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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

'France Football revela os indicados à Bola de Ouro

A revista "France Football" começou a revelar nesta segunda-feira os indicados ao prêmio da Bola de Ouro, que a partir desta temporada volta a ser separado da Fifa. A revista está divulgando o nome dos 30 candidatos ao prêmio aos poucos durante todo o dia desta segunda-feira. 
Quinze nomes de jogadores já foram revelados. Entre eles, os favoritos a mais um troféu e que vêm monopolizando as disputas desde 2008: Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.
Além dos craques de Barcelona e Real Madrid, já foram divulgados os nomes de Aubameyang (Borussia Dortmund), Agüero (Manchester City), de Bruyne (Manchester City), do goleiro Buffon, que aos 38 anos é o jogador mais velho da história a ser indicado ao prêmio, e dos seus companheiros de Juventus Higuaín e Dybala, além de Griezmann e Diego Godín, do Atlético de Madrid.
Também estão na lista os meias Iniesta (Barcelona), Koke (Atlético de Madrid) e Toni Kroos (Real Madrid) e os atacantes Ibrahimovic (Manchester United) e Lewandowski (Bayern Munique).
Até às 14h (de Brasília), todos os nomes dos indiados ao prêmio serão revelados.
Neste ano, os prêmios da Bola de Ouro e de melhor jogador do mundo da Fifa voltarão a ser distribuídos separadamente. No mês passado, a revista francesa anunciou o fim da parceria com a entidade que comanda o futebol mundial. Os prêmios que foram conquistados por Messi (quatro) e Cristiano Ronaldo (dois) entre os anos de 2010 e 2015 serão computados como sendo da revista.
Messi foi o vencedor da Bola de Ouro em janeiro deste ano. Para este ano, ambos são favoritos a levar tanto o troféu da revista quanto o da Fifa. Mas o português leva alguma vantagem, pois foi campeão europeu com o Real Madrid e da Euro com a seleção portuguesa.
A Bola de Ouro da "France Football" começou a ser distribuída em 1956. Inicialmente era um prêmio dado apenas aos jogadores nascidos na Europa, mas na década de 90 do século passado, o prêmio foi ampliado para qualquer atleta que jogasse cno futebol europeu.
O atacante George Weah foi o primeiro não europeu a receber o prêmio. Em 1995, o liberiano do Milan faturou a Bola de Ouro. 
A premiação da Fifa de melhor jogador do mundo nasceu em 1991. O primeiro vencedor foi o alemão Lothar Matthäus, que um ano antes fora campeão do mundo com a sua seleção.
Com a mudança, a Bola de Ouro voltará a computar apenas os votos dos jornalistas dos países europeus. Os capitães e treinadores das seleções votarão na eleição de melhor do mundo da Fifa, como acontecia até 2009.
Ainda não foi divulgada a data da entrega da Bola de Ouro, mas ela deve acontecer ainda neste ano. Ao contrário da cerimônia da Fifa, que costumava ser em janeiro do ano seguinte.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Uefa cogita final da Champions fora da Europa

O novo presidente da Uefa sugeriu que a final da Liga dos Campeões poderia ser disputada no futuro fora das fronteiras da Europa. O esloveno Aleksander Ceferin disse que pensa em abrir um processo de sede da decisão do principal torneio de futebol do planeta para outros países. E cogitou que os Estados Unidos teriam grande potencial em receber a final.
- Acredito que pode ser uma ideai para o futuro, mas temos que debater isso - disse Ceferin, cogitando a possibilidade de um jogo em Nova York, por exemplo.
O dirigente disse que o tempo de voo para uma cidade do leste dos Estados Unidos seria praticamente o mesmo de um pela Europa;
- Para ir de Portugal ao Azerbaijão, por exemplo, é quase a mesma coisa do que ir para Nova York. Para os fãs, não seria um problema, mas devemos avaliar. É uma competição europeia, logo precisamos pensar sobre isso. 
Outra ideia cogitada pelo dirigente que substituiu Michel Platini no comando da entidade é mover as semifinais de terça e quarta-feira para o fim de semana, como acontece hoje em dia na decisão, que é disputada no sábado.
- Deveríamos pensar em outros mercados, mas não tenho certeza ao certo de como fazer isso. A China é financeiramente interessante, e os Estados Unidos não são apenas financeiramente interessantes, como o futebol está crescendo lá.
Ceferin acha que com as semifinais sendo disputadas no fim de semana, conseguiria atingir o mercado chinês.
- Há algumas ideias sobre isso, porque na China as pessoas não estarão dormindo porque é sábado e eles poderiam assistir. Mas há muitos problemas, como o calendário das ligas. As ligas nacionais são muito importantes. Você tem a Premier League, que é muito forte. É uma ideia, mas ainda é cedo para dizer algo concreto.
Nesse ano, a decisão da Liga dos Campeões será em Cardiff, no País de Gales. Na próxima temporada, a decisão será em Kiev, na Ucrânia.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Torcida terá que respeitar luto pela morte do rei da Tailândia

