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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Cazaquistão faz votação pela internet para contratar novo técnico

A seleção do Cazaquistão. Novo técnico pode ser escolhido por torcedores | Reprodução/Federação do Cazaquistão
Ninguém pode reclamar que a Federação de Futebol do Cazaquistão não é democrática. O país resolveu adotar uma maneira insólita de escolher o novo técnico da seleção: uma votação pela internet.
Os torcedores podem, inclusive, escolher se o próximo treinador da equipe, que ocupa a 132ª posição no ranking da Fifa, deve ser estrangeiro ou cazaque.
Mas a votação só será considerada válida se mais de 50 mil pessoas participarem da discussão. Até esta segunda-feira, menos de três mil torcedores participaram da votação. E há uma clara preferência por um técnico estrangeiro, com 1.732 votos. Outras 836 pessoas votaram por um treinador local.
-  Decidimos dar aos nossos torcedores a oportunidade de expressar o seu desejo e exercerem impacto sobre esta decisão estratégica - disse o presidente da federação do Cazaquistão, Yerlan Kozhagapanov. 
- O futebol não pode se desenvolver sem a participação dos fãs - completou o dirigente. 
O Cazaquistão está sem técnico desde o fim do ano passado, quando o russo Yury Krasnozhan deixou o comando da equipe. A seleção nunca participou de uma fase final de Eurocopa ou da Copa do Mundo.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

O futebol na vida de Bowie se resume à escola, mas 'Heroes' virou hino

O time onde Bowie jogava. Ele é o primeiro sentado na segunda fileira da esquerda para a direita | Reprodução
Muito antes de fazer história com uma série de álbuns clássicos, David Bowie, ou melhor, David Robert Jones, jogou as suas peladas. Se é um mistério qual era o time do camaleão do rock que morreu nesta segunda-feira, três dias depois de lançar o ótimo disco "Blackstar", quando tinha entre 10 e 11 anos, o jovem Bowie jogou pelo time de futebol da Burnt Ash Primary School, onde estudava.
Dessa época, há apenas um registro em preto e branco do time posado em que Bowie é o primeiro menino sentado da esquerda para a direita na segunda fileira. Diz a lenda, que depois daqueles dois anos, o cantor nunca mais se envolveu com o futebol. E que certa vez, já na faculdade, enquanto esperava pelo seu pai, Duncan Jones, se sentou na arquibancada perto da universidade e olhou para o jogo "sem entender absolutamente nada do que estava acontecendo".
Um exagero? Ou apenas algo que faz parte da lenda envolvendo o cantor e sua relação com o esporte? Certo é que Bowie batia a sua bolinha, ainda que Max Batten, um ex-companheiro de escola, não lembre muito bem em que posição ele jogava.
- Desculpe por admitir que eu não lembro em que posição David jogava. Eu era ponta esquerda, mas... o capitão, que se eu não me engano se chamava Mike Payne, e eu também tínhamos um acordo com o time da Bromley School, que ele eventualmente capitaneou, mas eu não segui adiante. Acredito que havia entre 50 e 60 garotos naquele ano, então ele devia ser um jogador razoável - lembrou Batten, em uma entrevista há alguns anos.
A vida seguiu, Bowie continuou seus estudos numa escola técnica e nunca se manifestou sobre se tinha algum clube de coração. Chegaram a afirmar que ele torcia para o Chelsea ou o Arsenal, mas era muito mais por sua condição de londrino do que propriamente por ser um fã que ia aos estádios. No entanto, quando fez uma turnê pela Europa em 1977, o cantor, já famoso por álbuns como "The Rise and fall of Ziggy Stardust and the spiders from Mars" (1972), se hospedou em hotéis com nomes de jogadores do Arsenal como Pat Jennings (goleiro), Pat Rice (lateral-direito) e Sammy Nelson (lateral-esquerdo).
Dessa mesma época é o álbum "Heroes", cuja canção do título acabou virando um dos hinos do esporte junto com "We are the champions", do Queen. Na letra, a imagem da vitória que embalou muitos atletas: "We can be heroes/just for one day" ("Podemos ser heróis/somente por um dia").
Durante os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, a delegação britânica entrou no estádio olímpico ao som de "Heroes". A música acabou se transformando no hino oficial dos atletas britânicos nas Olimpíadas.
Mas apesar da sua contribuição involuntária com o esporte, Bowie não parecia ser muito fã do esporte. No início dos anos 80, ele chegou a declarar que "tudo para por causa do maldito futebol". 
O cantor gostava mesmo era de futebol americano. Na infância, ele chegou a escrever uma carta para a embaixada dos Estados Unidos afirmando que era fascinado pela cultura americana. Em troca, recebeu uma camisa de um time de futebol americano. Diz a lenda, que os uniformes do esporte inspiraram Bowie na composição da estética do personagem Ziggy Stardust.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Com oito vitórias seguidas, Juventus volta à briga pelo título

