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terça-feira, 26 de maio de 2009

As campanhas vitoriosas do Manchester na Champions

Depois de se igualar ao Liverpool em número de títulos ingleses, o Manchester Unitedterá a chance de encostar nos Reds em número de títulos europeus se vencer o Barcelona nesta quarta-feira. A vitória sobre a equipe espanhola significará o tetracampeonato dos ingleses, que buscam o segundo troféu consecutivo. Anteriormente, o Manchester havia conquistado os títulos de 1968, 1999, uma das finais mais épicas da história, e o do ano passado, numa das decisões mais dramáticas de todas. Vamos relembrar então como foram as campanhas e os times que fizeram a história dos Red Devils. 

O Manchester iniciou a campanha da temporada 1967-68 batendo o Hibernians com uma goleada por 4 a 0 e um empate por 0 a 0. Na segunda rodada, o adversário foi o FK Sarajevo. Após o 0 a 0 no primeiro jogo, os Red Devils venceram a segunda partida por 2 a 1. Nas quartas de final, a equipe então dirigida pelo lendário Matt Busby, despachou o Gornik Zabrze com uma vitória por 2 a 0 no primeiro jogo. No segundo jogo, o time foi derrotada por 1 a 0. Vieram as semifinais, quando o Manchester encarou o Real Madrid. Uma vitória no primeiro jogo por 1 a 0 garantiu a vaga, pois na segunda partida houve empate em 3 a 3. 

Apesar dos resultados apertados até então, na decisão disputada em Wembley, em Londres, o Manchester não tomou conhecimento do Benfica de Coluna e Eusebio. Goleou por 4 a 1, com dois gols de Bobby Charlton, um de George Best e um de Kidd. Graca descontou para os portugueses, então treinados pelo brasileiro Otto Gloria. 

Os times naquela decisão

Manchester United: Stepney, Brennan, Stiles, Foulkes e Dunne; Crerand, Bobby Charlton e Sadler; George Best, Kidd e Aston. Técnico: Matt Busby. 

Benfica: Adolfo, Humberto, Jacinto e Cruz; Graca, Coluna e Augusto; Eusébio, Torres e Simões. Técnico: Otto Glória.


Na temporada 1998-99, o Manchester United se classificou em segundo lugar no grupo que tinha o líder Bayern de Munique, o Barcelona e o Brondby. Nas quartas de final, os ingleses derrotaram a Inter de Milão com uma vitória por 2 a 0 e um empate por 1 a 1. Nas semifinais, os Red Devils derrotaram outro time italiano, a Juventus. No primeiro jogo, 1 a 1. No segundo, vitória por 3 a 2. 

Na decisão que entrou para a história, Mario Basler abriu o placar para o Bayern de Munique aos seis minutos. A parte alemã dos 90.000 torcedores que lotaram o Camp Nou, em Barcelona, já comemorava o título quando aos 46 minutos do segundo tempo, Teddy Sheringham empatou. Parecia que o jogo iria para a prorrogação. Mas em uma cobrança de escanteio de Beckham aos 47 minutos, o norueguês Solskjaer virou inacreditavelmente a partida. Um momento inesquecível na história da Liga. 

Os times naquela decisão

Manchester United: Peter Schmeichel, Gary Neville, Johnsen, Jaap Stam e Irwin; Beckham, Butt, Giggs e Blomqvist (Sheringham); Dwight Yorke e Andy Cole (Solskjaer). Técnico: Alex Ferguson. 

Bayern de Munique: Oliver Kahn, Lothar Mathäus (Thorsten Fink), Markus Babbel, Linke e Kuffour; Tarnat, Effenberg, Jeremies e Mario Basler (Salihamidzic); Jancker e Zickler (Scholl). Técnico: Ottmar Hitzfeld.


