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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Goleiro do Taiti marca um ridículo gol contra

Roche joga a bola contra o próprio gol num lance infeliz | Reprodução
Alguns jogadores se esforçam para entrar para a história de uma forma inusitada. É o caso do goleiro Mickäel Roche. Você provavelmente não lembra dele, mas depois de ver este vídeo nunca mais se esquecerá do jogador.
Roche marcou um dos gols contra mais ridículos da história do futebol. Durante o jogo de abertura da fase de grupos da Liga dos Campeões da Oceania, o goleiro do Tefana e da seleção do Taiti, recebeu uma bola recuada do lateral do seu time e em seguida tentou sair jogando. Mas o tiro saiu pela culatra. Mesmo estando praticamente sem ângulo, ele foi traído pelo efeito da bola e a viu morrer no fundo da sua própria rede. Que desagradável.
Por sorte, o gol foi o único do Nadi, das Ilhas Fiji, na goleada de 6 a 1 que o Tefana aplicou. 
Roche está acostumado a entrar para a história, digamos, por vias não muito nobres. Na Copa das Confederações de 2013, por exemplo, ele disputou uma partida pela seleção do Taiti. Justamente a goleada de 10 a 0 sofrida para a Espanha no Maracanã. Aquele jogo em que Fernando Torres marcou quatro gols. Mas ao menos ele pode dizer que jogou no Maracanã e contou com o apoio da torcida brasileira pela simpática seleção taitiana.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

quinta-feira, 7 de abril de 2016

A canção que une Liverpool e Borussia Dortmund

Jürgen Klopp está longe de ser o único elo de ligação entre Borussia Dortmund e Liverpool, que se enfrentam nesta quinta-feira pelas quartas de final da Liga Europa. Quando subir no gramado do Westfalenstadion pela primeira vez como rival do clube alemão cuja torcida o idolatra, não será surpresa se Klopp ouvir os dois lados da arquibancada cantando "You'll never walk alone".
A canção que virou uma espécie de hino informal do clube da terra dos Beatles também é conhecida por ser cantada pelos torcedores do Dortmund (e também do Celtic, da Escócia). Mas como uma música de Rodgers e Hammerstein feita para um musical da Broadway de 1945 foi parar nas arquibancadas inglesas, alemãs e escocesas?
Para contar essa história precisamos voltar aos anos 60 do século passado. Muito depois, portanto, do sucesso do musical "Carousel". Em 1963, havia um grupo de Liverpool que estava fazendo muito sucesso na cidade. E não estou falando dos Beatles, que lançariam os seus primeiros dois álbuns justamente neste ano: "Please Please Me" e "With the Beatles".
A banda que atingiria o topo das paradas por um mês era o Gerry and the Pacemakers com a música "You'll never walk alone", canção muito popular no pós-guerra e que foi regravada por vários artistas famosos como Frank Sinatra, Judy Garland e Elvis Presley.
Em 1964, torcedores do Liverpool começaram a cantar a música que diz que "você nunca caminhará sozinho" no estádio, alternando-a com uma versão de "She loves you", dos Beatles. Mas ela começou a ganhar popularidade quando foi divulgada numa gravação da BBC mostrando a torcida cantando.
Acabou vindo do então comentarista da BBC, Kenneth Wolstenholme, a definição de que "You'll never walk alone" era uma espécie de hino, uma assinatura da torcida depois que ele viu os torcedores cantando a música na final da Copa da Inglaterra de 1965, contra o Leeds United, em Wembley.
A partir daí, música, torcida e clube ficaram cada vez mais ligados. Tanto que o lendário treinador Bill Shankly gostava muito dela. Dois anos antes, ele havia recebido do próprio Gerry Marsden, uma gravação de sua banda com o hit. Ou seja, antes mesmo de a torcida começar a cantá-la em Anfield.
Uma das lendas envolvendo o poder da música sobre o Liverpool remete ao ano de 2005, ano da conquista do quinto título europeu do clube. Quando o Liverpool foi para o vestiário perdendo de 3 a 0 para o Milan, ninguém acreditava que o time inglês pudesse reagir e faturar o título. Ou melhor, quase ninguém. Porque o estádio Atatürk os torcedores começaram a cantar a música sem parar no intervalo, algo que foi definitivo para a reação do time segundo o seu capitão, Steven Gerrard.
- Você pensa que os seus sonhos estão destruídos, você está esperando pelo apito final do intervalo e esperando um coro de vaias. Você está para baixo. Você se coloca para baixo. E então, você ouve o coro de 'You'll never walk alone', provavelmente o mais alto e emocionante que já ouvi como jogador - lembrou Gerrard.
Mas como a canção chegou até a Alemanha e até Dortmund? Dizem que os primeiros a cantá-la foram os torcedores do St. Pauli em 1991. Três anos depois, a banda de Hamburgo Rubbermaids lançou uma versão da música na Alemanha. 
Naquela altura e há muito tempo, "You'll never walk alone" já tinha sido um hino adotado pelos torcedores do Celtic.
A canção, no entanto, começou a ficar mais comum na Alemanha quando torcedores do Kaiserslautern e do Bayer Leverkusen começaram a adotá-la. Até então, a grande maioria dos torcedores alemães não sabiam que ela tinha ligação com o Liverpool ou o Celtic. Lembremos, era uma era pré-internet.
E foi justamente em um jogo do Borussia Dortmund contra o Celtic que a torcida do clube alemão passou a adotar a canção. A partida aconteceu na temporada 1992-93 e era válida pela Copa da Uefa. Antes do jogo, os torcedores das duas equipes se reuniram no centro da cidade e provavelmente foi lá que eles aprenderam a música e começaram a cantar.
A partir daí, virou um hino também do Borussia Dortmund.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Técnico diz que Rangers não pode repetir erros

