Town, Crewe Alexandra, Cheltenham Town e Hereford United foram rebaixados para a quarta divisão, eufemisticamente chamada de League Two.
Subiram da quarta para a terceira divisão o Brantford, o Exeter City, o Wycombe Wanderers e o Gillinham. Chester City e Luton Town foram rebaixados para a quinta divisão, conhecida como English Conference. E quem subiu para a quarta divisão? O Burton Albion e o Torquay United. Woking, Northwich Victoria, Weymouth e Lewes cairam para a sexta divisão. A partir daí, só tem campeonato de várzea.
Resultados da última rodada na Inglaterra:
Arsenal 4 x 1 Stoke City
Aston Villa 1 x 0 Newcastle
Blackburn 0 x 0 West Bronwich
Fulham 0 x 2 Everton
Hull City 0 x 1 Manchester United
Manchester City 1 x 0 Bolton
Sunderland 2 x 3 Chelsea
West Ham 2 x 1 Middlesbrough
Wigan 1 x 0 Portsmouth
Liverpool 3 x 1 Tottenham
Classificação final da Premier League:
1- Manchester United - 90 pontos (Liga dos Campeões da Europa)
2- Liverpool - 86 (Liga dos Campeões)
3- Chelsea - 83 (Liga dos Campeões)
4- Arsenal - 72 (fase preliminar da Liga dos Campeões)
5- Everton - 63 (Liga Europa)
6- Aston Villa - 62 (Liga Europa)
7- Fulham - 53 (Liga Europa)
8- Tottenham - 51
9- West Ham - 51
10- Manchester City - 50
11- Wigan - 45
12- Stoke City - 45
13- Bolton - 41
14- Portsmouth - 41
15- Blackburn - 41
16- Sunderland - 36
17- Hull City - 35
18- Newcastle - 34 (rebaixado)
19- Middlesbrough - 32 (rebaixado)
20-West Bronwich - 32 (rebaixado)
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

sábado, 23 de maio de 2009

Wolfsburg goleia o Werder Bremen e é campeão alemão

O Wolfsburg escreveu neste sábado o capítulo mais importante de seus 63 anos de história. Jogando na sua casa, a Volkswagen Arena, onde não conheceu o significado da palavra derrota nesta temporada, a equipe dos brasileiros Grafite e Josué goleou o Werder Bremen por 5 a 1 e conquistou o seu primeiro título alemão. A Bundesliga, aliás, é o primeiro troféu da história do clube fundado em setembro de 1945.
O título foi a coroação de uma grande temporada do time dirigido por Félix Magath, principalmente no segundo turno, quando o Wolfsburg deu uma arrancada da nona colocação, 11 pontos atrás do então líder Hoffenheim, até o título. Na 26ª rodada o time assumiu a liderança de um torneio que seguiu emocionante até o final para não largar mais.
O treinador comandou a equipe, mas o grande nome do Wolfsburg foi o atacante brasileiro Grafite. Com os dois gols marcados neste sábado, ele terminou a temporada como o goleador da Bundesliga com 28 gols. Grafite é o quarto brasileiro na história a terminar como artilheiro do Campeonato Alemão. Ele se igualou a outro brasileiro, Ailton, como o estrangeiro com o maior número de gols em uma temporada na Alemanha. Ailton também fez 28 gols em 2004, ano em que o Werder Bremen terminou como campeão.
Os outros brasileiros goleadores e campeões da Bundesliga no mesmo ano foram Elber pelo Bayern de Munique em 2003 e Amoroso pelo Borussia Dortmund em 2002.
Grafite formou com Dzeko um ataque talvez só inferior nesta temporada ao trio do Barcelona formado por Messi, Henry e Eto'o. Com o gol marcado sobre o Werder, o bósnio chegou a 26. Juntos, Grafite e Dzeko fizeram 54 gols pela equipe que ainda teve como destaques Josué, volante que fez um ótimo campeonato, os meias Gentner e Misimovic, e o goleiro suíço Benaglio, uma muralha na defesa dos lobos.