No ano passado, mais uma decisão dramática para os Red Devils. Diante de 67.000 espectadores no estádio Olímpico de Moscou, o Manchester tentava o tri contra o Chelsea. Cristiano Ronaldo abriu o placar aos 26 minutos do primeiro tempo. Mas Frank Lampard empatou aos 45. O placar se manteve então inalterado até as disputas de pênaltis, quando Ronaldo quase foi o vilão ao desperdiçar a sua cobrança. Mas o zagueiro John Terry, um símbolo dos Blues, também foi infeliz ao escorregar bisonhamente e perder o seu pênalti. Depois foi só o goleirão Van der Sar garantir o título e a vitória por 6 a 5. 

Para chegar até lá, o Manchester liderou o seu grupo que tinha ainda Roma, Sporting e Dínamo de Kiev. Nas oitavas, passou pelo Lyon (1 a 1 e 1 a 0) e nas quartas superou a Roma com duas vitórias (2 a 0 e 1 a 0). Veio as semifinais, e os Red Devils bateram o Barcelona. No primeiro jogo, 0 a 0. No segundo, 1 a 0. Na final, o Manchester faturou o tri. 

Os times naquela decisão

Manchester United: Van der Sar, Wes Brown, Vidic, Rio Ferdinand e Evra (Anderson); Hargreaves, Carrick e Scholes (Giggs); Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney e Tevez. Técnico: Alex Ferguson. 

Chelsea: Petr Cech; Essien, Ricardo Carvalho, John Terry e Ashley Cole; Michael Ballack, Makelele (Belletti), Lampard e Joe Cole (Anelka); Drogba e Malouda (Kalou). Técnico: Avram Grant.

(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

As campanhas vitoriosas do Barcelona na Champions


Barcelona entra em campo nesta quarta-feira para enfrentar o Manchester United em busca do tricampeonato da Liga dos Campeões da Europa. Das cinco finais disputadas anteriormente, o Barça conquistou os títulos de 1992 e 2006. Então vamos relembrar como foram as vitórias da equipe catalã. 

Na temporada 1991-92, o Barcelona passou pela primeira fase pelo Hansa Rostock, da Alemanha, com uma vitória (3 a 0) e uma derrota (0 a 1). Na segunda fase, a equipe então dirigida por Johann Cruyff, bateu outro time alemão, o Kaiserslautern. Na fase de grupos, que então representava as semifinais da competição, o Barcelona se classificou em primeiro batendo o Sparta Praga, o Benfica e o Dínamo de Kiev. 

Na final em Wembley, em Londres, diante de mais de 70 mil espectadores, o Barcelona derrotou a Sampdoria, da Itália, por 1 a 0, gol do zagueiro Ronald Koeman a oito minutos do fim do segundo tempo da prorrogação. Naquele time se destacavam o meia Michael Laudrup, o atacante Stoichkov, e o volante Guardiola, que agora pode ser campeão também como técnico. 

Os times daquela final

Barcelona: Zubizarreta, Eusébio, Ferrer, Ronald Koeman, Nando e Juan Carlos; Baquero, Guardiola (Alexanco) e Michael Laudrup; Salinas (Goicoechea) e Stoichkov. Técnico: Johan Cruyff. 

Sampdoria: Pagliuca, Mannini, Lanna, Vierchowod e Katanec; Lombardo, Pari, Toninho Cerezo e Bonetti (Invernizzi); Vialli (Buso) e Roberto Mancini. Técnico: Boskov.


Em 2006, o brilho de um jogador improvável. Aquela temporada foi toda de Ronaldinho, que praticamente carregava o Barcelona nas costas e encantava o torcedor catalão. Mas quem decidiu o título foi um jogador que veio do banco: o brasileiro Belletti. Ele entrou no segundo tempo da decisão contra o Arsenal e fez o gol do título na vitória por 2 a 1 em Saint Denis, na França. 

Para chegar aquela final no Stade de France, o Barcelona terminou em primeiro lugar no grupo que tinha Werder Bremen, Udinese e Panathinaikos. Veio as oitavas de final e o Barça superou o Chelsea com uma vitória por 2 a 1 e um empate por 1 a 1. Nas quartas de final, Ronaldinho foi decisivo ao marcar um dos gols da vitória sobre o Benfica por 2 a 0 depois de um empate em 0 a 0 no primeiro jogo. Na semifinal, o Barça superou o Milan após uma vitória por 1 a 0, gol de Giuly, e um empate por 0 a 0. 

