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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Bayern inicia sua 'missão impossível contra o Barcelona'

Pouco mais de dois meses depois do fim da fase de grupos, a Liga dos Campeões da Europa recomeça nesta terça-feira com os dois primeiros jogos das oitavas de final do torneio. Em campo, o Bayer Leverkusen desafia o atual campeão Barcelona na primeira partida disputada na BayArena, na Alemanha.
O desafio do time alemão é dos mais ingratos. Melhor time do mundo, é verdade que o Barcelona não tem a mesma eficiência exibida nas últimas três temporadas. No sábado, o time foi derrotado pelo Osasuna em Pamplona e viu no domingo a diferença para o Real Madrid no Campeonato Espanhol subir para dez pontos.
O atual Barça não tem o mesmo apetite para jogos menores da Liga, mas a equipe alemã se engana se vai enfrentar o mesmo time que tem entrado em campo contra as equipes menores da Espanha. O time de Guardiola tem especial interesse em grandes jogos e a Liga dos Campeões é o torneio que ela quer vencer nesta temporada.
Do outro lado, um Bayer Leverkusen que vem sendo bem discreto neste ano. O time ocupa uma modesta sexta posição no Campeonato Alemão com 31 pontos, dez abaixo da zona de classificação para a próxima Liga dos Campeões e a 15 do líder da Bundesliga. Hoje o Bayer estaria classificado para a Liga Europa, mas vê sua posição ameaçada por Hannover (31 pontos), Wolfsburg (27), Stuttgart (26) e Hamburgo (26).
Na Champions, se classificou para as oitavas sem brilho. Foi segundo colocado no grupo E, atrás do Chelsea. Recontratado na temporada passada, o veterano Michael Ballack, de 35 anos, era para ser o grande nome do time, mas teve lesões, pouco jogou (foram apenas 16 jogos nesta temporada) e pode até não continuar no clube na próxima temporada. Uma lesão muscular, aliás, o tirou desta partida.
O artilheiro do time na Liga dos Campeões é Erin Derdyok, com dois gols. Ambos foram marcados nas duas últimas rodadas da primeira fase e garantiram a vitória sobre o Chelsea por 2 a 1 e o empate com o Genk por 1 a 1. Com seis gols, Derdyok também é o goleador da equipe na Bundesliga. No entanto, ele não começa uma partida desde o jogo contra o Mainz 05 no dia 22 de janeiro e não estará em campo hoje por causa de uma lesão.
Outros destaques do Bayer são o meia e capitão Simon Rolfes e o atacante Kiessling. O brasileiro Renato Augusto atuou apenas em dois jogos na primeira fase porque teve que passar por uma artroscopia no joelho esquerdo. No fim de semana, na derrota para o Borussia Dortmund, ele ficou no banco, mas entrou no segundo tempo. Possivelmente, o técnico Robin Dutt deve mantê-lo entre os reservas.
- Todos precisam trabalhar duro. Temos que trabalhar duro para seguirmos em frente. Todos nós. Não teremos muitas chances contra eles - afirmou o treinador.
No Barcelona, Guardiola deixou claro que o time está "defendendo o seu título". Na derrota para o Osasuna, Xavi e Iniesta foram poupados e Fàbregas entrou apenas no segundo tempo. Agora os três entram em campo assim como Messi. O melhor do mundo e artilheiro da Liga dos Campeões com seis gols (ao lado de Mário Gomez, do Bayern de Munique) é presença garantida em campo. A dúvida é Sérgio Busquets, que sofreu um acidente quando seguia para a concentração no Camp Nou.
- Nossa performance no segundo tempo (contra o Osasuna) é o precisamos para defender o título da Liga dos Campeões - disse Guardiola.
No outro jogo do dia, o Lyon recebe a surpresa da primeira fase, o APOEL, do Chipre.
Bayer Leverkusen x Barcelona
Local: Estádio BayArena
Árbitro:
Horário: 17h45m
Bayer Leverkusen: Bernd Leno, Corluka, Schwaab, Friedrich e Kadlec; Reinartz, Gonzalo Castro, Rolfes e Bender; Schürrle e Kiessling. Técnico: Robin Dutt.
Barcelona: Victor Valdés, Daniel Alves, Puyol, Piqué e Abidal; Xavi, Busquets (Mascherano) e Iniesta; Alexis Sanchez, Messi e Fàbregas. Técnico: Guardiola.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Zâmbia e a sua vitória de cinema