Desde o início do jogo, o Wolfsburg não deu sopa para o azar. Embora pudesse garantir o título até com o empate, pois era improvável que Bayern de Munique ou Stuttgart aplicassem uma goleada na partida em que se enfrentavam no Allianz Arena, o time abriu o placar logo aos 5 minutos com Misimovic.
Despedaçado pela perda do título da Copa da Uefa para o Shaktar Donetski e sem muita motivação após uma temporada ridícula para os seus padrões (terminou na 10ª posição), o Werder Bremen era uma presa fácil para o Wolfsburg que logo ampliou aos 15 com Grafite. Um gol contra de Prödl aos 25 deixou o Wolfsburg praticamente com a taça. Aquela altura, o Bayern já vencia o Stuttgart por 1 a 0, gol de Ribery.
Mas após o 3 a 0, o Wolfsburg relaxou e deixou o Werder reagir. A equipe de Naldo e Diego melhorou na partida e chegou a marcar um gol com o próprio Diego aos 30 minutos. Pode ter sido o último gol do apoiador com a camisa do Werder, que jogará pela Juventus na próxima temporada. Na semana que vem, o meia se despede de sua equipe ao enfrentar o Bayer Leverkusen na final da Copa da Alemanha.
Mas foi apenas um momento de susto. Se em Munique, o Bayern confirmava o vice-campeonato ao fazer 2 a 1 no Stuttgart (Van Bommell ampliou e Mario Gomez descontou), o Wolfsburg marcou mais duas vezes, com Grafite e Dzeko no segundo tempo, definindo o placar.
Ao apito final, a torcida invadiu o gramado para comemorar o título. Grafite chorou, pegou a bandeira brasileira e fez muita festa. Ele merece, foi o melhor jogador do campeonato. E o capitão Josué levantou a salva de prata ao som, é claro, da tradicional "We are the champions", do Queen, que embala 10 entre 10 comemorações de títulos na Europa.
Agora o Wolfsburg vai ter que se reforçar para o seu maior desafio, a Liga dos Campeões na próxima temporada. Logo de cara o time já tem alguns problemas. A começar pelo banco. Félix Magath já assinou com o Schalke 04 e não treinará mais os lobos. No ataque, Dzeko tem propostas e pode ir para a Itália ou a Inglaterra. São desfalques importantes. Em compensação, Grafite deve permanecer no clube.
Também garantiram vaga na Liga dos Campeões o Bayern de Munique e o Stuttgart, terceiro colocado. Hertha Berlin e Hamburgo vão para a Liga Europa, novo nome da Copa da Uefa. Arminia Bielefeld e Karlsruher foram rebaixados para a segunda divisão. Décimo-sexto colocado, o Energie Cottbus disputará um playoff com o terceiro colocado da segunda divisão para definir quem permanece na Série A.
Já campeão da segunda divisão, o Freiburg está garantido na Bundesliga. Mainz e Nuremberg decidem na última rodada neste domingo quem sobe direto e quem fará o jogo com o Energie Cottbus. A vantagem é do Mainz, que tem três pontos a frente e recebe o Oberhausen. Um empate garante a classificação. O Nuremberg receberá o 1860 Munique
Resultados da última rodada:
Wolfsburg 5 x 1 Werder Bremen
Eintracht Frankfurt 2 x 3 Hamburgo
Bayern de Munique 2 x 1 Stuttgart
Energie Cottbus 3 x 0 Bayer Leverkusen
Arminia Bielefeld 2 x 2 Hannover
Karlsruher 4 x 0 Hertha Berlin
Borussia Monchengladbach 1 x 1 Borussia Dortmund
Schalke 04 2 x 3 Hoffenheim
Colônia 1 x 1 Bochum
Classificação final da Bundesliga:
1- Wolfsburg - 69 pontos (Liga dos Campeões)
2-Bayern de Munique - 67 (Liga dos Campeões)
3- Stuttgart - 64 (Pré-Liga dos Campeões
4-Hertha Berlin - 63 (Liga Europa)
5-Hamburgo - 61 (Liga Europa)
6-Borussia Dortmund - 59
7- Hoffenheim - 55