A próxima rodada das eliminatórias para a Copa do Mundo ainda está longe, mas já gera preocupação na Tailândia. Oito dias depois da morte do rei Bhumibol Adulyadej, que estava há 70 anos no poder, a Federação Tailandesa de Futebol anunciou que o jogo do dia 15 de novembro, contra a Austrália, não será adiada, mas os torcedores que comparecerem ao estádio Rajamangala, em Bangcoc, não poderão... torcer.
De acordo com a federação, serão proibidos gritos, bandeiras, além de acessórios no estádio.
- Todos os gritos e acessórios como tambores, amplificadores de voz e bandeiras, estarão proibidos no estádio durante a partida - disse o porta-voz da federação, Patit Suphaphongs.
Patit acrescentou ainda que roupas coloridas também serão proibidas.
- Os torcedores deverão vestir preto, cinza ou qualquer outra cor escura - afirmou. 
Inicialmente, os dirigentes cogitaram disputar a partida com portões fechados. Mas resolveram abrir para o público, desde que eles respeitem as restrições por conta do luto pela morte do rei no dia 13 de outubro. 
O respeito ao luto real é um assunto muito sério na Tailândia, onde o rei é considerado uma figura muito importante. Tanto que foi decretado um período de luto de um ano e todos os eventos festivos foram suspensos. Bhumibol Adulyadej estava no trono desde 9 de junho de 1946. Ele era o monarca com o reinado mais longo do mundo.
Com a sua morte, o seu filho, o príncipe Maha Vajiralongkorn, de 63 anos, assumiu o trono.
A Tailândia dificilmente se classificará para a Copa do Mundo da Rússia, em 2018. A seleção, que nunca disputou um Mundial, está em último lugar do grupo B. Ela perdeu todos os quatro jogos que disputou até o momento.
A chave é liderada pela Arábia Saudita com 10 pontos, seguida da Austrália, com oito. O Japão é o terceiro colocado com sete.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A noite dos goleiros Bufon e LLoris

Quase sempre os artilheiros ganham mais destaque no futebol, mas tem dias que os goleiros roubam as atenções com defesas memoráveis. é o que fizeram o francês Hugo Lloris e o italiano Gianluggi Buffon na rodada desta terça-feira da Liga dos Campeões da Europa.
O goleiro do Tottenham foi fundamental para que o time inglês deixasse a Alemanha com o empate em 0 a 0 que manteve a equipe na segunda colocação da chave com quatro pontos, um a menos do que o Monaco. 
Durante a partida, Lloris fez uma defesa espetacular em uma jogada na pequena área, tirando uma bola que entrou quase toda no gol. Por um fiapo, o gol não foi confirmado.
 Já Buffon mostrou porque é um goleiro fenomenal há duas décadas. Na semana passada, o italiano de 48 anos havia sido criticado por ter falhado no gol da Espanha no empate da seleção italiana com os espanhóis pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Chegaram até a falar em aposentadoria para o goleiro. 
Buffon ficou quieto e seguiu trabalhando. Veio o jogo contra o Lyon, e ele mostrou todo o seu talento. Defendeu um pênalti cobrado por Lacazetti e ainda no segundo tempo fez outra defesa espetacular, garantindo o até então 0 a 0 da partida. Logo depois, mesmo jogando com um a menos, a Juventus abriu o placar como Cuadrado e venceu o jogo que a manteve na liderança do grupo H com sete pontos.