O futebol (e por que não o esporte?) é sensacional por causa de histórias que volta e meia surgem e emocionam quem é fã do esporte independentemente de paixões clubísticas. Neste domingo, a seleção de Zâmbia foi a protagonista de um roteiro cinematográfico com final tocante bem ao gosto das grandes produções hollywoodianas com o título da Copa Africana de Nações por 8 a 7, nos pênaltis, após o empate em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação contra a Costa do Marfim.
Para entender é preciso voltar no tempo. No dia 27 de abril de 1993 um avião Buffalo DHC 5-D da Força Aérea do país saiu de Lusaka, capital de Zâmbia, em direção a Dakar, no Senegal, onde aquela que era considerada a grande geração do futebol zambiano jogaria pelas eliminatórias da Copa do Mundo dos Estados Unidos, em 1994. A rota previa três paradas para abastecimento. Primeiro no Congo, depois no Gabão e por fim na Costa do Marfim antes de chegar no Senegal.
O avião nunca sequer chegaria a Abidjan, capital marfinense. Quando sobrevoava Libreville, uma falha provocou um incêndio e a queda da aeronave numa praia da capital gabonesa matando 18 jogadores e a comissão técnica de Zâmbia. Era o fim do sonho americano numa das maiores tragédias da história do futebol.
Capitão daquele time e grande nome da seleção, Kalusha Bwalya não estava no voo porque jogava pelo PSV e sairia da Holanda direto para o Senegal. Coube a ele liderar uma heroica e totalmente reformulada seleção no ano seguinte ao vice-campeonato da Copa Africana. Mas a derrota para a Nigéria por 2 a 1 não era o ponto final dessa história.
Dezenove anos se passaram desde o acidente. Aposentado, Bwalya, agora presidente da Federação de Futebol da Zâmbia, levava o seu país para uma Copa Africana que já era surpreendente por não contar com nomes como Egito, Camarões e Nigéria. Mas sua equipe era, perdão pelo clichê, uma zebra num torneio em que despontavam como favoritos para decidir o título Gana e Costa do Marfim e tinha um Senegal correndo por fora.
No comando do time que tem apenas um jogador de um clube de primeira divisão da Europa – o jovem Mayuka, de 21 anos, do Young Boys, da Suíça – o francês Hervé Renard. Aos 43 anos, com pinta de ator de filme francês, Renard voltava a comandar a seleção após dirigir sem muito sucesso Angola em 2010 e uma passagem rápida em 2011 pelo USM Alger, da Argélia. Desconhecido no mundo do futebol, o ex-zagueiro cujo momento mais marcante na carreira foram os sete anos jogando no Cannes, nunca conquistara um título, mas apostou numa equipe jogando um futebol um pouco, digamos, mais “moleque”, como as seleções africanas de antigamente e em talentos como Mayuka e o capitão Christopher Katongo, de 29 anos, para decidir. A escolha não poderia ter sido mais acertada. Os dois marcaram juntos seis gols (três de cada um) e terminaram a Copa Africana como artilheiros ao lado de outros cinco jogadores. Katongo ainda foi eleito o melhor jogador da competição.
Zâmbia eliminou um a um os favoritos ao título. Primeiro passou como líder do grupo A com direito a uma vitória sobre Senegal por 2 a 1. Grande decepção do torneio, os senegaleses de Moussa Sow e Demba Ba foram eliminados na primeira fase. Nas quartas de final, uma tranquila vitória sobre o Sudão por 3 a 0.
Era chegada a hora da semifinal. O jogo contra Gana no estádio de Bata, na Guiné Equatorial, foi tenso. E poderia ter sido vencido pelos ganeses se não fosse o pênalti perdido pelo astro do time Asamoah Gyan. No segundo tempo, Mayuka fez o gol em praticamente o único lance de ataque que Zâmbia teve e classificou sua seleção para a final.
A decisão traria de volta as lembranças da tragédia. Pela primeira vez Zâmbia jogaria em Libreville, no Gabão. Os jogadores visitaram a praia onde a seleção de 1993 morrera e Hervé Renard usou todo o componente emocional para motivar ainda mais o seu time. Disse que estava escrito que Zâmbia seria campeã e que o time jogaria pelos mortos daquele acidente aéreo.
Se deu certo ou não, não sei dizer. Mas Zâmbia fez um jogo gigante contra a Costa do Marfim na decisão. A torcida estava claramente a seu favor, talvez sensibilizada pela história do país ou pela natural tendência em torcer para o mais fraco. Afinal, do outro lado havia o time de dos astros Drogba, Kalou, Kolo Touré e Yaya Touré, todos jogadores de destaque no futebol europeu.
Mais uma vez Zâmbia viu o rival ter um pênalti contra. Mais uma vez o astro da vez foi para a cobrança. A bola de Drogba foi parar longe e manteve viva a esperança do time e do país de conquistar o seu primeiro título. Mas era preciso passar pelos 90 minutos do tempo normal, por mais 30 minutos de prorrogação e um total de 16 cobranças de pênalti até que Sunzu fizesse o gol da vitória. Antes Gervinho isolara uma cobrança diante do goleiro Mweene.
Zâmbia era finalmente campeã. Finalmente e de forma emocionante se coloca na galeria dos campeões africanos depois de duas bolas na trave em 1974 e 1994. E o seu roteiro está pronto. Só falta filmar.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Mayuka, o jovem destaque da seleção de Zâmbia