8- Schalke 04 - 50
9- Bayer Leverkusen - 49
10-Werder Bremen - 45
11-Hannover - 40
12-Colônia - 39
13-Eintracht Frankfurt - 33
14-Bochum - 32
15-Borussia Monchengladbach - 31
16-Energie Cottbus - 30 (playoff contra o rebaixamento)
17-Karlsruher - 29 (rebaixado para a segunda divisão)
18-Arminia Bielefeld - 28 (rebaixado para a segunda divisão)
Veja como ficou o ranking de títulos na Alemanha:
20 títulos - Bayern de Munique
9 títulos - Nuremberg
7 títulos - Schalke 04
6 títulos - Hamburgo e Borussia Dortmund
5 títulos - Borussia Monchengladbach e Stuttgart
4 títulos - Kaiserslautern e Werder Bremen
3 títulos - Leipzig, Spvgg Furth, Colônia
2 títulos - Viktoria Berlin, Karlsruher, Hertha Berlin, Hannoverscher e Dresdner
1 título - Wolfsburg, Union Berlin, Freiburg, Holstein, Bayern 1900, Fortuna, Rapid Viena, Manheim, Rot-Weiss Essen, Eintracht Frankfurt, 1860 Munique e Eintracht Braunschweig
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

A batalha dos goleadores na Europa

Muitos países já conhecem seus campeões, mas ainda há muito o que disputar na reta final dos principais campeonatos da Europa. Faltando até duas semanas para o término das ligas nacionais, uma batalha interessante ainda vai movimentar as competições. É a disputa pela artilharia. Tem até brasileiro com boas chances de faturar o troféu de goleador da temporada. Veja abaixo como está a briga na Espanha, Itália, Inglaterra e Alemanha.
Espanha:
Faltando duas rodadas para o término do Campeonato Espanhol, quatro jogadores ainda sonham com o título de artilheiro da temporada. Dois deles já tiveram essa honra, o camaronês Samuel Eto'o, do Barcelona, atual líder da tabela de goleadores com 29 gols e artilheiro na temporada 2005-06, e o uruguaio Diego Forlan, do Atlético de Madrid, que tem um gol a menos do que Eto'o e foi artilheiro da temporada 2004-05 jogando pelo Villareal.
A disputa entre Forlan e Eto'o, aliás, é uma reedição do que aconteceu em 2005, quando o uruguaio roubou a liderança do camaronês na última rodada e foi o goleador com 25 gols contra 24.
Ainda sonham com a artilharia o espanhol David Villa, do Valencia, que tem 25 gols, e o argentino Lionel Messi, do Barcelona. O companheiro de ataque de Eto'o soma 23 gols, mas tudo é possível numa temporada em que o Barça já marcou mais de 100 gols e vem quebrando todos os recordes.
O Barcelona ainda enfrentará o Osasuña em casa e o Deportivo fora. O Atlético de Madrid viaja para enfrentar o Athletic Bilbao e recebe o Almeria enquanto o Valencia enfrenta o Villareal fora e recebe o Athletic Bilbao.
Itália:
Na Itália também faltam duas rodadas para o término da temporada. Lá a disputa envolve quatro jogadores. O líder da tabela de goleadores é o italiano Marco Di Vaio. O atacante soma 23 gols e precisará fazer muito mais para livrar o seu Bologna da segunda divisão. Atualmente, a equipe está na zona de rebaixamento com 33 pontos.
Logo abaixo na disputa vem o sueco Zlatan Ibrahimovic, da campeã Inter de Milão. Ibra tem 22 gols e muita motivação para terminar pela primeira vez como artilheiro da temporada e fazer com que a sua equipe faça o goleador do Calcio pela primeira vez desde 2003, quando Vieri terminou como líder absoluto da tabela. Se for o goleador da temporada, Ibra quebrará um tabu de quatro anos. A última vez que um jogador estrangeiro foi artilheiro do Calcio aconteceu em 2004, quando o ucraniano Shevchenko marcou 24 gols pelo Milan.
