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sábado, 12 de novembro de 2011

Espérance é campeão na África

Agora só resta o campeão japonês para conhecermos todos os participantes do Mundial de Clubes de dezembro no Japão. Neste sábado, o Espérance, da Tunísia, derrotou o Wydad Casablanca por 1 a 0 e conquistou o título da Liga dos Campeões da Ásia.
Este foi o segundo título do Espérance, que já faturara o troféu em 1994. Pela primeira vez o time tunisiano vai disputar o Mundial.
Já estão classificados para o torneio o Santos (campeão da Libertadores), Barcelona (campeão europeu), Auckland City (campeão da Oceania), Monterrey (campeão da Concacaf) e o Al-Sadd (campeão asiático).
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Parabéns, Francescoli!

O futebol uruguaio vive um grande momento. Campeão da Copa América e líder das Eliminatórias sul-americanas, os torcedores da Celeste não param de comemorar. E neste sábado é mais um dia de festa. Hoje um dos maiores craques da história do país completa 50 anos. Trata-se de Enzo Francescoli, ídolo que até a glória de Diego Forlán e Luís Suárez neste ano tinha conduzido o Uruguai ao seu último título importante, a Copa América de 1995.
Naquela final, o Uruguai empatou com o Brasil por 1 a 1 e venceu nos pênaltis por 5 a 3. Um dos gols na disputa que garantiu à Celeste então seu 14ª título sul-americano foram marcados pelo craque.
Francescoli era um meia clássico e exímio cobrador de faltas. Para os que nunca o viram jogar, basta apenas saber que o craque é o ídolo de Zinedine Zidane. O francês, inclusive, deu ao seu filho o nome de Enzo em homenagem ao uruguaio. Enzo Zidane, aliás, também é jogador. Ele está com 16 anos e joga na base do Real Madrid.

Enzo Francescoli Uriarti começou a carreira no Wanderers, do Uruguai, mas foi no River Plate que ele começou a virar ídolo. Ele teve duas passagens pelo clube. Entre 1983 e 1986 conquistou um Campeonato Argentino. Mas foi na segunda passagem entre 1994 e 1997 que Francescoli conquistou seus maiores títulos. Foram quatro Campeonatos Argentinos (três Aperturas e um Clausura), uma Libertadores em 1996 e uma Supercopa em 1997.
Apelidado de "O Príncipe", Francescoli ainda jogou no Olympique de Marseille, onde conquistou um Campeonato Francês em 1990, e no Cagliari, da Itália.
Na Celeste, Francescoli ainda conquistou a Copa América de 1983 e 1987. Ele também disputou as Copas de 1986 e 1990.
O craque encerrou a carreira em 1997 jogando pelo River Plate, aos 35 anos. Uma de suas últimas partidas foi aquela contra o Vasco, pela Libertadores, do famoso gol do Juninho no Monumental de Nuñez.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Começa a corrida na África pelas cinco vagas no Brasil-2014

Começou nesta sexta-feira as Eliminatórias Africanas para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Nesta primeira fase, as 22 seleções piores colocadas no ranking do continente fazem um jogo de mata-mata. Os 11 vencedores avançam para a segunda fase, onde 40 seleções são divididas em dez grupos de quatro.
Eram 12 confrontos de mata-mata, mas a Libéria já garantiu o seu lugar na fase de grupos porque as Ilhas Maurício desistiram de disputar as Eliminatórias.
Dez jogos foram disputados nesta sexta. Quem ficou muito perto da segunda fase foi o Congo, que goleou São Tomé e Príncipe por 5 a 0. A Namíbia também está com uma mão na classificação depois de golear o Djibouti por 4 a 0,
Já o Quênia venceu as Ilhas Seychelles por 3 a 0 e também ficou perto da vaga.
Os jogos de volta serão disputados nas próximas terça e quarta-feira,
Outros resultados: Comoros 0 x 1 Moçambique, Eritreia 1 x 1 Ruanda, Suazilândia 1 x 3 República Democrática do Congo, Chade 1 x 2 Tanzânia, Guiné Equatorial 2 x 0 Madagascar, Guiné-Bissau 1 x 1 Togo e Lesoto 1 x 0 Burundi.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Luís Suárez entra para galeria que só tinha brasileiros