Foram quatro anos amargando em divisões inferiores. Incluindo uma temporada na quarta divisão e outra na terceira. Mas finalmente o torcedor do Rangers pode celebrar o seu retorno para a elite. A classificação foi garantida nesta terça-feira depois que o time derrotou o Dumbarton por 1 a 0. 
Agora o Rangers poderá se preparar para a disputa da primeira divisão escocesa na próxima temporada, quando espera não repetir os erros que o fizeram entrar numa grave crise financeira que o fez entrar em falência e causou o seu rebaixamento na temporada 2011-12.
Para o técnico Mark Warburton, o time agora precisa contratar quatro ou cinco jogadores para ser competitivo na elite, onde voltará a enfrentar o seu grande rival, o Celtic.
- Estamos construindo uma equipe jovem e atingimos nosso primeiro objetivo, que era voltar para a elite. Mas para ser honesto, ainda há muito trabalho a fazer. Precisamos de quatro ou cinco (novos jogadores) e acredito que vamos perder uns dois. Tudo é uma questão da qualidade nas contratação e se formos certeiros ficaremos bem - analisou Warburton.
O técnico foi o grande responsável pelo sucesso do Rangers na atual temporada. Depois de passar com facilidade pela quarta e pela terceira divisão nas temporadas 2012-13 e 2013-14, o clube não obteve o acesso direto na sua primeira temporada na Série B. Perdeu as vagas diretas para o Hearts e para o Hibernian, que foram rebaixados no ano anterior, e, nos playoffs, foi eliminado pelo Motherwell, penúltimo colocado da elite.
Foi a grande frustração do torcedor do Rangers, que sonhava com o retorno imediato e teria que amargar mais um ano longe da elite. 
Mas na segunda tentativa, o clube contratou Warburton, que tivera sucesso ajudando o Brentford a subir para a segunda divisão. O técnico ajudou a contratar jovens por empréstimo de clubes ingleses e conduziu o time em uma campanha sem sustos. O Rangers garantiu o título com 17 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o Falkirk. Foram apenas três derrotas em 32 partidas.
Faltam quatro rodadas para o término da competição, mas a partir de agora é só festa para o Rangers que já conta os dias para voltar a disputar um clássico contra o velho rival Celtic. O que acontecerá mais cedo do que o torcedor imagina, pois os times têm um encontro marcado no dia 17 de abril, no Ibrox Stadium, pela semifinal da Copa da Escócia.
Será apenas o segundo duelo entre os dois desde o rebaixamento do Rangers. Na temporada passada, o Rangers perdeu para o rival por 2 a 0 também pela semifinal da Copa da Escócia. Agora terá a chance de revanche.
- Não podemos esquecer que o Celtic tem quatro ou cinco anos de primeira divisão e tem um elenco com jogadores internacionais. Nosso trabalho é reconhecermos onde estamos e o que temos que fazer para reduzir a distância - afirmou Warburton.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Prefeito quer mudar nomes de ruas de Leicester