Desde então só deu Itália. Quem disse que o italiano só pensa em defesa? Foi assim como Cristiano Lucarelli (Livorno), que fez 24 gols em 2005, Luca Toni, artilheiro em 2006 com 31 gols pela Fiorentina, Francesco Totti, goleador em 2007 com 25 gols pela Roma, e Alessandro Del Piero, que marcou 21 gols no ano passado pela Juventus.
Qem também quer estragar a festa italiana é o argentino Diego Milito, do Genoa, terceiro colocado na tabela com 20 gols. Correndo por fora, o italiano Alberto Gilardino, que não jogou nada no Milan, mas na Fiorentina reencontrou o caminho das redes e tem 19 gols.
Olho nos jogos então. O Bologna vai até Verona pegar o Chievo e recebe o Catania na última rodada. A Inter viaja para enfrentar o Cagliari e recebe a Atalanta. O Genoa viaja até Turim para enfrentar o Torino e recebe o Lecce. Já a Fiorentina enfrenta o Lecce fora de casa e recebe o Milan na rodada derradeira.
Inglaterra:
A Inglaterra terá sua última rodada neste fim de semana. Com o título e as vagas na Liga dos Campeões já decididas, restaram como grande atração a briga para fugir do rebaixamento e a disputa pela artilharia. Na terra da rainha, o confronto está concentrado entre o português Cristiano Ronaldo, do Manchester United, e o francês Anelka, do Chelsea. Os dois têm 18 gols e vão travar um duelo interessante neste fim de semana. No papel, a vantagem é de Ronaldo, que enfrentará o Hull City enquanto Anelka terá pela frente uma equipe um pouco mais complicada, o Sunderland.
Se faturar a artilharia, Ronaldo será bicampeão. No ano passado ele foi o goleador da Premier League com 32 gols. Muito mais do que os 18 marcados até aqui. Aliás, se a temporada na Inglaterra foi espetacular pela qualidade dos jogos, os artilheiros foram bastante econômicos. Há 10 anos não se tinha um artilheiro por lá com tão poucos gols. Em 1999, Dwight Yorke, do Manchester United, Michael Owen, do Liverpool, e Jimmy Floyd Hasselbaink, do Chelsea, marcaram exatamente 18 vezes.
Falando em Liverpool, o meia Steven Gerrard é o azarão desta disputa. Com 16 gols, Gerrard pode até virar artilheiro se estiver inspirado em Anfield Road, onde os Reds receberão o Tottenham. Fortes emoções para o fim de semana.
Alemanha:
Na Bundesliga um caso sui generis. O campeonato pode ter pela primeira vez em sua história dois artilheiros do mesmo time. O brasileiro Grafite, do líder Wolfsburg, lidera a tabela de artilheiros com 26 gols. Com apenas um gol a menos aparece o seu companheiro de ataque, o bósnio Dzeko. Um pouco de solidariedade entre os dois - como, aliás, vem acontecendo na temporada - na partida em que o Wolfsburg recebe o Werder Bremen e a equipe de Félix Magath termina o ano como campeã, com o melhor ataque e simplesmente dois artilheiros.
Caso Grafite confirme a artilharia, pela quarta vez nesta década o Brasil fará o goleador da Bundesliga. Em 2002, Amoroso marcou 18 gols pelo Borussia Dortmund e dividiu a artilharia com Martin Max, do 1860 Munique. No ano seguinte, Elber fez 21 gols pelo Bayern de Munique e terminou empatado com Christiansen, do Bochum, na ponta da tabela de goleadores. O último brasileiro artilheiro do campeonato foi Ailton, que reinou absoluto em 2004 ao marcar 28 gols pelo Werder Bremen.
Ainda sonha em estragar a festa do Wolfsburg o alemão Mário Gomez, do Stuttgart. Autor de 23 gols, ele terá que estar muito inspirado, pois enfrentará o Bayern de Munique no Allianz Arena. Correndo por fora, o também alemão Patrick Helmes, do Bayer Leverkusen. Ele tem 21 gols, mas enfrentará o Energie Cottbus. Quem sabe não não vive uma tarde de sábado feliz. 
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)