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quarta-feira, 18 de junho de 2008

Equilíbrio marca o confronto entre Brasil e Argentina

Eternos rivais, Brasil e Argentina fazem um dos maiores e mais disputados clássicos do futebol mundial. Em toda a história, as duas equipes já se enfrentaram 91 vezes. O Brasil venceu 36 jogos. Os argentinos venceram 33. Houve ainda 22 empates. A seleção brasileira marcou 145 gols e sofreu 146.
Desde que assumiu a equipe há quase dois anos, o técnico Dunga comandou o time em duas oportunidades contra os argentinos. Na primeira, um amistoso disputado na Inglaterra no dia 3 de setembro de 2006, o Brasil goleou os “hermanos” por 3 a 0, com dois gols de Elano e um de Kaká, o grande nome daquela partida. Ele estava no banco de reservas naquele castigo imposto por Dunga às estrelas após o fiasco da Copa do Mundo, mas quando entrou comandou a equipe.
O outro jogo aconteceu no dia 15 de julho do ano passado. A Argentina tinha um time melhor e chegara como favorita na decisão da Copa América. Mas o Brasil repetiu o placar de 3 a 0, gols de Ayala, contra, Júlio Baptista e Daniel Alves e ficou com o título.
Aquela vitória reforçou o estigma de freguesa do Brasil que a seleção argentina desenvolveu depois de alguns fracassos em partidas decisivas. Apesar do equilíbrio no confronto, os três últimos títulos da seleção foram conquistados em cima dos rivais.
Antes da Copa América, o Brasil já havia conquistado a Copa das Confederações de 2005 goleando os argentinos por 4 a 1 naquela que talvez tenha sido a última grande apresentação da seleção. Adriano marcou dois gols naquela partida e Ronaldinho Gaúcho e Kaká completaram o placar.
No ano anterior, Adriano brilhou novamente ao marcar o gol do empate em 2 a 2 no último minuto e o Brasil conquistou a Copa América nos pênaltis. Será que nessa noite ele volta a ser o carrasco dos "hermanos"?
Em jogos de Eliminatórias, Brasil e Argentina também mostram muito equilíbrio. Foram quatro partidas com duas vitórias para cada lado. O Brasil venceu os dois jogos disputados no país (3 a 1 em 2000 e 3 a 1 em 2004) e os argentinos venceram as partidas disputadas em Buenos Aires, (2 a 1 em 2001 e 3 a 1 em 2005).
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Seleção tenta manter um tabu nas Eliminatórias

É verdade que a fase não é boa. Que o Brasil vai enfrentar a eterna rival (mas nos últimos tempos freguesa) Argentina. É verdade também que o torcedor está cansado de ver a seleção brasileira entrando em campo com mais volantes do que escuderia de Fórmula 1 (a promessa desta noite é de 100% do meio-campo com cabeças-de-área). Mas apesar disso, quando tudo está contra, você, torcedor, ainda pode se agarrar na estatística.
Essa é para imprimir e colar na parede do vestiário para servir de motivação, embora não saibamos se o Dunga seja esse tipo de técnico. Veja só. Desde que o Brasil começou a disputar as Eliminatórias para a Copa do Mundo, a seleção nunca perdeu um único jogo em casa.
E esse não é um tabu de araque. Daqueles que você diz que um time não perde há 50 anos e nesse período disputou cinco partidas. Não, a equipe canarinho já jogou 38 partidas de Eliminatórias em seus domínios. Conquistou 31 vitórias e empatou sete partidas. O time marcou 108 gols (uma média de 2,84 por partida) e sofreu apenas 19 (média de 0,5).
Apesar do alto poder de fogo do ataque, o placar que mais se repetiu na história das Eliminatórias quando o Brasil jogou em casa foi o 1 a 0. Esse resultado aconteceu em sete oportunidades. A última delas no dia 27 de março de 2005, no Serra Dourada (GO), quando o Brasil venceu o Peru com um gol de Kaká, que não joga esta noite.
Em seguida, o placar que mais se repetiu foi o 1 a 1 (cinco vezes). Em quatro oportunidades as partidas terminaram 6 a 0, 3 a 1, 5 a 0 e 2 a 0.
O jogo desta noite no Mineirão será apenas a terceira partida que o país faz contra aArgentina pelas Eliminatórias. Os confrontos só começaram a ser constantes depois que a Conmebol passou a adotar o sistema de pontos corridos nas Eliminatórias sul-americanas para a Copa de 1998, que o Brasil não disputou por ter sido campeão da Copa de 1994.
Na última vez que os rivais se enfrentaram no Brasil, no dia 2 de junho de 2004, a seleção venceu por 3 a 1 com três gols de pênalti de Ronaldo. A partida também foi disputada no Mineirão.
No primeiro confronto no país, no dia 26 de julho de 2000, os brasileiros venceram por 3 a 1. Naquela partida disputada no Morumbi, o volante Vampeta brilhou marcando dois gols. Alex fez o outro gol da equipe.
O jogo desta quarta também será o terceiro da seleção no Mineirão em jogos de Eliminatórias. O primeiro foi no dia 5 de setembro de 1993 e o Brasil goleou a Venezuela por 4 a 0, com dois gols de Ricardo Gomes, um de Palhinha e um de Evair.
Com seis jogos, Venezuela e Paraguai, de quem o Brasil apanhou de 2 a 0 no domingo no Defensores Del Chaco (a 10ª derrota da seleção em toda a história das Eliminatórias), foram as equipes que o time mais enfrentou em casa em Eliminatórias. Em seguida vem a Bolívia, com cinco partidas. Chile, Colômbia, Equador e Uruguai visitaram o país quatro vezes enquanto o Peru esteve aqui em três oportunidades.
Então, depois dessa motivação matemática será que dá para a seleção adotar o discurso do Obama e dizer: “Yes, we can”? Com a palavra, vocês, nobres leitores.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