Numa Copa Africana em que se esperava que nomes como Asamoah Gyan (Gana), Keita (Mali) e Moussa Sow e Demba Ba (Senegal) brilhassem junto com Didier Drogba, o grande destaque da competição, junto com o atacante marfinense do Chelsea, é o jovem Emmanuel Mayuka, de 21 anos.
Único jogador da surpresa Zâmbia a atuar em um time de primeira divisão da Europa - e apenas um dos dois que jogam no futebol europeu (o outro é o meia Chisamba Lungu, do Ural Oblast, da Rússia)  - Mayuka foi o responsável pelo gol da vitória de sua seleção na semifinal contra Gana.
Destaque de sua seleção, o jovem do Young Boys, da Suíça, é um dos artilheiros da Copa Africana com três gols. Ele divide as atenções do time com Christopher Katongo, também goleador do torneio. Mas é Mayuka que vem chamando a atenção por ser jovem e relativamente desconhecido dos principais centros.
O atacante joga no futebol suíço desde 2010, quando deixou o israelense Maccabi Tel Aviv após duas temporadas. Ele foi para o clube para substituir Seydou Doumbia, que enfrentará na decisão de domingo contra a Costa do Marfim e se transferira para o CSKA Moscou. No novo clube, marcou 16 gols em 43 jogos.
Ainda não conquistou títulos, mas neste fim de semana pode faturar a taça mais importante da sua carreira. O primeiro título africano da história de Zâmbia.
Vice-campeã em duas oportunidades em 1974 e 1994, Zâmbia pode conquistar o primeiro título de sua história na mesma Libreville, capital do Gabão, em que a seleção que era considerada a mais talentosa de sua história perdeu todos os seus jogadores num acidente aéreo.
Por isso a final de domingo será muito especial não apenas para Mayuka, como para toda seleção de Zâmbia, que na quinta-feira visitou a praia onde o avião caiu para prestar uma homenagem aos mortos no desastro aéreo daquele ano.
Mayuka joga na seleção desde 2007, mas a Copa Africana é a primeira competição em que ele se destaca. O gol contra Gana só chamou ainda mais a atenção para o jovem atacante.
- Realmente não sei descrever como foi que eu me senti. Eu estou realmente sem palavras. Especialmente depois da classificação para a final - disse Mayuka ao site "MTNFootball.com".
Mayuka estava no banco naquela partida. Entrou no segundo tempo para mudar a história com um gol no fim da partida.
- Quando eu peguei a bola, vi o zagueiro um pouco atrás e disse para mim mesmo que deveria chutar. Depois só agradeci a Deus e sabia que era o nosso dia.
Mayuka agora quer ajudar o time a ser campeão para depois talvez realizar o seu grande sonho: jogar no Manchester United.
- O meu sonho é jogar pelo Manchester United. Desde a minha infância, sou fascinado pelo estilo de jogo do clube. Nunca consigo parar de sonhar com isso - afirmou, no ano passado, ao site oficial da Fifa.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Ferguson não quer saber de seleção inglesa

A Inglaterra ainda está à procura de um técnico desde o pedido de demissão de Fábio Capello. Enquanto o interino Stuart Pearce se prepara para comandar o time no amistoso contra a Holanda e Harry Redknapp, o favorito de muitos desconversa sobre o caso, Alex Ferguson diz que não quer nem saber sobre o English Team.
Questionado nesta sexta-feira se gostaria de assumir o time, o escocês do Manchester United brincou:
- Me coloquem na Inglaterra para eu afundá-los. É uma boa ideia. Eu poderia rebaixá-los.
Depois da brincadeira, o treinador falou sério e defendeu a contratação de Redknapp, técnico do Tottenham.
- Harry é a pessoa certa. Tem experiência, apoio, personalidade e o conhecimento do jogo. Ele mudou a história de qualquer clube que esteve trabalhando até aqui, logo é a escolha certa - encerrou.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Giggs, o interminável