- As pessoas podem organizar o meu funeral, mas ninguém estará lá. Já disse muitas vezes, sem qualquer arrogância, que sou muito crítico comigo mesmo. Não preciso ouvir aqueles que usam uma situação para mostrar desrespeito e uma certa injustiça com as pessoas. Ouvi muitas coisas estúpidas nas últimas semanas, mas apenas um comentário verdadeiro: "Eu espero mais de Buffon". Isso é verdade. Eu concordo do fundo do meu coração - disse Buffon. 
Durante o jogo, até o goleiro rival, Anthony Lopes reconheceu que Buffon teve uma atuação de gala. Assim como o capitão Gonalons.
- Demos tudo no jogo. Perdemos por causa de um grande Buffon. Ele foi sensacional.
Nada de novo, porém, para os torcedores da Juventus, que sempre demonstraram apoio ao veterano jogador. Eles chegaram a exibir uma faixa no estádio em Turim dizendo que até o Superman precisa ser Clark Kent em alguns momentos. Nesta terça-feira, porém, Buffon foi o Superman de sempre.
- Estou apenas feliz por ter ajudado os meus colegas de time - disse Buffon.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Time demite chef depois de ameças de envenenamento

O Memorial Stadium, estádio do Bristol Rovers | Reprodução
O Bristol Rovers demitiu nesta semana o chef responsável pela comida vendida no Memorial Stadium. O motivo? Uma brincadeira de mau gosto. O cozinheiro postou uma mensagem no Facebook em que afirmava que iria envenenar os torcedores durante a partida contra o Gillingham pela League One, a terceira divisão do futebol inglês.
Enquanto trabalhava na partida do último sábado, o homem, que disse ser torcedor do Bristol City, rival do Rovers, postou uma foto do campo e escreveu a mensagem com as ameaças.
"No trabalho... acho que vou envenenar todos os torcedores hoje", disse o chef, acrescentando que tudo seria mal cozido durante a partida.
Assim que soube da postagem, o cozinheiro foi imediatamente demitido pelo clube. Depois, ele postou uma nova mensagem dizendo que era tudo uma brincadeira e oferecendo os seus serviços de chef.
"Fui demitido por colocar o post. Fui chamado e me mandaram para casa. Em Briston City nós fazemos o que queremos... Não aguentam uma piada... Alguém precisa de um chef?
Segundo o Briston Rovers, o homem foi retirado do local pela segurança. O clube informou que o chef não era funcionário do Bristol, mas fazia parte de uma agência que trabalhava no jogo.
"No sábado, antes da nossa partida contra o Gillingham, alguém que supostamente seria um funcionario do Memorial Stadium postou no Facebook a intenção de envenenar torcedores adulterando a comida. Isso foi uma questão da nossa equipe de segurança, que acompanhou essa pessoa depois das promessas publicadas. A pessoa envolvida não é funcionária do Memorial Stadium, mas um membro da agência que trabalha nos dias de jogos. A agência foi informada do caso e é possível que um procedimento criminal contra o envolvido seja aberto".
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