Quem chegou a dar a Juventus como fora da disputa do título italiano terá que rever conceitos. Depois de oito vitórias seguidas, a atual tetracampeã italiana entrou de vez na briga pelo pentacampeonato.
Com o triunfo sobre o Verona por 3 a 0 na quarta-feira, a Juventus assumiu a quarta posição na tabela com 36 pontos. Em um dos campeonatos mais equilibrados dos últimos tempos, a equipe do técnico Massimiliano Allegri está apenas três pontos atrás da Inter de Milão, líder do Calcio após o triunfo sobre o Empoli por 1 a 0. Entre os dois times ainda aparecem a Fiorentina e o Napoli, com 38 pontos cada um. 
Nada mal para um time que começou o campeonato sem muitos dos jogadores que conduziram a equipe ao vice-campeonato europeu da temporada passada (Pirlo, Tevez e Vidal) e teve que se remontar enquanto tinha um início difícil com duas derrotas e um empate. A Juventus chegou a ficar da metade para baixo da tabela e parecia que daria uma chance para os rivais tentarem vencer o campeonato que é só dela e de forma incontestável há quatro anos.
- Os jogadores fizeram tudo certo para voltarmos bem para a liga, o que é sempre difícil depois das festas (de fim de ano) - disse Allegri.
Com a volta por cima da Juventus, o fim do Campeonato Italiano promete ser emocionante. Com mais 20 rodadas para serem disputadas, a diferença entre o líder e a Roma, quinta colocada com 33 pontos, é de apenas seis pontos.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

China já tem 25 brasileiros na liga e dois últimos técnicos da seleção

Jadson e Renato Augusto, estrelas do Corinthians que vão jogar na China | Divulgação/Corinthians
Daqui a pouco mais nenhum clube vai querer ser campeão brasileiro. Depois da saída de Ricardo Goulart, um dos destaques do Cruzeiro bicampeão nacional em 2014, o Corinthians vê o seu time campeão do ano passado começar a ser desmontado pelo avanço do dragão chinês com suas propostas irrecusáveis.
Depois do meia Jádson, que já se despediu da torcida para assinar com o Tianjin Quanjian, da segunda divisão chinesa, o meia Renato Augusto confirmou nesta quarta-feira que trocará o clube paulista pelo Beijing Guoan. Melhor jogador do Brasileirão-2015, Renato receberá R$ 2 milhões por mês no clube.
O clube ainda pode perder o volante Ralf, também para o Beijing Guoan, e o zagueiro Gil, que entrou na mira do Shandong Luneng.
A China virou o novo eldorado para os jogadores brasileiros. Com uma liga que está investindo pesadamente para crescer, o país se transformou no que era o chamado "mundo árabe" ou o futebol japonês na década de 90.
Já contando com Renato Augusto, o futebol chinês já tem 25 jogadores atuando nas duas principais divisões. Vinte deles estão na elite. O país também tem entre os seus treinadores os dois últimos técnicos da seleção brasileira: Mano Menezes e Felipão. Além de Vanderlei Luxemburgo, que comandou o Brasil entre 1998 e 2000.