O sucesso do Leicester City e a proximidade da conquista do inédito título da Premier League está mexendo com a cidade inglesa que fica a 143 km da capital Londres. Tanto que o prefeito da cidade fez uma promessa ao time comandado por Claudio Ranieri. Se o Leicester confirmar o título nacional que seria o primeiro dos seus 132 anos de história na elite inglesa, ele pretende renomear algumas ruas da cidade para homenagear os campeões.
- O Leicester sempre honrou suas estrelas do esporte no passado. Há uma área em homenagem a golfistas e também uma Lineker Road - lembrou Sir Peter Soulsby, em referência ao ex-atacante Gary Lineker, torcedor do Leicester e clube onde começou a carreira na década de 70.
Soulsby está empolgado com a campanha do clube e diz que não vê problema em nomear de Vardy, o centroavante artilheiro do time, ou Morgan, o jamaicano que é capitão do clube, às ruas da cidade.
- Tem sido um esforço verdadeiro da equipe (a campanha na Premier League). Assim como podemos ter uma via Vardy, podemos ter uma rua Schmeichel, uma rua Drinkwater ou uma avenida Ranieri - garantiu.
O Leicester está com sete pontos de vantagem sobre o Tottenham, segundo colocado do Campeonato Inglês. No domingo, o time visita o Sunderland no Stadium of Light.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Há um ano, Leicester lutava contra o rebaixamento

A tabela da Premier League há um ano | Reprodução
Como um verdadeiro conto de fadas, o Leicester City experimentou no intervalo de um ano uma mudança radical na sua vida. Há exatos 12 meses, o time sensação do Campeonato Inglês experimentava as agruras da lanterna da Premier League. Em abril de 2015, o Leicester estava na última posição com apenas 19 pontos. O time estava a sete pontos do Sunderland, o primeiro time fora da zona de rebaixamento.
Ao fim da temporada, o Leicester conseguiu escapar do rebaixamento ao terminar em 14º lugar com 41 pontos. 
A partir daí, tudo mudou. O técnico Claudio Ranieri foi contratado e o clube comandado pelo bilionário tailandês Vichai Srivaddhanaprabha (é esse mesmo o nome!) surpreendeu os favoritos do futebol inglês com uma campanha impressionante.
A seis rodadas do fim da Premier League, o Leicester lidera com sete pontos de vantagem sobre o Tottenham, o segundo colocado. O clube está muito perto de conquistar o primeiro título inglês de seus 132 anos de existência.


- Todos estavam esperando pelo nosso jogo depois do empate entre Liverpool e Tottenham e demos uma boa resposta. Se eu estou nervoso? Não. Eu sou muito calmo. Acreditamos no que estamos fazendo. Sabemos que tem sido uma temporada mágica. Sabemos que a próxima temporada não será como esta, então precisamos dar o nosso melhor - disse Ranieri.
O técnico lembrou que o time está perto de um feito, a vaga na Liga dos Campeões da próxima temporada.
- Times gigantes, times melhores, podem vencer por 3 a 0 ou 4 a 0. Nós temos que lutar pelo 1 a 0. E é por essa razão que estamos focados em fazer as coisas do nosso jeito. Estamos muito perto de atingir (a vaga) na Liga dos Campeões. É isso. Mais duas ou três semanas, e estaremos na Liga dos Campeões com certeza. Mas se a diferenã é de seis, cinco, um ou sete pontos, não importa. O importante é como reagimos, como jogamos. É o que eu quero deles (os jogadores). Quando eles me dão tudo, seus corações e almas, eu fico feliz - encerrou Ranieri.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Chelsea confirma a contratação de Antonio Conte