Na final, disputada no dia 17 de maio daquele ano, 80.000 pessoas aguardavam a apoteose de Ronaldinho. Mas foi o zagueiro Sol Campbell quem abriu o placar aos 37 minutos. A virada só veio no segundo tempo com Samuel Eto’o aos 31 minutos e Belleti, aos 36. 

Os times daquela final

Barcelona: Victor Valdes, Oleguer (Belletti), Puyol, Rafa Márquez e Van Bronckhorst; Edmilson (Iniesta), Deco e Van Bomel (Larsson); Giuly, Eto’o e Ronaldinho. Técnico: Frank Rijkaard. 

Arsenal: Lehman, Eboué, Touré, Sol Campbell e Ashley Cole; Gilberto Silva, Fábregas (Flamini), Pires (Almunia) e Hleb (Reyes); Ljungberg e Thierry Henry. Técnico: Arsene Wenger.


(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Decisão da Liga dos Campeões vale hegemonia do torneio

Entre clubes, apesar do papelão dos últimos anos, o Real Madrid segue imbatível e insuperável por no mínimo mais dois anos na Liga dos Campeões da Europa. O clube madrilenho é o maior vencedor da Champions com nove conquistas. Mas a decisão de quarta-feira vale a hegemonia do torneio para os dois países envolvidos, a Inglaterra do Manchester United e a Espanha do Barcelona. 

Cada país têm 11 títulos de Liga dos Campeões da Europa. Assim como a Itália, que ficou sem representantes neste ano desde as quartas de final e agora será superado por um dos rivais. Quem vencer, portanto, ficará um passo a frente como líder do ranking europeu. 

Além dos nove títulos do Madrid (1956, 57, 58, 59, 60, 66, 98, 2000 e 2002), a Espanha faturou ainda os torneios de 1992 e 2006 com o Barcelona. A Inglaterra tem cinco títulos com o Liverpool (1977, 78, 81, 84 e 2005), três com o Manchester United (1968, 99 e 2008), dois com o Nothingham Forest (1979 e 1980), além de um com o Aston Villa(1982). O troféu de quarta-feira, portanto, vale o tri para o Barça ou o tetra para o Manchester. 

Já os italianos venceram sete vezes com o Milan, o segundo maior vencedor do torneio (1963, 69, 89, 90, 94, 2003 e 2007), duas com a Inter de Milão (1964 e 1965) e duas com a Juventus (1985 e 1996). 

Veja abaixo o ranking de títulos da Liga dos Campeões por país

11 títulos – Inglaterra, Itália e Espanha 
6 títulos – Holanda e Alemanha 
4 títulos – Portugal 
1 título – França, Romênia, Escócia e Iugoslávia 

Veja abaixo o ranking de títulos da Liga dos Campeões por clube

9 títulos – Real Madrid 
7 títulos – Milan 
5 títulos – Liverpool 
4 títulos – Ajax e Bayern de Munique 
3 títulos – Manchester United 
2 títulos – Barcelona, Benfica, Inter de Milão, Juventus, Nottingham Forest e Porto 
1 título – Aston Villa, Borussia Dortmund, Celtic, Estrela Vermelha, Feyenoord, Hamburgo, Olympique de Marseille, PSV e Steaua Bucaresti.


(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Estádio Olímpico recebe pela quarta vez a final da Champions

Quando Manchester United e Barcelona entrarem em campo na próxima quarta-feira para disputarem o título da Liga dos Campeões da Europa, não será a primeira vez que os romanos verão uma batalha pelo troféu mais importante do continente. Esta será a quarta vez que a final da Champions será disputada no estádio Olímpico, lendária arena fundada em julho de 1927 que recebe os jogos da Roma e da Lazio, clubes rivais da capital italiana. Será a primeira vez, no entanto, que tanto Barcelona quanto o Manchester United disputarão a decisão neste estádio. 