O time que mais tem brasileiros é o Guangzhou Evergrande, atual pentacampeão da Superliga Chinesa. A equipe comandada por Felipão conta com Ricardo Goulart, os ex-jogadores da seleção Paulinho e Robinho, além dos atacantes Alan, ex-Fluminense, e Elkeson, ex-Botafogo.
O time é a grande potência do momento da China e locomotiva da nova fase do futebol do país, que começa a desafiar os outros países nas disputas entre clubes no continente. Se antes, os títulos normalmente costumavam ficar entre coreanos, japoneses e sauditas, nos últimos três anos o Guangzhou venceu duas vezes a Liga dos Campeões da Ásia. Em 2013, o time derrotou o FC Seul, da Coreia do Sul. No ano passado, o rival foi Al Ahli, dos Emirados Árabes Unidos.
O endinheirado futebol chinês, tomado muitas vezes por dinheiro estatal (todos os campeões da Superliga Chinesa pertencem a empresas públicas ou privadas), atrai de jogadores conhecidos como Diego Tardelli, que vinha sendo frequentemente convocado por Dunga para a seleção brasileira quando se transferiu para o Shandong Luneng no ano passado, e Luís Fabiano, até outros pouco conhecidos, como o zagueiro Eleílson e o atacante Japa.
Dos 16 times que compõem a elite chinesa, só cinco não têm jogadores brasileiros. Na segunda divisão, há cinco atletas brasileiros, além de Luxemburgo, técnico do Tianjin Quanjian.
Mas não é só o Brasil que tem sido alvo do voraz dragão chinês. Só na elite do país, há 77 jogadores estrangeiros. Somando com os 36 da segunda divisão, são 113 atletas de fora da China atuando no país. Entre eles, alguns nomes conhecidos do futebol brasileiro como Conca, Montillo e Barcos.
Nas duas divisões principais da China, apenas dois clubes da Série B não tem nenhum jogador estrangeiro: o  Qingdao Jonoon e o Wuhan Zall.
MÉDIA DE PÚBLICO DOBROU
O futebol profissional da China existe há pouco mais de 20 anos. Em 1994, foi fundada a Jia-A League, primeira competição organizada do país. O torneio durou até 2004, quando nasceu a Superliga Chinesa. 
O projeto de criação da Superliga começou em 2000, quando Yan Shiduo, vice-presidente da Federação Chinesa de Futebol, começou as conversações para a fundação de uma nova liga profissional com critérios mais rígidos de administração e um programa de formação de atletas. Com ela, também foi criada uma segunda divisão. O objetivo era fortalecer o futebol do país cheio de clubes com problemas financeiros e com a credibilidade afetada depois de um escândalo de corrupção e jogos arranjados no fim da década de 90.
A Liga que começou com 12 clubes foi expandida para 16 em 2006. Em 2011, ela começou o ataque ao futebol brasileiro com a contratação de Dario Conca, melhor jogador do Fluminense campeão brasileiro no ano anterior. A partir daí a invasão estrangeira só cresceu com a contratação de jogadores e técnicos. Junto com ela, aumentou o interesse do público. A média de público em 2004, que era de 10,8 mil pagantes, dobrou nos últimos 11 anos. Na temporada passada, a média de público foi de 22,1 mil pagantes. Cinco mil a mais do que a média de público do Brasileirão do ano passado.
A China ainda está longe de ter a qualidade e o prestígio das grandes ligas do planeta, mas o seu ataque ao futebol brasileiro tem feito os clubes perderem o sono a cada início de temporada.
OS BRASILEIROS NA CHINA:
SUPERLIGA CHINESA:
Guangzhou Evergrande Taobao FC - Alan, Paulinho, Elkeson, Ricardo Goulart, Robinho e o técnico Felipão
Shanghai SIPG O meia Davi
Shandong Luneng - Jucilei, Júnior Urso, Diego Tardelli, Aloisio e o técnico Mano Menezes
Beijing Guoan - O atacante Kléber e o meia Renato Augusto
Henan Jianye - o meia Ivo
Chongqing Lifan - o atacante Fernandinho
Jiangsu Sainty - o zagueiro Eleílson
Hangzhou Greentown - o atacante Anselmo Ramon
Tianjin Teda - o zagueiro Lucas Fonseca e o meia Wagner
Guangzhou R&F - o meia Renatinho
Hebei Zhongji F.C. - o atacante Edu