Vinte dias depois de a federação italiana de futebol confirmar sua saída do comando da seleção após a disputa da Eurocopa da França, foi revelado neste domingo o destino de Antonio Conte. O técnico assumirá o Chelsea a partir da próxima temporada.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira pelo clube inglês. Conte assinará contrato de três anos e começa a trabalhar na equipe de Londres imediatamente após a participação da Itália na Euro, que será disputada entre os dias 10 de junho e 10 de julho.
O treinador italiano de 46 anos terá sua primeira experiência fora do seu país. Antes da seleção, Conte comandou Arezzo, Bari, Atalanta, Siena e Juventus, onde conquistou três títulos italianos e duas Supercopas da Itália.
- Estou empolgado com a possibilidade de trabalhar no Chelsea. Estou orgulhoso de ser técnico da seleção do meu país e apenas um papel tão atraente como técnico do Chelsea poderia se seguir a isso. O Chelsea e o futebol inglês são vistos em todo lugar, os fãs são apaixonados e a minha ambição é ter mais sucesso após as vitórias que obtive na Itália - disse o treinador.
Conte disse ainda que o anúncio foi positivo para acabar com a série de especulações envolvendo o nome dele.
- Agora eu continuarei focado no meu trabalho na seleção italiana e vou me reservar ao direito de fazer sobre o Chelsea de novo apenas depois da Euro - afirmou.
Conte será o quinto treinador italiano a comandar o Chelsea. Antes dele, estiveram no clube Gianluca Vialli, Claudio Ranieri, hoje treinador da sensação Leicester City, Carlo Ancelotti e Roberto Di Matteo, que deu ao clube seu título europeu.
Vialli, Ranieri e Ancelotti têm em comum com Conte o fato de terem passado pelo Chelsea. 
Conte irá substituir o holandês Guus Hiddink, que assumira o Chelsea apenas como interino após a saída de José Mourinho no ano passado.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Jogador é expulso na Austrália enquanto recebia atendimento médico

Berisha recebe o cartão vermelho ainda deitado no gramado | Reprodução
Esta é uma das expulsões mais bizarras da história do futebol. O atacante Besart Berisha, do Melbourne Victory, recebeu o cartão vermelho do árbitro enquanto era atendido pelos médicos após ser agredido em uma partida contra o Wellington Phoenix pelo campeonato da Austrália.
O lance aconteceu ainda no primeiro tempo da partida. O Melbourne já vencia por 2 a 0 quando Berisha levou uma cotovelada na nuca do zagueiro Ben Sigmund em uma disputa de bola no meio do campo e caiu no gramado. 
Berisha caiu no gramado sentindo muita dor e o árbitro chamou o médico do Melbourne para atendê-lo. Ainda estirado no gramado, o atacante reclamou de ter levado uma cotovelada. 
Enquanto o médico verificava se o atacante tinha sofrido uma concussão, um jogador do Phoenix se aproxima e reclama de algo, provavelmente de o jogador estar fazendo cera. Berisha se irrita e tenta dar um chute no rival. O árbitro vê a tentativa de agressão e decide expulsar o atacante, que ainda estava deitado no gramado.
- O tratamento que Besart recebeu é inaceitável. Seu crime foi ter levado uma cotovelada na cabeça - disse o técnico Kevin Muscat, revoltado.
Curiosamente, o jogador que deu a cotovelada em Berisha continuou no gramado. Ao menos, o Melbourne goleou o Phoenix por 4 a 1.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Um clássico mais decisivo para o Real Madrid