Se você achava que Ryan Giggs, 38 anos, iria se aposentar no fim desta temporada, guarde as homenagens por mais 12 meses. O interminável galês do Manchester United acaba de renovar contrato com o clube por mais uma temporada.
Giggs é recordista de partidas pelo clube com 898 jogos. O único lugar que ele atuou como profissional foi nos Red Devils. Desde a sua estreia em março de 1991 até hoje marcou 162 gols com a camisa do clube.
- Quando assinei meu primeiro contrato, nunca pensei que conseguiria jogar por 22 anos. Mas me sinto bem e sei que ainda posso contribuir com o time com mais títulos - disse.
Pelo United, Giggs conquistou 12 títulos ingleses, quatro Copas da Inglaterra, quatro Copas da Liga Inglesa, duas Ligas dos Campeões e dois Mundiais.
- Estou muito feliz de fazer parte disso - afirmou.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Zâmbia visita local do acidente que matou seleção de 1993

Os jogadores da seleção de Zâmbia visitaram nesta quinta-feira a praia em Libreville, no Gabão, onde caiu o avião que matou aquela que era considerada a grande geração da história do país, em abril de 1993.
Acompanhados do ministro do Esporte do país, Chisimba Kambwili, e do ex-jogador do país Kalusha Bwalya, os jogadores levaram flores para prestar um tributo às vítimas que morreram no acidente.
Bwalya fazia parte daquela seleção, mas não morreu porque seguiria da Holanda, onde defendia o PSV, para o Senegal em outro voo.
No próximo domingo, Zâmbia disputará a final da Copa Africana contra a Costa do Marfim. Será a terceira final da história da seleção, que busca o seu primeiro título. A final será em Libreville.
Após a vitória sobre Gana, que garantiu a classificação de Zâmbia para a final, o técnico da equipe, o francês, Herve Renard, disse que estava escrito que o time iria para a final.
- Vamos jogar em honra à memória das vítimas de 1993 - afirmou.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Redknapp ganha apoio de jogadores para assumir a seleção

Favorito da imprensa e agora de alguns jogadores. O técnico do Tottenham, Harry Redknapp, de 64 anos, ganhou o apoio de dois importantes atletas da seleção inglesa para assumir o comando do English Team no lugar de Fábio Capello.
Logo após o pedido de demissão do treinador italiano na quarta-feira, por discordar da posição da Federação Inglesa de tirar a faixa de capitão do time do zagueiro John Terry, o atacante Wayne Rooney foi o primeiro a se manifestar a favor de Redknapp.
- Triste pela saída de Capello. Boa pessoa e técnico top. Espero que um inglês o substitua. Harry Redknapp, para mim - disse Rooney, através de sua conta no Twitter.
Nesta quinta, foi a vez do zagueiro Rio Ferdinand, companheiro do "Shrek" no Manchester United, a fazer lobby pelo treinador do Tottenham.
- Precisamos de um treinador inglês agora. Não precisamos de ninguém perdido em traduções. Harry Redknapp seria a minha escolha - afirmou Ferdinand, também pelo Twitter.
Assumir a seleção inglesa seria uma virada e tanto para Redknapp. Acusado de receber 230 mil euros quando ainda comandava o Portsmouth entre 2005 e 2008, o treinador foi inocentado da acusação de evasão fiscal depois de três semanas de julgamento. Agora pode assumir o cargo mais alto do futebol inglês.
O treinador, no entanto, disse nesta quinta que "sequer pensou" sobre dirigir o English Team:
- Eu sequer pensei sobre isso. Eu tenho um trabalho a fazer. Tenho um jogo importante no sábado pelo Tottenham (contra o Newcastle, em White Hart Lane). O Tottenham é o meu foco. Eles (a Federação) vão tomar a decisão que eles querem tomar. Espero que seja a decisão correta para o país, mas o meu foco está todo no Tottenham.
Sobre o pedido de demissão de Capello, Redknapp disse que ficou "surpreso".
- Fiquei chocado. Surpreso. Não esperava isso. Sabíamos que ele deixaria o cargo no verão (após a Eurocopa), mas não esperava que acontecesse agora.
Enquanto a Inglaterra procura um técnico, Stuart Pearce, técnico do time sub-21 e da seleção britânica que disputará os Jogos Olímpicos, assumirá o time interinamente.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Real Madrid, ainda o mais rico do mundo