SEGUNDA DIVISÃO:
Nei Mongol Zhongyou F.C. - O atacante Dori
Xinjiang Tianshan Leopard F.C. - O atacante Vicente
Tianjin Quanjian F.C. - - Luís Fabiano, Jadson e o técnico Vanderlei Luxemburgo
Meizhou Kejia F.C. - - O atacante Japa

(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Guardiola: 'Preciso de um novo desafio. Quero ser técnico na Inglaterra'

O destino de Pep Guardiola na próxima temporada será a Premier League. Em entrevista coletiva nesta terça-feira, o treinador do Bayern de Munique, que deixará o clube ao fim da temporada, disse que precisa de um novo desafio e quer treinar um clube da Inglaterra.
Guardiola confirmou ter recebido uma série de propostas do futebol inglês, mas disse que ainda não assinou com nenhum clube. O seu nome é ligado a times como Manchester City, Manchester United e Chelsea.
- Eu preciso de um novo desafio e quero usar a chance de ser técnico na Inglaterra - afirmou o treinador.
- Quero passar pela experiência da atmosfera da Inglaterra, de trabalhar nos estádios de lá. Tenho 44 anos e este é o momento certo. Há ofertas, mas não assinei com ninguém. Quando eu tiver um novo clube, informarei a todos - completou.
Guardiola também tratou de tranquilizar os torcedores do Bayern. Ele disse que não levará para o seu futuro clube nenhum jogador do time bávaro. O treinador tomou atitude semelhante quando deixou o Barcelona para o futebol alemão.
- Não levarei nenhum jogador. Eles têm que permanecer aqui - encerrou.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

O que esperar de Zidane como treinador

Zinedine Zidane foi um dos maiores jogadores da história do futebol. Foi um dos grandes ídolos do Real Madrid e ajudou o time espanhol a conquistar o título europeu de 2002 na era que ficou conhecida no clube como Galáctica. A prova de sua idolatria pode ser resumida na quantidade de torcedores que foram acompanhar o treino aberto desta terça-feira, o seu primeiro agora como treinador do Real. Foram mais de seis mil torcedores.
Mas o que esperar de Zidane como treinador? O ex-jogador e ex-dirigente do Real Jorge Valdano foi claro em afirmar que o ex-jogador francês "é uma aposta arriscada" por causa de sua inexperiência. Mas isso não necessariamente é sinal de insucesso. Assim como Zidane, que só acumula experiência no Real Madrid Castilla, equipe B do clube merengue que disputa a terceira divisão espanhola, Pep Guardiola também só havia dirigido o Barcelona B antes de assumir o time principal e iniciar a sua carreira de sucesso que prosseguiu no Bayern de Munique e deixa o mundo do futebol ansioso por saber qual será o seu próximo movimento. Guardiola deixará o clube alemão ao fim da temporada.
Contratado para substituir Rafa Benitez, demitido após sete meses no cargo, Zidane terá como primeiro desafio superar um tabu do futebol. Poucos craques do nível dele tornaram-se grandes treinadores quando deixaram os gramados. Há exceções, é claro. Johan Cruyff foi um deles. Campeão do mundo com a seleção alemão, Franz Beckenbauer foi outro. Um terceiro exemplo é o italiano Carlo Ancelotti, futuro técnico do Bayern e de quem Zidane foi auxiliar na temporada retrasada, durante a campanha do título europeu do Real Madrid.
Ancelotti sempre considerou Zidane o melhor jogador e o mais inteligente que comandou na carreira. O italiano foi seu técnico na Juventus entre 1999 e 2001. O treinador também atribui ao talento do francês em ouvir e ser escutado pelos jogadores como um trunfo naquela temporada em que o clube finalmente conquistou a sonhada la Décima.
- O ônibus da equipe não partia sem Zidane. Mesmo se ele estivesse uma hora atrasado. Era impensável idealizar um sistema de jogo sem ele no centro do projeto - escreveu o treinador no seu livro, "Minha árvore de Natal".
No epílogo do livro, Ancelotti ainda disse que "para ganha la décima seria necessário uma forte coesão entre o corpo técnico, os jogadores e o clube e uma grande ajuda virá do meu velho companheiro de viagem Zizou".
Ancelotti é uma das influências de Zidane. E uma pista do que podemos esperar do tipo de jogo que o francês gosta. O talento para ouvir as opiniões descrito por Ancelotti é corroborado por todos e deve agradar aos jogadores do Real Madrid, que também se irritavam com os repetitivos treinos de Benitez. Como ex-jogador, Zidane gosta da bola e sabe o que os jogadores gostam de trabalhar.