Poucos jogos de futebol têm tanto apelo e são capazes de parar boa parte do planeta na frente de uma televisão quanto um Barcelona x Real Madrid. Mesmo espremido entre a data Fifa da última semana e os vindouros confrontos de terça e quarta-feira pelas quartas de final da Liga dos Campeões da Europa contra Atlético Madrid e Wolfsburg, respectivamente, o clássico de hoje, às 15h30m (de Brasília), no Camp Nou, desperta enorme interesse e tem um caráter decisivo principalmente para o time comandado por Zinedine Zidane.
A oito rodadas do fim da temporada, o Real está dez pontos atrás do Barça. Se perder dará um adeus definitivo ao título, por mais que a matemática contrarie os fatos apresentados em campo, onde se viu um time catalão mais equilibrado e exibindo um futebol superior aos madridistas em toda a temporada. Quem estará acompanhando este jogo com especial atenção é o rival dos dois, o Atlético Madrid. Segundo colocado com nove pontos a menos do que o Barcelona, o time de Simeone tentará vencer o Bétis mais cedo, às 11h (de Brasília), para depois só torcer para que o seu rival da cidade o ajude a diminuir a diferença para o líder.
30º DUELO DOS CRAQUES
Falar em Barcelona x Real Madrid significa inevitavelmente falar da maior rivalidade do futebol atual. Depois de marcarem gols e ajudarem as suas respectivas seleções a vencerem na terça-feira passada, Messi e Cristiano Ronaldo se enfrentarão pela 30º vez. Um confronto em que o craque argentino leva ampla vantagem. São 14 vitórias de Messi e oito de Ronaldo. Em número de gols no duelo eles estão parecidos: são 17 do argentino e 16 do português. 
Nem muita coisa mudou desde que os dois se enfrentaram pela primeira vez em novembro de 2009. Na ocasião, o Barcelona venceu por 1 a 0, gol de Ibrahimovic. Se o sueco não está mais no clube, o Barcelona então comandado por Guardiola manteve mais de meio time titular daquela partida: Daniel Alves, Piqué, Busquets, Messi e Iniesta. No Real Madrid, seis jogadores estavam naquele primeiro confronto entre os craques. Além do português, estavam em campo no time do então técnico Manuel Pellegrini, Sérgio Ramos, Pepe. Arbeola, Marcelo e Benzema, que entrou no decorrer do jogo.
Desde que foi para o Real Madrid, Ronaldo enfrentou Messi em 24 oportunidades. E a sua desvantagem é grande. São apenas seis vitórias, contra 12 de Messi. Terceiro maior artilheiro da história do clássico, Ronaldo marcou 15 gols. Messi tem um gol a menos neste período. 
Para Messi, a partida pode ser especial. Ele está a um gol de marcar o seu 500º na carreira.
- Seria um lindo cenário atingir esta marca contra o Real Madrid - afirmou o camisa 10, maior artilheiro da história do clássico com 21 gols.
HOMENAGEM A CRUYFF
Se no lado do Real, o discurso é o de vencer ou vencer a qualquer custo, na Catalunha a vontade não será menor. Mas o Barcelona quer vencer ao seu estilo, exibindo um jogo bonito para homenagear o seu grande mentor. Johan Cruyff faleceu na semana passada vítima de um câncer no pulmão e será homenageado no Camp Nou.
- A melhor homenagem a Cruyff é fazer tudo o que ele nos ensinou. Queremos ganhar para dedicar a ele - disse Iniesta.

Iniesta é uma das estrelasde um clássico recheado de craques. Além do meia, o Barcelona ainda terá em campo o trio Messi, Suáreze Neymar, que desde a temporada passada aterroriza defesas adversárias e vem ajudando o time a manter uma invencibilidade de 39 partidas. Em uma temporada que mostrou irregularidade em campo e já foi obrigado a trocar de técnico com a saída de Rafa Benitez e a chegada de Zidane, o Real não exibe números tão superlativos, mas nunca se deve duvidar do potencial de um time que tem jogadores do talento de Cristiano Ronaldo, Gareth Bale, Benzema e James Rodriguez.
Para Zidane, esta é uma partida para o trio BBC brilhar e para o Real apagar a péssima impressão do primeiro turno, quando foi goleado por 4 a 0 em pleno Santiago Bernabéu.
- Não falei sobre esta partida com os meus jogadores. O que posso dizer é que temos uma ideia de jogo e vamos tentar executá-la.
Pelo menos no discurso, não existe a palavra revanche no Real Madrid.
- Vemos como uma oportunidade bonita de ganhar uma partida. É o momento de seguir com confiança e passo firme até o objetivo que queremos. Sabemos que a liga é difícil, mas é preciso seguir com o espírito de luta que caracteriza esse clube - disse o goleiro Keylor Navas, que mais uma vez terá que encarar o trio MSN. 
- Não posso dizer se um é mais perigoso que o outro. Temos que respeitar todos. 
Para Iniesta, os 4 a 0 do primeiro turno ficaram apenas na história. O jogo de hoje será completamente diferente.
- É outra situação. As duas equipes se conhecem muito bem. Espero que seja uma partida bonita e que possamos desfrutar dela - encerrou.