Se o retrospecto conta alguma coisa nessa decisão que é uma das mais aguardadas dos últimos tempos, o time de Sir Alex Ferguson leva uma pequena vantagem. Nas duas vezes em que um time inglês esteve no estádio, levou o troféu. 

Na temporada 76-77, o Liverpool derrotou o Borussia Mönchengladbach por 3 a 1 e conquistou o primeiro dos seus cinco títulos de Champions. Naquela época, os Reds eram comandados pelo craque Kevin Keegan e 52.000 espectadores viram McDermott, Smith e Neal, de pênalti, garantirem o título do time inglês. Simonsen descontou para a equipe alemã, que embora nos últimos anos esteja sempre brigando contra o rebaixamento na Bundesliga, era um dos grandes times alemães na década de 70. 

Sete anos depois, o Liverpool voltou a Roma para protagonizar uma final mais dramática contra a dona da casa, a Roma de Falcão e Cerezo. Naquela época, o ex-apoiador do Inter era conhecido como o Rei de Roma, mas sua equipe não foi párea para o time que tinha um ataque formado por Kenny Dalglish e Ian Rush. Após o 1 a 1 no tempo normal, o Liverpool venceu por 4 a 2 nos pênaltis e faturou o tetracampeonato. 

Levou mais 12 anos até que o estádio Olímpico voltasse a receber uma decisão da Champions. Dessa vez, a final foi entre a Juventus e o Ajax. Das três, esta foi a final com o maior público. No total, 80.000 pessoas estiveram naquele dia 22 de maio de 1996 para ver o time holandês que derrotara o Milan no ano anterior e buscava o bicampeonato consecutivo depois de um tri na década de 70. 

O Ajax tinha praticamente o mesmo time do ano anterior. Estiveram nas duas decisões ogoleiro Van der Sar, o único que retornará ao estádio Olímpico para uma final de Champions nesta quarta, os zagueiros Blind e Frank de Boer, os meias Ronald de Boer e Litmanen, e os atacantes Kanu, Kluivert e Finidi George. Na Juventus, os destaques eram o goleiro Peruzzi, o volante Deschamps, o então jovem meia Del Piero e os atacantes Vialli e Ravanelli. Após o empate em 1 a 1 no tempo normal, a Juventus acabou faturando o título nos pênaltis. 

Como recordar é viver, veja abaixo como foram as três decisões anteriores no Olímpico. 

Final de 1977 – Liverpool 3 x 1 Borussia Mönchengladbach

Liverpool: Clemence, Neal, Jones, Smith e Hughes; Case, Kennedy, Callaghan e McDermott; Kevin Keegan e Heighway. Técnico: Paisley. 

Borussia Mönchengladbach: Kneib, Vogts, Klinkhammer, Witkamp e Schäffer; Wohlers (Hannes), Wimmer (Kulik), Stielike e Bonhof; Simonsen e Juup Heynckes. Técnico: Lattek.


Final de 1984 – Liverpool 1 x 1 Roma (4 a 2 nos pênaltis)

Liverpool: Grobbelaar, Neal, Lawrenson, Hansen e Kennedy; Johnston (Nicol), Lee, Souness e Whelan; Kenny Dalglish (Robinson) e Ian Rush. Técnico: Fagan. 

Roma: Tancredi, Nappi, Bonetti, Righetti e Nela; Di Bartolomei, Falcão e Toninho Cerezo (Strukeli); Conti, Pruzzo (Chierico) e Graziani. Técnico: Niels Liedholm.


Final de 1996 – Juventus 1 x 1 Ajax (4 a 2 nos pênaltis)

Juventus: Peruzzi, Ferrari, Torricelli, Vierchowod e Pessotto; Conte (Jugoviv), Paulo Sousa (Di Livio), Deschamps e Del Piero; Vialli e Ravanelli (Padovano). Técnico: Marcello Lippi. 