- Como jogador, gostava de jogar. Como treinador, quero que a minha equipe tenha a bola. E isso começa lá atrás, como um goleiro que jogue com a bola no pé. Quero a posse de bola e um jogo baseado em passes rápidos, de dois, três toques. A ideia é chegar muito rápido ao gol adversário, mas chegar de forma muito efetiva - disse Zidane, em uma recente entrevista.
Não por acaso o discurso do francês é semelhante ao de Guardiola. Em março do ano passado, Zidane visitou o treinador do Bayern em Munique para ouvir suas ideias e acompanhar treinamentos. Três meses antes, o ex-jogador foi até Marselha para fazer o mesmo com Marcelo Bielsa, uma das influências de Guardiola. Além dos três, também se aposta que Zidane pode exibir características de ex-treinadores dele como Marcelo Lippi, Vicente del Bosque e Aimé Jacquet, seu técnico na seleção campeão do mundo de 1998. No Castilla, Zidane alterna seu esquema entre o 4-3-3 e o 4-4-2.
CAMPANHA IRREGULAR E POLÊMICA
Zidane já vinha se preparando há muito tempo para virar treinador. Depois de ser auxiliar de Ancelotti, ele assumiu o Real Madrid Castilla na temporada passada. E todos davam como certo que a equipe B merengue era apenas um trampolim para que ele assumisse o time principal no futuro. O próprio presidente Florentino Perez deixava isso claro em entrevistas.
- Será um grande treinador e será treinador do Real Madrid. Estou certo que ele quer, aprendeu muito, deu passos gigantescos. É possível notar, é ele e será treinador - afirmou o dirigente em 2013.
No Castilla, porém, Zidane teve que enfrentar algumas polêmicas e maus resultados. A primeira vitória da equipe veio apenas na quarta rodada depois de três derrotas seguidas. O time terminou em sexto lugar ao fim da temporada, fora da disputa dos playoffs de acesso para a segunda divisão.
Durante o ano, o francês ainda foi suspenso por três meses porque ainda não tinha o diploma de nível 3 da Uefa, necessário para treinar equipes principais da Europa. Zidane só conseguiu diploma em maio do ano passado e a punição foi retirada.
Na atual temporada, o Castilla está em segundo lugar, quatro pontos atrás do Barakaldo, pequeno time do País Basco que nunca disputou a elite da Espanha. São dez vitórias, sete empates e duas derrotas em 19 jogos.
Além dos resultados contestados, Zidane se envolveu em outra polêmica ao nomear o seu filho, Enzo, como capitão em sua primeira temporada no time B. O meia, cujo nome foi dado em homenagem ao ex-jogador uruguaio Enzo Francescolli, tem 20 anos e muito em breve pode ser comandado pelo pai no time principal. Os quatro filhos de Zidane jogam no Real. Além de Enzo, o goleiro Luca joga no time sub-17 e os meias Theo e Elyaz atuam, respectivamente, nas equipes sub-13 e sub-11.
Treinador mais jovem do Real Madrid desde Jorge Valdano, que comandou o time em 1994 com 39 anos, Zidane, de 43, terá muitos desafios pela frente. Alçado precocemente ao primeiro time com a queda de Benítez, o craque terá que mostrar fora do campo um talento semelhante ao que tinha quando comandava o meio-campo do Real Madrid na era galáctica.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Goleiro do Rangers já foi pescador e multado por jogar abacaxi em apartamento