Não é todo dia que se faz três gols numa partida. Imagina então fazer quatro. Por isso que o atacante Luís Suárez tem muito o que comemorar. O jogador do Liverpool marcou todos os gols da goleada do Uruguai sobre o Chile por 4 a 0 nesta sexta-feira pelas Eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2014.
O show de Suárez em Montevidéu começou aos 42 minutos do primeiro tempo. Diante de um Chile esfacelado, que dispensará quatro jogadores por indisciplina na véspera da partida, o uruguaio fez outro aos 45, mais um aos 23 e fechou a conta aos 29 minutos do segundo tempo.
Com o feito, Suárez entrou para uma seleta galeria que só tinha jogadores brasileiros. Ele é o quarto jogador da história das Eliminatórias a fazer quatro gols em uma partida. O último que fez isso foi Romário, contra a Venezuela, em 2000.
Os outros jogadores que haviam marcado quatro vezes em Eliminatórias foram Zico, contra a Bolívia em 1977, e Careca, contra a Venezuela em 1989.
- Que grande partida. Estou muito feliz pela vitória e pelos quatro gols. Demos um passo muito importante para a classificação - disse Suárez.
Suárez e o Uruguai atual campeão da Copa América vêm muito bem nas Eliminatórias. O time lidera a competição com sete pontos, três a frente da Argentina que fez um papelão nesta sexta-feira.
Mesmo jogando diante de sua torcida os argentinos não passaram de um empate contra a Bolívia por  1 a 1. Marcelo Moreno, ex-Cruzeiro abriu o placar para os bolivianos enquanto Lavezzi empatou para os argentinos. Está feia a coisa para os hermanos.
Quatro seleções se classificam para o Mundial do Brasil em 2014. A quinta colocada disputa uma repescagem contra o quinto colocado da Ásia. 
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Irlanda coloca a mão na Euro-2012

Eu juro que o título não é nenhuma referência ao escândalo da eliminação da Irlandapara a Copa de 2010 (aliás, será que o papelão da França foi um ato dos deuses celtas?), mas, convenhamos, nem o mais pessimista leprechaun* acredita que os irlandeses vão ficar de fora da Eurocopa de 2012. 
Nesta sexta-feira, a equipe foi até a Estônia para fazer o jogo de ida da repescagem para a competição que será disputada no meio do ano que vem na Polônia e na Ucrânia e simplesmente não tomou conhecimento dos estonianos. Venceu por 4 a 0.
O destaque da partida foi o atacante Robbie Keane. Ele mesmo. Keane perdeu espaço no futebol inglês e foi ganhar dinheiro nos Estados Unidos, onde defende o Los Angeles Galaxy, time que estão na final da MLS. Pois o ex-centroavante do Tottenham marcou dois gols. Os outros foram marcados por Andrews e Walters. O mais impressionante é que esta goleada foi construída por um time treinado pelo italiano Giovanni Trapattoni, conhecido retranqueiro. Que momento.
Agora para se classificar a Estônia terá que vencer na Irlanda por cinco gols de vantagem. Tarefa difícil, mas, você sabe, sempre pode piorar. O time ainda não terá dois jogadores: os zagueiros Raio Piiroja e Andrei Stepanov, que foram expulsos. Ou seja, a menos que os estonianos queiram experimentar as cervejas de Dublin, assistir a um show do U2 ou conhecer a casa em que viveu James Joyce, não precisam nem entrar no avião.
Ao carimbar o passaporte, a Irlanda voltará a disputar uma competição internacional depois de dez anos. O último torneio que a seleção disputou foi a Copa do Mundo de 2002 na Coreia e no Japão. Na Euro, o jejum é ainda maior: desde 1988,
Quem também passou vergonha em casa e deve ver a Euro pela televisão é a Turquia.Os turcos receberam a Croácia em Istambul e levaram uma goleada de 3 a 0. Olic, Mandzukic e Corluka deixaram os croatas com a mão na vaga. Eles agora podem perder por até dois gols de diferença em casa.
Outra seleção que construiu uma boa vantagem foi a República Tcheca. Os tchecos receberam Montenegro e venceram por 2 a 0. Os gols foram de Pilar e Sivok, sendo que este saiu aos 47 do segundo tempo.
A repescagem que ainda não está perto de uma definição é a que envolve Bósnia e Portugal. O time de Dzeko recebeu nesta sexta-feira o de Cristiano Ronaldo e não saiu do 0 a 0. No jogo de volta, quem vencer ficará com a vaga.
Os jogos de volta serão na próxima terça-feira, dia 15.
*Nota do blogueiro: Leprechaun é um ser mitológico que faz parte do folclore irlandês. São pequenas criaturas consideradas guardiãs ou conhecedoras da localização de tesouros. Planeta que Rola também é cultura.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Iraque de Zico está a um empate da fase final na Ásia