(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Luis Enrique diz que vitória no clássico seria golpe definitivo no Real

É inegável que o clássico deste sábado no Camp Nou será mais decisivo para o Real Madrid do que para o Barcelona. Líder do Campeonato Espanhol com dez pontos de vantagem sobre o rival, o time catalão pode tirar de vez o Real da disputa se vencer a partida. É o que acha o técnico Luis Enrique.
- Seria o golpe definitivo no Madrid e o Atlético passaria a ser o único rival pela liga. Mas temos que vencer - disse.
Para o treinador, o clássico não será uma batalha entre os tridentes do Barcelona (Messi, Suárez e Neymar) e do Real Madrid (Benzema, Bale e Cristiano Ronaldo).
- Mais do que uma partida de tridentes, é uma partida de equipes. Os atacantes precisam de uma boa movimentação, assistências, ser ajudados na pressão. É preciso ser uma equipe compacta, completa e competente.
O técnico disse que o clássico chega em um grande momento e que o tipo de partida que não o deixa preocupado com o estado físico dos jogadores, pois todos vão dar o máximo para jogar e para fazerm um grande jogo em campo.
Ao comentar a possibilidade de Messi chegar aos 500 gols na carreira nesta partida, Luis Enrique brincou que esta é uma soma incrível até mesmo para se obter em treinamentos. Messi está a um gol da marca.
- São cifras de outra galáxia. Nem somando os treinamentos de muitos (jogadores), eles conseguem. E eu me incluo nisso. Vi o rosto de Léo e do resto. Eles estão loucos para conseguir a vitória.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Barcelona tem sequência de clássicos para igualar marca da Juventus

Já são 39 jogos sem perder, uma invencibilidade que dura desde outubro do ano passado, quando foi derrotado pelo Sevilla por 2 a 1. Agora o Barcelona se aproxima de uma marca expressiva. O clube está a quatro jogos de igualar a marca da Juventus, que ficou invicta por 43 partidas entre 2011 e 2012.
Mas para atingir este feito, o time de Luis Enrique terá uma dura sequência de clássicos. O primeiro será neste sábado, quando a equipe recebe o Real Madrid no Camp Nou. Logo depois, na terça-feira, o clássico será contra o Atlético de Madrid, também no Camp Nou, mas pelas quartas de final da Liga dos Campeões da Europa.
O Barcelona ainda terá que sobreviver a um jogo fora de casa contra a Real Sociedad, pelo Campeonato Espanhol, e contra o Atlético de Madrid, no Vicente Calderón, pela Liga dos Campeões. 
Se ao menos empatar estas partidas, o time voltará ao Camp Nou para tentar celebrar o recorde contra o Valencia, no dia 17 de abril.
A marca de 43 jogos da Juventus é a maior entre as cinco grandes ligas do futebol europeu (Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França), mas o Barcelona ainda está longe do recorde de invencibilidade do futebol. Um número, aliás, difícil de apurar. Segundo o jornal inglês "Guardian", o Celtic detém essa marca ao ficar 62 jogos invicto entre 1915 e 1917.
Mas ao fazer um ranking, o jornal, no entanto, não cita as invencibilidades de 52 jogos de Botafogo e Flamengo entre 1977 e 1978 e entre 1978 e 1979, respectivamente.
Há quem diga também que o Steaua Bucaresti ficou 104 jogos invicto entre 1986 e 1989, mas esse número se resume apenas aos jogos das ligas dentro da Romênia. Quando entrou em campo pela antiga Copa dos Campeões, o time foi derrotado.
Certo é que o Barcelona ainda tem que remar um pouco mais para atingir marcas de outros times que também exibem invencibilidades comprovadamente maiores do que as da Juventus.
É o caso do Dínamo Zagreb, que ficou 45 partidas invicto entre 2014 e 2015. Ou do ASEC Mimosas, da Costa do Marfim, que ficou 52 jogos invicto em 1990. Ou mesmo do brasileiro Santos e do uruguaio Peñarol, que ficaram 54 partidas sem perder entre 1960 e 1963 e 1965 e 1968, respectivamente.
Mais recentemente, o Al Ahly, do Egito, ficou 55 jogos invicto. A equipe só foi derrotada quando perdeu para o Sydney FC no Mundial de Clubes de 2005.
PERTO DO FOREST
Se não perder para o Real Madrid no domingo, o Barcelona de Luis Enrique já igualará a marca de 40 jogos do lendário Nottingham Forest de Brian Clough de 1978.
Depois, o Barça precisará de duas partidas para igualar o Milan de Fabio Capello, que ficou 42 jogos invicto entre 1991 e 1992.
Não faltam desafios para o Barcelona do trio Messi, Suárez e Neymar. Resta saber se alguém será capaz de interromper a sequência invicta desse time que vem fazendo história.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)