Ajax: Van der Sar, Silooy, Blind, Davids e Frank de Boer (Scholten); Ronald de Boer (Wooter), Litmanen e Musampa (Kluivert); Finidi George, Kanu e Bogarde. Técnico: Louis Van Gaal.


(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

domingo, 24 de maio de 2009

Newcastle é rebaixado para a segunda divisão inglesa

Um triste domingo para os fãs do futebol inglês, principalmente para os torcedores do Newcastle. A tradicional equipe quatro vezes campeã inglesa foi rebaixada para a segunda divisão após a disputa da última rodada da Premier League. A equipe dirigida pelo ex-atacante Alan Shearer que é uma das campeãs de público, sempre lotando o seu estádio, o St. James Park, foi derrotada fora de casa pelo Aston Villa por 1 a 0, gol contra de Duff, e terminou na 18ª colocação do Campeonato Inglês.
Acompanharão o Newcastle na Série B o Middlesbrough e o West Bronwich, que já havia iniciado a rodada rebaixado. Já estão garantidos de volta à primeira divisão Wolverhampton e Birmingham. Burnley e Sheffield United ainda vão decidir a última vaga na primeira divisão num jogo nesta segunda-feira em Wembley.
A derrota do Newcastle foi muito comemorada em Kingston Upon Hull, onde o Hull City foi derrotado pelos reservas do Manchester United por 1 a 0, mas garantiu a sua permanência na primeira divisão graças ao tropeço da equipe de Michael Owen. O caçula da Premier League se mantém na elite assim como o Sunderland, outro ameaçado e que foi derrotado pelo Chelsea por 3 a 2.
Quem não gostou nada da decisão de Sir Alex Ferguson de escalar os reservas na rodada foi Cristiano Ronaldo. Sem a oportunidade de entrar em campo, o português perdeu a chance de ser o artilheiro do campeonato, pois Anelka balançou as redes do Sunderland e terminou a competição com 19 gols, um a mais do que o craque dos Red Devils.
Além do campeão Manchester United, vão disputar a Liga dos Campeões na próxima temporada o vice-campeão Liverpool, o Chelsea e o Arsenal. Sendo que os Gunners jogarão a fase preliminar da Champions. Everton, Aston Villa e Fulham vão disputar a Liga Europa, novo nome da Copa da Uefa.
O sobe-e-desce nas demais divisões:
Três times que já disputaram a Premier League vão amargar a terceira divisão na próxima temporada. Norwich, Southampton e Charlton disputarão a League One. Leicester City, Peterborough United e Scunthorphe United sobem para a Championship. Ou seja, o tradicional Leeds terá que ficar mais um ano na terceirona inglesa.
Northampton Town, Crewe Alexandra, Cheltenham Town e Hereford United foram rebaixados para a quarta divisão, eufemisticamente chamada de League Two.
Subiram da quarta para a terceira divisão o Brantford, o Exeter City, o Wycombe Wanderers e o Gillinham. Chester City e Luton Town foram rebaixados para a quinta divisão, conhecida como English Conference. E quem subiu para a quarta divisão? O Burton Albion e o Torquay United. Woking, Northwich Victoria, Weymouth e Lewes cairam para a sexta divisão. A partir daí, só tem campeonato de várzea.
Resultados da última rodada na Inglaterra:
Arsenal 4 x 1 Stoke City
Aston Villa 1 x 0 Newcastle
Blackburn 0 x 0 West Bronwich
Fulham 0 x 2 Everton
Hull City 0 x 1 Manchester United
Manchester City 1 x 0 Bolton
Sunderland 2 x 3 Chelsea
West Ham 2 x 1 Middlesbrough
Wigan 1 x 0 Portsmouth
Liverpool 3 x 1 Tottenham
Classificação final da Premier League:
1- Manchester United - 90 pontos (Liga dos Campeões da Europa)
2- Liverpool - 86 (Liga dos Campeões)
3- Chelsea - 83 (Liga dos Campeões)
4- Arsenal - 72 (fase preliminar da Liga dos Campeões)
5- Everton - 63 (Liga Europa)
6- Aston Villa - 62 (Liga Europa)
7- Fulham - 53 (Liga Europa)
8- Tottenham - 51
9- West Ham - 51
10- Manchester City - 50
11- Wigan - 45
12- Stoke City - 45
13- Bolton - 41
14- Portsmouth - 41
15- Blackburn - 41
16- Sunderland - 36
17- Hull City - 35
18- Newcastle - 34 (rebaixado)
19- Middlesbrough - 32 (rebaixado)
20-West Bronwich - 32 (rebaixado)
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