O Iraque do técnico Zico está a um empate da fase final das Eliminatórias Asiáticas. Nesta sexta-feira, o time treinado pelo brasileiro derrotou a China por 1 a 0 em um jogo decisivo pelo grupo A da segunda fase do torneio. O gol da vitória foi marcado por Mahmoud.
Com a vitória, o Iraque está na segunda posição da chave com nove pontos. A líder com 12 é a Jordânia, que derrotou Cingapura por 2 a 0 e garantiu a sua vaga. Na próxima rodada, na terça-feira, o Iraque enfrentará a Jordânia fora de casa. Um empate classifica a seleção de Zico.
No grupo B, a Coreia do Sul chegou a dez pontos depois de derrotar os Emirados Árabes Unidos por 2 a 0. Os sul-coreanos ainda disputam com Líbano (sete pontos) e Kuwait (cinco). Os libaneses venceram o confronto desta sexta por 1 a 0.
No grupo C, Japão e Uzbequistão garantiram a vaga na fase final ao derrotarem o Tadjiquistão e a Coreia do Norte por 4 a 0 e 1 a 0, respectivamente. Japão e Uzbequistão estão com dez pontos.
No grupo D, Omã derrotou a Austrália por 1 a 0 e assumiu a terceira posição com quatro pontos. Os australianos ainda lideram a chave com nove pontos, A Arábia Saudita bateu a Tailândia por 3 a 0 e subiu para o segundo lugar com cinco pontos. Omã e Tailândia têm quatro pontos numa das chaves mais equilibradas.
No grupo E, Irã e Qatar dividem a liderança com oito pontos. Os iranianos empataram com o Bahrein por 1 a 1. Os barenitas ainda têm chance, pois estão na terceira posição com cinco pontos. Já a Indonésia foi eliminada após a goleada de 4 a 0 sofrida para o Qatar.
Dez seleções se classificam para a fase final, quando serão divididas em dois grupos de cinco. Os dois melhores de cada grupo vão para a Copa de 2014. Os dois terceiros colocados se enfrentam e o vencedor deste confronto vai disputar a repescagem mundial contra uma seleção sul-americana.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Romário e outros camisas 11 mais e menos cotados