Pelo sétimo ano consecutivo, o Real Madrid é o clube mais rico do planeta. Foi divulgado nesta quinta-feira o novo levantamento da empresa de consultoria britânica Deloitte que apresenta os 20 clubes mais ricos do mundo. De acordo com a pesquisa, o Real Madrid arrecadou 479,5 milhões de euros (R$ 1,096 bilhão) no ano passado, 40,9 milhões de euros (R$ 93,4 milhões) a mais do que na temporada anterior.
Esta é a sétima vez consecutiva que o Real aparece no topo. Desde que o estudo foi criado, há 15 anos, apenas o time espanhol e o Manchester United lideraram a lista. O clube inglês foi o mais rico nos oito primeiros anos, um recorde que pode ser igualado pela equipe espanhola nesta temporada.
O estudo da Deloitte leva em conta três níveis de receita: bilheteria, patrocínios e merchandising e verba recebida por direitos de jogos de televisão. A receita do Real foi dividida da seguinte maneira: 123,6 milhões de euros (R$ 282,5 milhões) em bilheteria, 183,5 milhões (R$ 419,4 milhões) em cotas de transmissão de TV e 182,4 milhões (R$ 416,9 milhões) em direitos comerciais. A equipe da capital espanhola arrecadou um pouco menos com bilheteria (em 2011 foram 129,1 milhões), mas teve crescimento de 16% e 14%, respectivamente, nos outros tópicos.
Pelo terceiro ano consecutivo, o segundo lugar na lista de clubes mais ricos do mundo ficou com o rival do Real, o Barcelona. O clube catalão arrecadou 450,7 milhões de euros (R$ 1,030 bilhão), um aumento de 52,6 milhões de euros (R$ 120,2 milhões) em relação ao levantamento anterior. Pesou nesse crescimento, os 15 milhões de euros (R$ 34,3 milhões) de patrocínio com a fundação Qatar recebidos a partir da assinatura do contrato no meio do ano e os 51 milhões de euros (R$ 116,7 milhões) recebidos com o título europeu.
Com o crescimento, o Barcelona ameaça o Real no topo do ranking. A diferença do time de Guardiola para o de José Mourinho caiu de 40,5 milhões (R$ 92,5 milhões) para 28,8 milhões de euros (R$ 65,8 milhões). A maior parte da arrecadação do Barcelona veio mais uma vez com direitos de transmissão de TV. Foram 183,7 milhões (R$ 419,9 milhões) . O clube arrecadou ainda 156,3 milhões de euros (R$ 356,5 milhões) em direitos comerciais e 110,7 milhões de euros (R$ 253 milhões) em bilheteria.
Entre os dez primeiros da lista, não houve grandes alterações. O Manchester United é o terceiro colocado com 367 milhões de euros (R$ 838,8 milhões) arrecadados, seguido pelo Bayern de Munique, com 321,4 milhões de euros (R$ 734,6 milhões).
Arsenal, Chelsea e Milan mantiveram suas posições enquanto Inter de Milão e Liverpool inverteram de lugar. O time italiano arrecadou 211,4 milhões de euros (R$ 483,2 milhões) em 2011, enquanto a equipe inglesa arrecadou 203,3 milhões (R$ 464,7 milhões). Ambos arrecadaram menos em relação a 2010, mas a dos Reds foi maior porque o time não disputou a Liga dos Campeões da Europa, o que pesa muito na receita dos clubes.
Justamente por causa da sua participação na Champions, quando foi semifinalista, o Schalke 04 aparece na décima posição entre os times mais ricos. O clube alemão subiu seis posições e roubou o lugar da Juventus no top 10 com 202,4 milhões de euros (R$ 462,6 milhões). Foi a primeira vez que o time de Gelsenkirchen atingiu chegou ao top 10.
Já o novo rico Manchester City ainda não apareceu com destaque entre os mais ricos. Na pesquisa anterior, o clube que pertence a um sheik árabe ocupava a 11ª posição. Neste ano, perdeu o lugar para o Tottenham e caiu para o 12º lugar.
Entre os 20 mais ricos, aparecem três clubes que não estavam na lista do ano passado: Borussia Dortmund, Valencia e o Napoli. Eles entram no clube dos milionários nos lugares de Atlético de Madrid, Stuttgart e Aston Villa.
Apesar da perda do Aston Villa, a Premier League continua a ser a liga com os clubes mais ricos do planeta com seis representantes. Logo em seguida aparece a Itália com cinco clubes. Alemanha (quatro), Espanha (três) e França (dois) são os outros países com representantes.
Veja a lista completa com os valores arrecadados:
1 - Real Madrid - 479,5 milhões de euros (R$ 1,096 bilhão)
2 - Barcelona - 450,7 milhões (R$ 1,030 bilhão)
3 - Manchester United - 367 milhões (R$ 838,8 milhões)
4 - Bayern de Munique - 321,4 milhões (R$ 734,6 milhões)
5 - Arsenal - 251,1 milhões (R$ 573,9 milhões)
6 - Chelsea - 249,8 milhões (R$ 570,9 milhões)
7 - Milan - 235,1 milhões (R$ 537,3 milhões)
8 - Inter de Milão - 211,4 milhões (R$ 483,2 milhões)
9 - Liverpool - 203,3 milhões (R$ 464,7 milhões)
10 - Schalke 04 - 202,4 milhões (R$ 462,6 milhões)
11 - Tottenham - 181 milhões (R$ 413,7 milhões)
12 - Manchester City - 169,6 milhões (R$ 387,6 milhões)
13 - Juventus - 153,9 milhões (R$ 351,7 milhões)
14 - Olympique de Marseille - 150,4 milhões (R$ 343,7 milhões)
15 - Roma - 143,5 milhões (R$ 328 milhões)
16 - Borussia Dortmund - 138,5 milhões (R$ 316,5 milhões)
17 - Lyon - 132,8 milhões (R$ 303,5 milhões)
18 - Hamburgo - 128,8 milhões (R$ 294,4 milhões)
19 - Valencia - 116,8 milhões (R$ 266,9 milhões)
20 - Napoli - 114,9 milhões (R$ 262,6 milhões)
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Gato invade campo durante jogo do Liverpool