sábado, 23 de maio de 2009

Wolfsburg goleia o Werder Bremen e é campeão alemão

Wolfsburg escreveu neste sábado o capítulo mais importante de seus 63 anos de história. Jogando na sua casa, a Volkswagen Arena, onde não conheceu o significado da palavra derrota nesta temporada, a equipe dos brasileiros Grafite e Josué goleou o Werder Bremen por 5 a 1 e conquistou o seu primeiro título alemão. A Bundesliga, aliás, é o primeiro troféu da história do clube fundado em setembro de 1945.
O título foi a coroação de uma grande temporada do time dirigido por Félix Magath, principalmente no segundo turno, quando o Wolfsburg deu uma arrancada da nona colocação, 11 pontos atrás do então líder Hoffenheim, até o título. Na 26ª rodada o time assumiu a liderança de um torneio que seguiu emocionante até o final para não largar mais.
O treinador comandou a equipe, mas o grande nome do Wolfsburg foi o atacante brasileiro Grafite. Com os dois gols marcados neste sábado, ele terminou a temporada como o goleador da Bundesliga com 28 gols. Grafite é o quarto brasileiro na história a terminar como artilheiro do Campeonato Alemão. Ele se igualou a outro brasileiro, Ailton, como o estrangeiro com o maior número de gols em uma temporada na Alemanha. Ailton também fez 28 gols em 2004, ano em que o Werder Bremen terminou como campeão.
Os outros brasileiros goleadores e campeões da Bundesliga no mesmo ano foram Elber pelo Bayern de Munique em 2003 e Amoroso pelo Borussia Dortmund em 2002.
Grafite formou com Dzeko um ataque talvez só inferior nesta temporada ao trio do Barcelona formado por Messi, Henry e Eto'o. Com o gol marcado sobre o Werder, o bósnio chegou a 26. Juntos, Grafite e Dzeko fizeram 54 gols pela equipe que ainda teve como destaques Josué, volante que fez um ótimo campeonato, os meias Gentner e Misimovic, e o goleiro suíço Benaglio, uma muralha na defesa dos lobos.
Desde o início do jogo, o Wolfsburg não deu sopa para o azar. Embora pudesse garantir o título até com o empate, pois era improvável que Bayern de Munique ou Stuttgart aplicassem uma goleada na partida em que se enfrentavam no Allianz Arena, o time abriu o placar logo aos 5 minutos com Misimovic.
Despedaçado pela perda do título da Copa da Uefa para o Shaktar Donetski e sem muita motivação após uma temporada ridícula para os seus padrões (terminou na 10ª posição), o Werder Bremen era uma presa fácil para o Wolfsburg que logo ampliou aos 15 com Grafite. Um gol contra de Prödl aos 25 deixou o Wolfsburg praticamente com a taça. Aquela altura, o Bayern já vencia o Stuttgart por 1 a 0, gol de Ribery.
Mas após o 3 a 0, o Wolfsburg relaxou e deixou o Werder reagir. A equipe de Naldo e Diego melhorou na partida e chegou a marcar um gol com o próprio Diego aos 30 minutos. Pode ter sido o último gol do apoiador com a camisa do Werder, que jogará pela Juventus na próxima temporada. Na semana que vem, o meia se despede de sua equipe ao enfrentar o Bayer Leverkusen na final da Copa da Alemanha.
Mas foi apenas um momento de susto. Se em Munique, o Bayern confirmava o vice-campeonato ao fazer 2 a 1 no Stuttgart (Van Bommell ampliou e Mario Gomez descontou), o Wolfsburg marcou mais duas vezes, com Grafite e Dzeko no segundo tempo, definindo o placar.