Em tempos de camisas 45, 72 ou 88, hoje é dia de exaltar um número simples. Diante da brincadeira gaiata surgida no Facebook para celebrar o Romarian Day neste dia 11/11/2011Planeta que Rola não poderia ficar de fora desta celebração. Mas além de homenagear o craque que ajudou o Brasil a conquistar um título mundial em 1994, resolvemos lembrar de outros camisas 11 que assim como o Baixinho brilharam em uma Copa do Mundo. Ou nem tanto e eram completamente desconhecidos numa seleção que outras camisas eram muito mais importantes. Vamos a eles.
Muito antes de Romário ajudar o Brasil a conquistar o tetracampeonato mundial, um outro camisa 11 foi um dos responsáveis pelo primeiro título mundial do Brasil. Sim, Garrincha, a “alegria do povo” ficou mais conhecido por usar a camisa 7 no Botafogo e também na seleção, mas na Copa de 1958, ele era o camisa 11. Foi depois da sua entrada junto com Pelé a partir do terceiro jogo daquele mundial contra a União Soviética que a seleção de Vicente Feola deslanchou para conquistar o seu primeiro título.
Quatro anos depois, quando jogou por ele e por Pelé, que se machucara, na conquista no Chile, Garrincha já estava com o número que o consagrou, deixando a 11 com Pepe. Embora seja um dos grandes jogadores da história do futebol brasileiro, o craque do Santos não teve muito espaço para jogar naquela campanha.
O Brasil levaria mais duas Copas para voltar a ter um grande camisa 11. Em 1970, naquele que para muitos foi o maior time da história, Rivelino era o dono do número num time de craques com Jairzinho (7), Gérson (8), Tostão (9) e Pelé (10). Foi decisivo na campanha com a sua conhecida patada atômica. Ele marcou três gols naquela campanha, incluindo um na dura semifinal contra o Uruguai vencida pelo Brasil por 3 a 1.
Até Romário, o Brasil ainda teria outros grandes jogadores com a camisa 11, mas que nunca levariam a seleção ao título mundial. É o caso de Paulo César Caju em 1974, Dirceu em 1978 e Éder em 1982. Em 86, Edivaldo, ex-jogador de Atlético-MG e São Paulo, era o camisa 11. Em 1990, Romário já vestia a sua camisa favorita, mas pouco jogou na seleção de Sebastião Lazaroni por causa de uma lesão.
Foi em 1994 que o Baixinho seria “o cara”. Primeiro, meses antes, em 1993, ajudaria o Brasil a se classificar para o Mundial com dois gols na vitória sobre o Uruguai no Maracanã por 2 a 0 nas Eliminatórias. No Mundial, foram cinco, que lhe deram a vice-artilharia da Copa, e um na disputa de pênaltis contra a Itália que ajudou a garantir o tetra para o Brasil. Foi uma grande Copa do craque, que no Barcelona usava a camisa 10 e no PSV a 9 . Só quando voltou ao Brasil para jogar no Flamengo é que nunca mais deixou de usar o número que tanto gosta.
Romário seria o camisa 11 em 1998, mas uma lesão muscular o tirou da Copa e a camisa foi herdada pelo volante Emerson, reserva na campanha do vice-campeonato mundial.
A camisa, no entanto, voltaria a ser protagonista no ano do penta. Quem a vestia era Ronaldinho Gaúcho, o terceiro melhor jogador do time de Felipão na Copa da Coreia e do Japão. Ele só ficou mesmo atrás de Rivaldo (10) e Ronaldo (9), os grandes craques daquela conquista.
Já como protagonista e camisa 10 em 2006, Ronaldinho deixou a 11 para Zé Roberto na campanha fracassada da Copa da Alemanha. O último a usar o número foi Robinho, que sucumbiu junto com toda a seleção brasileira nas quartas de final da Copa da África do Sul diante de outro 11 mais talentoso: Arjen Robben.
O holandês foi um dos destaques da seleção naquela partida, mas o grande nome da campanha foi mesmo Sneijder, o camisa 10. Não era mesmo uma Copa do camisa 11. Na campeã Espanha, quem a vestiu foi o esforçado lateral Capdevilla. Num time marcado pelo toque de bola do seu meio-campo, o brilho mesmo estava nos camisas 8, Xavi, e 6, Iniesta, o autor do gol do título.
Nesta Copa, que se destacou vestindo a 11 foi um artilheiro que usou o mesmo número nas Copas de 2002 e 2006. Foi com este número que o centroavante Miroslav Klosemarcou todos os seus 14 gols em Copas do Mundo, se tornando, ao lado de Gerd Müller o segundo maior artilheiro da história das Copas. Ele só está atrás de Ronaldo, que tem 15. Mas já avisou que quer vir ao Brasil em 2014. E, claro, deve estar com a sua camisa da sorte.
Campeão com a Alemanha em 1974, Müller usava a 13. O grande craque alemão, Beckenbauer, era o 5. Herói de 1954, Fritz Walter era 16, enquanto no time campeão do mundo de 1990, os principais jogadores eram Hassler (8), Völler (9), Mathaus (10) e Klinsmann (18). Num cenário em que a camisa parecia desprestigiada na Alemanha, o camisa 11 em 1990 era o desconhecido Frank Mill, ex-jogador do Borussia Dortmund, do Borussia Monchengladbach e do Fortuna Dusseldorf, enquanto em 1954 Paul Mebus, então jogador do Colônia usava a camisa. Em 1974, Juup Heynckes, hoje técnico do Bayern de Munique, era quem vestia o número.
Talvez o grande camisa 11 da história alemã, portanto, seja Karl-Heinz Rummenigge. Titular do time vice-campeão mundial em 1982 e 1986, foi craque e hoje é dirigente do Bayern de Munique.
Já que estamos falando das seleções campeãs do mundo e na Itália? Em 1982, o craque foi Paolo Rossi (camisa 20), mas o 11 era Giampiero Marini, jogador pouco lembrado hoje e cujo clube de maior expressão que ele defendeu foi a Inter de Milão. Em 2006, quem vestia a camisa do time campeão do mundo era o atacante Gilardino, reserva daquela equipe.
Mais conhecidos mesmo foram os camisas 11 de dois times vice-campeões mundiais. Ex-volante do Milan, Demetrio Albertini usou o número em 1994. Um dos grandes camisas 11 da Itália, no entanto, foi Gigi Riva, craque do Cagliari nas décadas de 60 e 70 que era chamado de “o ronco do trovão”. O atacante marcou 169 gols com a camisa do time, 35 pela Itália e teve a sua camisa 11 aposentada pelo clube italiano em sua homenagem.
Outra grande seleção mundial, a Argentina só tem a história que tem graças aos seus camisas 10, Diego Armando Maradona e Mario Kempes. Mas se em 1990 Nestor Fabbri, ex-Boca e Estudiantes, era o 11, e em 1978 esta camisa foi usada por Daniel Killer, ex-Vélez e Estudiantes, em 1986, Maradona tinha ao seu lado um grande camisa 11. Era Jorge Valdano. O ex-jogador e hoje dirigente do Real Madrid marcou quatro gols na campanha do bicampeonato mundial dos hermanos.
Valdano certamente era mais talentoso do que dois camisas 11 que, digamos, só entraram na foto e pouco acrescentaram nos únicos títulos mundiais de Inglaterra e França. Na campeã de 1966, o camisa 11 do time dos craques Bobby Charlton (9), Jack Charlton (5) e Bobby Moore (6), era John Connelly. Ex-Manchester United, Blackburn e Bury, assistiu do banco ao triunfo inglês. Em 1998, o craque foi Zidane (10), enquanto Robert Pires, ex-Arsenal, também viu do banco o triunfo francês em Paris.
Para finalizar, duas seleções que entraram para a história pelo belo futebol apresentado, mas que infelizmente não foram campeãs do mundo. Tanto em 1974, quanto em 1978, a Holanda de Neskeens (13), Krol (12 em 74 e 5 em 78) e Johan Cruyff (14 na Copa de 74, a única que disputou), tinha como camisa 11 o hoje pouco falado meia Willy Van de Kerkhof.
Irmão de René van de Kerkhof, também jogador da seleção nas duas Copas, ele jogou pelo Twente e pelo PSV e defendeu a Laranja Mecânica em 63 partidas, tendo sido duas vezes vice-campeão do mundo.
Em 1954, a Hungria foi a sensação do Mundial e acabou terminando com o vice-campeonato. No time, os destaques eram Puskas (10), Kocis (8) e Czibor, o camisa 11 dos mágicos magiares. Ex-jogador de Honved, Ferencvaros e Barcelona, ele marcou três gols na Copa da Suíça, sendo um na final contra a Alemanha, que, no entanto, não impediu a derrota húngara por 3 a 2.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Fifa quer proibir símbolo em homenagem aos mortos na guerra