domingo, 15 de junho de 2008

Sporting Gijon volta a Série A depois de 11 anos

Que Eurocopa que nada. A Espanha parou neste domingo (tá certo, estou exagerando) para celebrar o retorno do Sporting Gijon à elite da Liga. Depois de 11 anos amargando as divisões inferiores, o Sporting sacramentou seu acesso para a primeira divisão ao derrotar o Eibar por 2 a 0, gols de Bilic e Moran.
Após a heróica vitória que pôs fim a mais de uma década de ostracismo, Bilic não conteve a felicidade: "Foi o gol da minha vida porque significou muito para mim e para esta cidade", disse ao "Marca".
Além do Sporting, quem também comemora o retorno à elite espanhola é o Málaga. A equipe estava há três anos na Série B e garantiu a sua vaga ao bater o Tenerife por 2 a 1.  O herói do jogo foi Hidalgo, que marcou os dois gols do time azul e branco. Nino descontou.
Sporting Gijon e Málaga se juntam ao Numancia, campeão da segunda divisão na elite da Espanha na próxima temporada.  O Numancia terminou a competição com 77 pontos. Vice-campeão, o Sporting fez 72, mesmo número de pontos do Málaga, o terceiro colocado.
Cádiz, Racing de Ferrol, Granada 74 e Polidesportivo Ejido, por sua vez, não têm o que comemorar. As quatro equipes vão amargar a terceira divisão, ou "segunda divisão B" no eufemismo espanhol, no ano que vem.
Resultados trepidantes deste domingo pela última rodada:
Sevilla Atlético 4 x 2 Granada 74
Albacete 3 x 1 Las Palmas
Celta 2 x 3 Alavés
Hércules 1 x 1 Cádiz
Málaga 2 x 1 Tenerife
Racing Ferrol 1 x 0 Castellon
Real Sociedad 1 x 1 Córdoba
Sporting Gijon 2 x 0 Eibar
Xérez 1 x 0 Elche
Jogos do sábado:
Real Sociedad 1 x 1 Córdoba
Numancia 2 x 2 Ejido
Gimnastic 1 x 2 Salamanca
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

E a cerveja austríaca pode ter azedado

Lembram da história da cerveja de graça por toda a vida que uma fábrica austríaca ia dar para o jogador da seleção que marcasse um gol na Eurocopa? (clique aqui para relembrar a história) Pois é. Na quinta-feira o atacante Vastic foi o primeiro sortudo. Marcou o gol de empate entre Áustria e Polônia pela segunda rodada do grupo B da Euro que manteve os austríacos na briga por uma das vagas nas quartas-de-final do torneio.
Apesar disso, a cerveja de Vastic e dos demais atletas que por ventura conseguirem marcar um gol pode ter azedado.
É que o secretário-geral da Federação Austríaca de futebol, Alfred Ludwig, não gostou nada dessa história e vetou o doping etílico dos seus jogadores. Com o argumento de que o time não precisa desse tipo de motivação, Ludwig já adiantou que "nenhum atleta vai aceitar a oferta".
Que cara mal humorado, não? Só porque ele jamais teria chance de conquistar o suprimento eterno de cevada?
O fato é que a tática deu certo. A Áustria marcou seu primeiro ponto na Euro e manteve viva a chance de classificação. Sua outra colega mandante do torneio, a Suíça, por exemplo, já dançou. Se eles tivessem oferecido suprimento de chocolate eterno, a história poderia ter sido diferente.
Mas vocês, amigos leitores, acreditam que os jogadores vão seguir o conselho de Ludwig? Aqui em "Planeta que rola" a gente acha mais fácil confiar na existência do Papai Noel e do Coelhinho da Páscoa. Afinal, Ludwig por Ludwig, é preferível ouvir o Beethoven.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Depois de Scolari, Chelsea agora quer Kaká