Ao apito final, a torcida invadiu o gramado para comemorar o título. Grafite chorou, pegou a bandeira brasileira e fez muita festa. Ele merece, foi o melhor jogador do campeonato. E o capitão Josué levantou a salva de prata ao som, é claro, da tradicional "We are the champions", do Queen, que embala 10 entre 10 comemorações de títulos na Europa.
Agora o Wolfsburg vai ter que se reforçar para o seu maior desafio, a Liga dos Campeões na próxima temporada. Logo de cara o time já tem alguns problemas. A começar pelo banco. Félix Magath já assinou com o Schalke 04 e não treinará mais os lobos. No ataque, Dzeko tem propostas e pode ir para a Itália ou a Inglaterra. São desfalques importantes. Em compensação, Grafite deve permanecer no clube.
Também garantiram vaga na Liga dos Campeões o Bayern de Munique e o Stuttgart, terceiro colocado. Hertha Berlin e Hamburgo vão para a Liga Europa, novo nome da Copa da Uefa. Arminia Bielefeld e Karlsruher foram rebaixados para a segunda divisão. Décimo-sexto colocado, o Energie Cottbus disputará um playoff com o terceiro colocado da segunda divisão para definir quem permanece na Série A.
Já campeão da segunda divisão, o Freiburg está garantido na Bundesliga. Mainz e Nuremberg decidem na última rodada neste domingo quem sobe direto e quem fará o jogo com o Energie Cottbus. A vantagem é do Mainz, que tem três pontos a frente e recebe o Oberhausen. Um empate garante a classificação. O Nuremberg receberá o 1860 Munique
Resultados da última rodada:
Wolfsburg 5 x 1 Werder Bremen
Eintracht Frankfurt 2 x 3 Hamburgo
Bayern de Munique 2 x 1 Stuttgart
Energie Cottbus 3 x 0 Bayer Leverkusen
Arminia Bielefeld 2 x 2 Hannover
Karlsruher 4 x 0 Hertha Berlin
Borussia Monchengladbach 1 x 1 Borussia Dortmund
Schalke 04 2 x 3 Hoffenheim
Colônia 1 x 1 Bochum
Classificação final da Bundesliga:
1- Wolfsburg - 69 pontos (Liga dos Campeões)
2-Bayern de Munique - 67 (Liga dos Campeões)
3- Stuttgart - 64 (Pré-Liga dos Campeões
4-Hertha Berlin - 63 (Liga Europa)
5-Hamburgo - 61 (Liga Europa)
6-Borussia Dortmund - 59
7- Hoffenheim - 55
8- Schalke 04 - 50
9- Bayer Leverkusen - 49
10-Werder Bremen - 45
11-Hannover - 40
12-Colônia - 39
13-Eintracht Frankfurt - 33
14-Bochum - 32
15-Borussia Monchengladbach - 31
16-Energie Cottbus - 30 (playoff contra o rebaixamento)
17-Karlsruher - 29 (rebaixado para a segunda divisão)
18-Arminia Bielefeld - 28 (rebaixado para a segunda divisão)
Veja como ficou o ranking de títulos na Alemanha:
20 títulos - Bayern de Munique
9 títulos - Nuremberg
7 títulos - Schalke 04
6 títulos - Hamburgo e Borussia Dortmund
5 títulos - Borussia Monchengladbach e Stuttgart
4 títulos - Kaiserslautern e Werder Bremen
3 títulos - Leipzig, Spvgg Furth, Colônia
2 títulos - Viktoria Berlin, Karlsruher, Hertha Berlin, Hannoverscher e Dresdner
1 título - Wolfsburg, Union Berlin, Freiburg, Holstein, Bayern 1900, Fortuna, Rapid Viena, Manheim, Rot-Weiss Essen, Eintracht Frankfurt, 1860 Munique e Eintracht Braunschweig
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)