O jogo entre Liverpool e Tottenham pelo Campeonato Inglês seguia 0 a 0 quando, de repente, um gato invadiu o campo e passeou durante quase um minuto pelo gramado durante o clássico disputado em Anfield Road nesta segunda-feira.
Tirado pelos policiais que faziam a segurança durante o jogo, o gato imediatamente se tornou um hit na internet. Uma conta foi criada no Twitter com o nome "AnfieldCat" que até a publicação deste post já tinha mais de 40 mil seguidores.
Entre os "comentários" feitos pelo gato, estão lições para Fernando Torres aprender a fazer gol e rumores de uma proposta do Everton, rival da cidade do Liverpool, de contratá-lo.
Veja o vídeo com a invasão do gato:
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Clubes ingleses gastaram menos na janela de transferências

A janela de transferências de janeiro deste ano foi bem mais modesta para os clubes ingleses. Depois dos 225 milhões de libras torrados no ano passado, o mercado de inverno fechou com apenas 60 milhões de libras gastos em contratações. Uma queda de 70% em relação ao ano passado, quando Chelsea e Liverpool gastaram, sozinhos, 133 milhões de libras, contratando jogadores como Fernando Torres (50 milhões de libras) e Andy Carroll (35 milhões de libras).
- Após um ano em que se gastou uma grande quantia, os clubes da Premier League foram mais sóbrios nos gastos - disse à agência de notícias Reuters, Dan Jones, da empresa de consultoria Deloitte.
- Os 60 milhões de libras gastos em janeiro são similares aos dasa janelas de transferências de 2004 e de 2007 e ainda está atrás do investimento feito por clubes de outras ligas europeias.
No ano passado a Uefa já tinha alertado os clubes filiados para que resolvessem seus problemas com dívidas nos próximos três anos, sob pena de serem excluídos das competições da entidade.
- O foco na sustentabilidade financeira do futebol está mais presente no futebol do que em qualquer momento nos últimos 20 anos. E daqui para frente veremos um melhor equilíbrio entre receitas e despesas - disse Jones.
Chelsea, Queens Park Rangers e Newcastle foram os times que mais gastaram na janela com mais da metade do dinheiro gasto pelos clubes ingleses. O Newcastle contratou o atacante Papiss Cissé, do Freiburg, por 15,4 milhões de libras. O Queens Park Rangers tirou Bobby Zamora do Fulham.



Já o Chelsea, que no ano passado gastara  67,7 milhões de libras, contratou apenas o zagueiro Gary Cahill, do Bolton. E ainda perdeu Nicolas Anelka, que foi para o futebol chinês, e o zagueiro Alex, vendido ao PSG.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)