O novo reencontro entre Guardiola e Barcelona

Barcelona e Pep Guardiola formaram um casamento tão certeiro que até hoje parece um pouco estranho ver que os dois vão para a quarta temporada seguindo trajetórias diferentes e como rivais no futebol europeu. Nesta quarta-feira, o treinador que conquistou 16 títulos como jogador e 14 como treinador do clube catalão reencontra o Camp Nou em mais um confronto pela Liga dos Campeões da Europa.
De um lado, estará o Barcelona agora comandado por Luis Enrique. Do outro, Guardiola e sua nova equipe, o Manchester City, time que assumiu nesta temporada após três anos no comando do Bayern de Munique.
Não será a primeira vez que Guardiola visitará o Camp Nou como rival. Nas semifinais da Liga dos Campeões do ano passado, ele esteve no estádio com o Bayern e não foi muito feliz contra muitos dos seus ex-comandados. Perdeu de 3 a 0, com dois gols de Messi e outro de Neymar. No jogo de volta, no Allianz Arena, o Bayern venceu por 3 a 2 (Neymar fez os dois gols do time catalão) e foi eliminado do torneio, enquanto o Barcelona seguiu em frente para conquistar o título contra a Juventus.
Desde que se separaram, o Barcelona não foi mais o mesmo time que sob o comando e Guardiola envolvia os rivais como uma serpente e praticamente não os deixava jogar até a estocada final. O time foi adaptando o jogo de triangulações e que controlava a posse de bola para um estilo mais vertical e que contava com o talento do trio Messi, Suárez e Neymar para decidir. 
Já Guardiola também foi adaptando seu estilo ao futebol alemão, embora o jogo ofensivo e a obsessão por ter a bola fosse algo permanente na sua filosofia e que agora ele tenta implantar no City.
Ao contrário do Barcelona, Guardiola não voltou a conquistar o torneio europeu. Parou três vezes nas semifinais com o Bayern, mas manteve o seu prestígio intacto (e não poderia ser diferente). Agora, ele assume o desafio de tentar levar o City a conquistar o seu primeiro título europeu.
Se não foi campeão europeu, Guardiola conquistou sete títulos depois que deixou o Barcelona. Já o time catalão faturou nove troféus. Além da Champions, foi campeão mundial no ano passado.
- Pep deixou uma marca em todos. Há um antes e depois (dele no Barcelona). Entendiamos o futebol de uma forma diferente e ele mudou a história do clube. Foi um treinador que me deu tudo. Não jogava em Manchester (United) e ele me deu tudo. Temos ótimas recordações dele - disse o zagueiro Piqué.
Luis Enrique, que jogou ao lado de Guardiola no Barcelona, também fez muitos elogios ao treinador.
- Pep é um bom amigo e é muito fácil falar bem dele. Encanta-me os treinadores ofensivos e ele é o melhor da atualidade. Seguramente, será um dos melhores da história.
Para Guardiola, o retorno ao Camp Nou será especial.
- Não é como qualquer outro jogo. É sempre bonito voltar para casa.
Em quarto lugar no Campeonato Espanhol, o Barcelona receberá no Camp Nou o líder do Campeonato Inglês. O time catalão lidera o grupo C da Liga dos Campeões com seis pontos. O City está na segunda posição com quatro.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

O refugiado que virou jogador da Bundesliga

Em meio a uma crise sem fim de refugiados morrendo no Mar Mediterrâneo tentando migrar para a Europa, a história de Ousman Manneh é digna de um conto de fadas. Há dois anos, o jogador nascido em Gambia, saiu do país africano para a Alemanha em busca de uma vida melhor. 
Quando desembarcou em Bremen, foi levado para o campo de refugiados de Lesum, mas nunca desistiu de seguir a carreira de jogador iniciada em um pequeno time de Bakau, no seu país natal. Com 17 anos, foi aceito na base do Blumenthaler-SV, equipe de uma liga amadora de Bremen e que joga a quinta divisão alemã. O talento chamou a atenção do Werder Bremen, que o levou para o clube em 2015. Inicialmente, jogou no time B, mas na temporada atual, foi para a equipe principal.
A persistência deu certo em realizar o seu sonho deu certo. No sábado, Manneh fez o gol da vitória do Werder Bremen sobre o Bayer Leverkusen por 2 a 1, pela sétima rodada do Campeonato Alemão. Foi o primeiro gol do atacante com a camisa do clube. Manneh disse estar vivendo um sonho.
- Não acredito que isso está acontecendo. Isso é real ou estou sonhando? É o grande momento da minha vida - disse Manneh, que tirou selfies com torcedores do Bremen após a partida.
- É difícil descrever os meus sentimentos. Sempre quis jogar na Bundesliga e sinto-me orgulhoso de ser o primeiro atleta de Gambia a jogar quatro partidas da Bundesliga. Agora estou orgulhoso por ser o primeiro a marcar um gol - completou o jogador de 19 anos.
Manneh contou que sempre quis jogar futebol profissionalmente. E tudo tornou-se mais especial quando ele se viu diante de 40 mil torcedores no Weser Stadion.
Quando estava no Blumenthaler, o atacante marcou 15 gols na temporada, despertando o interesse de clubes como Schalke 04, Wolfsburg e Hamburgo. Mas optou por permanecer em Bremen, cidade que o acolheu quando ele ainda era um refugiado. 
- Gosto da cidade e tenho quatro amigos que me ajudaram. Por que eu sairia daqui?
O sonho de Manneh agora é virar um artilheiro do porte de suas inspirações no futebol: os centroavantes Aubameyang, do Borussia Dortmund, e Robert Lewandowski, do Bayern de Munique.
- Meu sonho é me tornar uma máquina de fazer gols como Lewandowski e Aubameyang. 
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