Maciej foi pescador quando deu uma pausa na carreira | Reprodução/Site do Rangers

Maciej Gostomski, de 27 anos, chegou ao Rangers para um contrato de seis meses, mas já vem atraindo as atenções por causa de dois episódios do seu passado recente.
Quando deixou o Légia Varsóvia em 2010, o jogador polonês virou pescador. Ele foi trabalhar na empresa do pai baseada no porto de Gdynia, no norte da Polônia.
- Quando eu deixei o Legia, resolvi dar um tempo no futebol. Fui para Gdynia e trabalhei na companhia de pesca do meu pai. Trabalhei com madeira também. Até que eu percebi o quanto essa vida era difícil e isso me motivou a voltar e tentar vencer como jogador de futebol - explicou Gostomski, em entrevista ao jornal britânico "Daily Mail".
Antes de abandonar o futebol por um período, Gostomski foi multado pelo clube por um episódio insólito em Varsóvia. Enquanto estava na fila de um restaurante, o jogador foi fotografado atirando um abacaxi em um apartamento da capital polonesa. Ele disse que se arrependeu e que o episódio representou uma lição de humildade para ele.
- A situação me deu uma lição decente de humildade. Assumo toda a responsabilidade por isso. Para mim, foi uma lição para a vida também. Lembro destes tempos como os velhos tempos ruins. Nunca mais voltarei a ele.
Agora Gostomski quer apenas brilhar no Rangers e ajudar o time a voltar para a elite.  Quando foi decretada a falência do clube em 2012, o Rangers foi rebaixado para a quarta divisão. O time foi campeão da quarta divisão em 2013, da terceira em 2014, mas falhou em subir para a elite na temporada passada, quando foi terceiro colocado. Agora, o Rangers lidera a Série B com 47 pontos após 19 rodadas.
- Esta é uma grande oportunidade para mim. Com a minha experiência, posso trazer algo para o Rangers. É um grande clube com uma grande história. Estou empolgado em estar aqui - encerrou.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

sábado, 2 de janeiro de 2016

Atlético assume a liderança na Espanha

Foi chorado e sofrido como quase sempre acontece nas vitórias do Atlético de Madrid de Diego Simeone, mas o time conseguiu derrotar o lanterna Levante por 1 a 0, no estádio Vicente Calderón, e assumir a liderança do Campeonato Espanhol.
Mesmo diante de um rival que não vencia há sete jogos, o Atlético teve muita dificuldade para superar a defesa do Levante. O time chegou a acertar uma bola na trave com Koke, mas o gol da vitória só saiu aos 36 minutos do segundo tempo.
No lance, o garoto Thomas, de 22 anos, invadiu a área, passou por três jogadores e deu um chute. O goleiro Mariño defendeu com a mão direita, mas no mesmo lance acabou empurrando a bola para dentro do gol com a mão esquerda. Uma tremenda infelicidade do jogador do Levante.
Com a vitória, o Atlético assumiu a liderança isolada do Campeonato Espanhol com 41 pontos. O time tem dois pontos a mais do que o Barcelona. Mais cedo, a equipe catalã ficou no 0 a 0 com o Espanyol no estádio Cornellà-El Prat, em um jogo em que o atacante Neymar foi alvo de insultos racistas. O time de Luis Enrique, no entanto, tem um jogo a menos.
Neste domingo, o Real Madrid entra em campo contra o Valencia, no estádio Mestalla. Se vencer, a equipe merengue, que tem 36 pontos, vai se igualar ao Barcelona na classificação.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Rooney torna-se o segundo maior artilheiro da história do United