Chegar tão perto e perder o título europeu em casa (pelo menos na casa do seu dono) não foi algo bem aceito pelo Chelsea e o russo Roman Abramovich. Enquanto seu novo técnico, Luiz Felipe Scolari tenta conduzir Portugal ao título da Euro para ter uma despedida em grande estilo, o clube de Londres sai em busca de reforços.
E o primeiro nome da lista é o brasileiro Kaká. Segundo os jornais ingleses "Guardian" e "Independent", os "Blues" prometem investir pesado para levar o meia do Milan para Stamford Bridge. A principal arma para seduzir o brasileiro não seria o dinheiro que Abramovich tem de sobra e sim o fato de o Chelsea disputar a próxima Liga dos Campeões ao contrário do clube italiano, que com a quinta colocação obtida no Calcio, terá que se contentar com a Copa da Uefa na temporada 2008-09.
Além de Kaká, os atacantes espanhóis Fernando Torres, do Liverpool, e David Villa, do Valencia, o português Ricardo Quaresma, do Porto, e o meia Deco, do Barcelona, também estariam na mira do Chelsea. Como se vê, o clube de Londres quer montar um grande time para a temporada que começa em agosto.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

quarta-feira, 11 de junho de 2008

O Dream Team da Euro

Uma das diversões dos jornalistas esportivos em todas as competições e, ao fim de cada uma delas, fazer  listas com a seleção do campeonato. Pois o jornal espanhol “Sport” resolveu ser mais criativo. Aproveitando que futebol e mulher são duas paixões mundiais, eles resolveram fazer uma seleção das mais belas mulheres de jogadores de futebol.
Como o critério era o marido ou namorado estar disputando a Euro, ficaram de fora deusas do mundo da bola como a sueca Helen Svedin, esposa do sortudo meia português Luís Figo.
Mas posso garantir que apesar desse desfalque de peso, a lista que eles fizeram é a de um autêntico Dream Team..Derrubaria qualquer ferrolho italiano. Veja só o time:
No gol, Alena Sheredova, esposa do goleiro Buffon, da Itália. A defesa é formada por Nani Gaitán (mulher do espanhol Sérgio Ramos), Rosaria Cannavó (noiva do italiano Panucci), Adelina Elisei (namorada do romeno Chivu) e Marta Zambrotta (mulher do lateral italiano).
No meio-campo, garanto que não tem nenhum brucutu. A começar por Noemi Lenoir (mulher do francês Makelele). O setor é completado por Oksana Andersson e Anine Bing, mulheres dos suecos Wilhemson e Anders Svenson.
A camisa 10 do time é dada para Sylvie Meis (a deusa da foto aí em cima), que o jornal descreve como “a adorável” esposa do meia holandês Rafael Van der Vaart.
Por fim, o ataque da seleção é formado por Belén Rodriguez, mulher do italiano Borriello, e Nereida Gallardo, namorada do português Cristiano Ronaldo.
Só tem craque nesse time.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Isso é que é motivação