A falta que Messi faz para a Argentina

Lionel Messi pode ter batido na trave três vezes seguidas (Duas Copas América e uma Copa do Mundo) na tentativa de dar um título para a Argentina, mas as eliminatórias sul-americanas estão mostrando que quando joga sem o seu craque a seleção agora comandada por Edgardo Bauza sofre ainda mais. 
Após uma rodada em que não contou com o camisa 10, a seleção argentina marcou apenas um ponto em dois jogos e caiu para o quinto lugar nas eliminatórias. Hoje teria que disputar uma repescagem contra o campeão da Oceania para se classificar para a Copa do Mundo da Rússia, em 2018. 
Messi participou de três jogos nas eliminatórias e os argentinos venceram todos. Sem ele, foram sete partidas, e o aproveitamento é pífio: apenas 33%. Dos 21 pontos disputados, os argentinos conquistaram apenas sete. 
Sem o camisa 10, a Argentina sofreu pela primeira vez em sua história duas derrotas em casa numa mesma edição das eliminatórias. Perdeu para o Equador por 2 a 0 e agora para o Paraguai por 1 a 0, em Córdoba. Isso já representa 50% das derrotas que a seleção sofreu em casa em toda a sua história no torneio. Antes, os argentinos tinham perdido apenas para a Colômbia por 5 a 0, em 1993, e para o Brasil, por 3 a 1, em 2009.
É claro que prejudica ainda mais a fase do futebol argentino, que já está no seu segundo treinador desde o fim da Copa do Mundo. A seleção iniciou as eliminatórias com Gerardo Martino, que deixou o comando da seleção pouco antes dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto.
Mas os próprios jogadores reconhecem que sem Messi tudo fica mais difícil. 
- Quando Léo não está, as coisas sempre se complicam. Tudo é mais difícil. Ele sempre resolve a partida - disse o meia Di Maria.
O zagueiro Demichelis reconhece que o rendimento argentino preocupa, mas tenta minimizar a ausência de Messi. 
- Léo significa muito para o futebol argentino, para essa seleção e para nós. Mas casualmente não estamos vencendo sem ele. Não podemos ser hipócritas. O rendimento preocupa. Não me preocupa o empate com o Peru, mas sim como a partida se desenvolveu. E contra o Paraguai foi a mesma coisa.
Recuperado de uma lesão na coxa esquerda, Messi voltou a treinar no Barcelona nesta quarta-feira. Ele deve ficar à disposição do técnico Luis Enrique para a partida do fim de semana, contra o Deportivo, pelo Campeonato Espanhol. 
Os argentinos esperam que ele esteja bem para a próxima rodada das eliminatórias, quando a seleção enfrentará o Brasil, no Mineirão, no dia 10 de novembro. Cinco dias depois, a seleção receberá a Colômbia, em San Juan, numa rodada crítica para a seleção na briga por vagas no Mundial.
- Os jogadores se sentem em dívida com a torcida, que acha que ser vice-campeão três vezes seguidas é um fracasso. Estes jogadores ficaram em segundo porque fizeram grandes partidas. Estão muito tristes por terem perdido porque queriam vencer para presentear a torcida - disse Bauza. - Este grupo me demonstrou que tem muita gana. Este time ainda tem muito o que dar, mas temos que trabalhar. Confio muito neles.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