O belo gol de letra de Wayne Rooney na vitória do Manchester United sobre o Swansea City por 2 a 1 não apenas ajudou o time de Louis Van Gaal a encerrar um jejum de oito jogos sem vencer, mas também significou algo especial para o atacante de 30 anos. Com o gol marcado aos 32 minutos do segundo tempo, Rooney assumiu o segundo lugar na lista dos maiores artilheiros da história do Manchester United.
Rooney ultrapassou Denis Law, ex-atacante do clube nas décadas de 60 e 70, e agora soma 238 gols. E em breve o atacante vai ultrapassar uma das maiores lendas do clube inglês. Bobby Charlton, o ex-jogador campeão europeu de 1968, é o maior artilheiro do clube com 249 gols.
Além de assumir o segundo lugar na lista dos maiores artilheiros do Manchester United, Rooney também assumiu a segunda posição entre os maiores goleadores da história da Premier League.
Com 188 gols, ele ultrapassou o ex-jogador do Manchester United Andy Cole, que tem 187. O único que está a frente do atacante é o ex-centroavante do Newcastle Alain Shearer, que marcou 260 gols no Campeonato Inglês.
Os cinco maiores artilheiros do United:
1- Bobby Charlton - 249 gols
2- Wayne Rooney - 237 gols
3- Dennis Law - 237 gols
4- Jack Rowley - 211 gols
5- George Best e Dennis Viollett - 179 gols
Os cinco maiores artilheiros da Premier League:
1- Alan Shearer - 260 gols
2- Wayne Rooney - 188 gols
3- Andy Cole - 187 gols
4- Frank Lampard - 177 gols
5- Thierry Henry - 175 gols
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Leicester tropeça e Arsenal assume a liderança na Inglatera

O Arsenal se isolou na liderança do Campeonato Inglês ao vencer, neste sábado, o Newcastle por 1 a 0, no Emirates Stadium, em Londres. O gol do jogo foi marcado pelo zagueiro Koscielny. O time abriu dois pontos de vantagem sobre o Leicester City (42 contra 40), depois que a equipe de Claudio Ranieri ficou apenas no 0 a 0 contra o Bournemouth em casa.
O tropeço do Leicester foi o terceiro consecutivo na Premier League. O time já vinha de um empate contra o Manchester City, também em casa, e uma derrota para o Liverpool por 1 a 0, em Anfield Road.


Já o Arsenal venceu seis dos seus últimos sete jogos na Inglaterra, que lhe ajudou a dar uma arrancada na tabela.
No Vicarage Road, o Manchester City marcou dois gols com Yayá Touré e Agüero num intervalo de três minutos e conseguiu a virada sobre o Watford. Com a vitória por 2 a 1, o time de Manuel Pellegrini se aproximou dos líderes. O City está na terceira posição com 39 pontos.
Em Old Trafford, o Manchester United encerrou um jejum de oito jogos sem vencer ao bater o Swansea City por 2 a 1. Martial e Wayne Rooney fizeram os gols, enquanto Sigurdsson descontou. O United assumiu a quinta posição com 33 pontos.
Já o Liverpool visitou o West Ham e foi derrotado por 2 a 0. Os gols foram marcados por Antonio e Andy Carroll. O time de Jürgen Klopp é o oitavo colocado com 30 pontos, enquanto o West Ham é o sexto com 32.
Outros resultados da rodada: Norwich 1 x 0 Southampton, Sunderland 3 x 1 Aston Villa e West Bromwich 2 x 1 Stoke City.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)