Por essa, nem os alemães esperavam. A fábrica de cervejas austríaca Ottakringer resolveu dar um incentivo a mais aos jogadores de sua seleção para ver se eles conseguem uma vitória nesta Eurocopa. A cervejaria anunciou que vai dar a cada jogador que marcar um gol nas próximas partidas contra Polônia, quinta-feira, e Alemanha, na próxima segunda-feira, pelo grupo B da competição, cerveja de graça por toda a vida.
Vocês não estão acreditando? Deixa eu repetir. Bebida liberada ad eternum!!! Quer dizer, até que a cova os separe.
Segundo o presidente da empresa, Sigi Menz, o objetivo da proposta é dar um empurrãozinho adicional aos atletas da fraca seleção austríaca, uma das anfitriãs da Euro.
“Talvez seja a motivação que falta a nossa equipe para ganhar. Se a nossa cerveja ajudar, eu irei pessoalmente entregar o prêmio proporcional a um ano de consumo ao goleador”, afirmou.
A quem interessar possa. O que o nosso amigo Menz está dizendo aí é que de uma tacada só o craque sortudo receberá 108,2 litros de cerveja, que é o equivalente ao consumo médio anual per capita da bebida hoje na Áustria. Ou seja, logo de cara, o jogador que botar a bola na rede adversária já vai virar uma espécie de Tio Patinhas da cevada.
Coincidência ou não, no mesmo dia em que foi anunciado o curioso incentivo etílico, o técnico da Áustria, Josef Hickersberger, declarou que “agora é tudo ou nada” para a sua seleção. Depois da derrota para a Croácia por 1 a 0 na estréia, a equipe precisa vencer a Polônia, que perdeu para a Alemanha na primeira rodada, para não fazer feio e ser eliminada na primeira fase.
Quem se deu mal com essa história toda foram os goleiros Alexander Manninger, Jürgen Macho e Ramazan Özcan. Em primeiro lugar porque dificilmente terão a chance de marcar um gol. Além disso, agora a defesa austríaca ficará ainda mais desguarnecida, pois todo mundo vai querer ir para o ataque para marcar um golzinho e garantir a felicidade eterna. É mesmo dura a vida de goleiro.
A pergunta que não quer calar é a seguinte: o que será que as mulheres dos jogadores acharam disso tudo? Afinal, diante de tanta tentação, rapidamente as barrigas de tanquinho que muitas provavelmente admiram vão virar verdadeiros ovais dignos do circuito de Indianápolis de Fórmula 1. Acho que elas vão acabar torcendo para que o placar não se movimente nos jogos da Áustria.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

sábado, 7 de junho de 2008

Portugal tem estreia animadora

Você, caro leitor, também pensou o mesmo que eu quando viu a pelada entre Suíça e República Tcheca, vencida por 1 a 0 pelos tchecos, que abriu a Eurocopa? Pensou algo do tipo: "bem essa Euro está com uma cara de Copa do Mundo de 2006 sem Brasil e Argentina". Ainda bem que meia hora depois Portugal tratou de mudar essa impressão ruim e trouxe uma animadora esperança de bom futebol neste início de torneio.
vitória por 2 a 0, gols do brasileiro Pepe e de Raul Meireles, não disse o que foi o jogo. O time de Felipão meteu três bolas na trave, mostrou um bom futebol e merecia ter goleada uma decepcionante Turquia. Esperava mais da equipe de Fatih Terim, que não fez nada além do que se defender.
Tudo bem que há também mérito da equipe portuguesa. Com Deco e João Moutinho jogando muito bem, Portugal dominou o meio-campo e quando Cristiano Ronaldo abandonou a ala direita e passou a circular por todo o campo, a equipe a criou várias oportunidades. Quem assistia sabia que o gol era uma questão de tempo. Ele até veio no primeiro tempo com Pepe, que completou de cabeça um cruzamento de Simão Sabrosa, mas, como estava impedido, o gol foi bem anulado pelo árbitro assistente.
Mas Portugal não se desesperou no segundo tempo. Continuou tocando a bola, explorando as jogadas pelas pontas, principalmente com Simão Sabrosa pela esquerda e Bosingwa avançando pela direita, e jogando com muita velocidade. Como é leve esse time de Felipão. O resultado foi o amplo domínio que se viu na partida e o placar favorável.
As estatísticas do jogo só comprovam esse domínio. Portugal chutou o dobro de vezes ao gol (9 contra 4), teve 53% de posse de bola e fez menos da metade das faltas que os turcos (9 contra 22).
Três pontos, liderança do grupo e uma estréia animadora. Vamos ver se Portugal continua assim ou foi apenas uma noite inspirada.
República Tcheca e Suíça? Os tchecos certamente podem jogar mais do que o que se viu hoje, mas não dá para ter o veterano Koller no comando do seu ataque. Quanto aos suíços, a situação ficou difícil. Como já se esperava, aliás. Na próxima rodada, na quarta-feira, eles enfrentam os turcos enquanto tchecos e portugueses se enfrentam. Os suíços vão precisar da vitória a todo custo, mas continuo achando a classificação mais difícil do que uma vitória do Federer sobre Rafael Nadal no saibro de Roland Garros amanhã.
E vocês? O que acharam dessa primeira rodada?  
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Imprensa inglesa já fala em Flu x Manchester