sábado, 8 de outubro de 2016

Eliminatória africana na fase decisiva

A briga pelas cinco vagas da África na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, entrou neste sábado na sua fase final. Quatro jogos foram disputados pelas eliminatórias africanas e duas seleções estrearam com vitória.
O principal jogo do dia foi a partida entre Costa do Marfim e Mali pelo grupo C. Os marfinenses levaram o primeiro gol, mas conseguiram a virada e venceram por 3 a 1. Os gols foram marcados por Jonathan Kodjia, Coulibaly, contra, e Gervinho. Yatabare descontou.
Pela mesma chave, o Gabão, país-sede da Copa Africana de Nações, ficou no 0 a 0 com o Marrocos. Assim, a Costa do Marfim lidera a chave com três pontos. Gabão e Marrocos têm um ponto cada, enquanto o Mali está na lanterna com nenhum ponto.
Pelo grupo A, a República Democrática do Congo goleou a Líbia por 4 a 0. O destaque do jogo foi Dieumerci Mbokani, autor de dois gols.
Já pelo grupo D, Burkina Faso e África do Sul empataram por 1 a 1. Dean Furman abriu o placar para os sul-africanos. Banou Diawara empatou para Burkina Faso.
As vinte seleções que permanecem na disputa das elimatórias africanas estão divididas em quatro grupos de quatro seleções. Elas se enfrentam em jogos de ida e volta e apenas o campeão de cada chave se classifica para o Mundial.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

EUA joga em Cuba depois de 69 anos

A noite de quinta-feira foi marcada por mais um evento histórico para o esporte cubano e as relações com os Estados Unidos. Mais de um ano depois da visita do New York Cosmos, a seleção americana fez o seu primeiro amistoso na ilha depois de 69 anos.
O jogo foi mais um marco do restabelecimento das relações bilaterais entre os dois países, que ficaram por mais de meio século interrompidas e só começaram a ser retomadas em dezembro de 2014. Neste período, o presidente Barack Obama fez uma visita ao país e até os Rolling Stones tocaram pela primeira vez na ilha em um show gratuito que acabou transformado num documentário em cartaz no festival do Rio. 
A partida foi disputada no estádio Pedro Marrero, em Havana, com capacidade para 30 mil pessoas. Ele não estava lotado, mas a torcida ocupou boa parte das arquibancadas para ver Cuba ser derrotada por 2 a 0, gols de Chris Wondolowski e Julian Green.
O último amistoso entre os dois países na ilha havia sido disputado em 1947, antes, portanto, da Revolução Cubana. Os cubanos golearam por 5 a 2. Desde então, outros nove confrontos ocorreram em solo americano, sempre pela Copa Ouro, ou na cidade do México, onde foram disputadas as eliminatórias para a Copa do Mundo de 1950, no Brasil. Um outro jogo, este válido pelas eliminatórias para o Mundial da África do Sul, em 2010, aconteceu em Havana. Foi em 2008, e os americanos venceram por 1 a 0, gol de Dempsey.
Diante do caráter histórico de um amistoso que foi mais simbólico do que válido para a preparação dos americanos para a sequência das eliminatórias da Concacaf (os cubanos, que só foram ao Mundial da França-1938 já foram eliminados), o técnico Jürgen Klinsmann falou sobre a importância do esporte na união dos povos.
- Acredito profundamente que o esporte pode construir pontes. Não há melhor maneira de aproximar pessoas com diferentes ideias políticas - disse o técnico alemão, que lembrou que a família ficou por 25 anos dividida pelo muro de Berlim. 
Klinsmann só reclamou do estado do gramado.
- Não se podia jogar neste campo. Nesse gramado, foi impossível jogar com um ritmo intenso.
A partida foi acompanhada por Jill Biden, esposa do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, além de Jeffrey DeLaurentis, embaixador designado por Washington para Havana.
- Não ganhamos, mas jogamos bem, sem complexos, diante de um rival muito superior - disse o zagueiro cubano Josel Piedra.

(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)