Se o discurso de praxe no Brasil é o de respeitar o adversário, dizer que o confronto será difícil, que tem a altitude e todo aquele blábláblá, a imprensa inglesa (o Daily Mirror, pelo menos) resolveu dar um bico na humildade e já fala, 26 dias antes de se definir o campeão da Libertadores, num confronto entre Fluminense e Manchester United em dezembro, na decisão do Mundial Interclubes.
Nesta sexta-feira, o Daily Mirror publicou em seu site que a equipe inglesa, que conquistou a Liga dos Campeões em maio numa dramática vitória nos pênaltis contra o Chelsea, enfrentará o Tricolor no Mundial.
O Mirror cita que o time de Renato Gaúcho eliminou na quarta-feira o Boca Juniors na semifinal e agora fará a final com a Liga de Quito, na realidade a Liga Deportiva Universitária (LDU), do Equador.
A confiança dos ingleses é tamanha que eles simplesmente ignoram que antes da decisão propriamente dita, as duas equipes fazem um confronto semifinal contra campeões de outros continentes. Tudo bem que eles são apenas jogos, digamos, políticos. Coisa para agradar a dona Fifa, pois desde que ela passou a organizar o Mundial nenhuma equipe da Oceania, da Ásia, da África ou da América do Norte mostrou um futebol minimamente decente para disputar um mundial e jogar de igual para igual com os campeões da América do Sul e da Europa. Mas todo cuidado é pouco tanto para os Red Devils quanto para o Tricolor.
A matéria do Mirror ao menos cita que já se classificaram para a competição em Yokohama o Waikatere United, da Nova Zelândia, campeão da Oceania, e o Pachuca, do México, campeão da América do Norte.  Ainda faltam ser definidos os campeões da Ásia e da África. O campeão japonês também disputará o torneio. 
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A Fúria tenta finalmente despertar

Fechando a série de apresentações dos grupos da Eurocopa, chegou a vez do grupo D. É a partir dele que a Grécia inicia a sua luta pelo bicampeonato europeu e que a Espanha tenta finalmente deixar de ser a seleção do quase, que possui um campeonato forte, mas com um time que vive batendo na trave. Completam a chave, a Rússia e a Suécia.
Pelo menos desde a Copa de 2002 a Fúria vem decepcionando seus fãs e derrubando analistas em todo o mundo. Apesar da boa safra (não muito farta, mas boa) de jogadores que a equipe sempre revelou, a Espanha nunca conseguiu desenvolver o futebol que se comentava que ela podia atingir. Em 2002, foi eliminada nas quartas-de-final da Copa para a Coréia do Sul. Dois anos depois, caiu na primeira fase da Euro para Portugal e a própria Grécia que enfrentará agora e na última Copa voltou mais cedo para casa após ser derrotada por uma França que ainda titubeava no Mundial nas oitavas-de-final.
Mais uma vez o time do técnico Luís Aragonés tem um elenco talentoso. No gol, Casillas, do Real Madrid, deve ser o titular, embora Pepe Reina, do Liverpool, também viva boa fase. No meio-campo, jogadores como Fábregas, do Arsenal, Xabi Alonso, do Liverpool, e Xavi e Iniesta, do Barcelona, serão responsáveis por municiar o forte ataque espanhol formado por Fernando Torres, do Liverpool, David Villa, do Valencia, e a surpresa da temporada espanhola, Dani Guiza, do Mallorca, que desbancou Luís Fabiano e terminou como artilheiro da Liga com 27 gols.
A defesa, porém, é o ponto fraco da equipe. Apesar da presença do zagueiro Puyol, do Barcelona, faltam bons laterais para dar opção de jogo pelos flancos do campo.
A Espanha tem um ligeiro favoritismo do grupo, mas encontrará muitas dificuldades numa chave em que tudo pode acontecer. Até mesmo ela ser eliminada.
Um dos adversários será a Grécia. Para buscar o bicampeonato, o técnico Otto Rehhagel manteve a base da última Euro com o atacante Charisteas, do Nuremberg, autor do gol do título sobre Portugal há quatro anos, os meias Basinas, do Mallorca, e Karagounis, do Panathinaikos, os zagueiros Seitaridis, do Atlético de Madrid, e Dellas, do AEK, e o goleiro Nikopolidis, do Olympiakos. Destaca-se ainda o artilheiro Gekas, do Bayer Leverkusen.
Também estará na briga por uma das vagas a Rússia do treinador holandês Guus Hiddink, que sempre faz bons trabalhos com as seleções que dirige, como a excelente campanha da Coréia da Sul, quarta colocada na Copa de 2002.
Já a Suécia apostará na boa fase que vive o atacante Ibrahimovic, da Inter de Milão, além da experiência do veterano Henrik Larsson, de 36 anos, para tentar avançar no torneio.
Os jogos da primeira fase:
10/06
Espanha x Rússia
Grécia x Suécia

14/06
Suécia x Espanha
Grécia x Rússia

18/06
Grécia x Espanha
Rússia x Suécia

(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)