A Fifa quer impedir a Inglaterra de usar a flor que simboliza uma homenagem aos mortos em todas as guerras em que o país tomou parte. Todo ano no mês de novembro os jogos de futebol no país têm um minuto de silêncio e os técnicos da equipe usam o símbolo preso na roupa.
Mas a entidade não quer que a seleção inglesa faça a homenagem no jogo de sábado contra a Espanha, em Wembley. O País de Gales e a Escócia também foram proibidos de usar a flor nos jogos contra a Noruega, em Cardiff, no sábado, e o Chipre nesta sexta-feira.
O argumento para a proibição é o mais bizarro possível. Para a entidade, o símbolo significaria uma manifestação política. A flor, no entanto, marca o Dia da Lembrança, celebrado no dia 11 de novembro, data que marca o fim da primeira guerra.
"Lamentamos informar que esse tipo de iniciativa poderia abrir a porta de iniciativas similares em todo o mundo, comprometendo a neutralidade do futebol. Há uma variedade de opções para a FA continuar apoiando a causa do Dia da Lembrança. Uma delas, que é aprovada pela Fifa, é o minuto de silêncio", informa um comunicado da entidade.
A Federação Inglesa apelou, mas a Fifa manteve a proibição. Agora quem entrou em campo foi o primeiro-ministro inglês, David Cameron. O político pediu que a Fifa reconsidere a proibição.
- Isso é ultrajante. A ideia de levar uma flor para recordar aqueles que deram suas vidas por nossa liberdade ser um ato político é absurda. Isso é um ato enorme de respeito e orgulho nacional. Espero que a Fifa reconsidere - disse Cameron.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

domingo, 6 de novembro de 2011

Sir Alex Ferguson: 25 anos de Manchester United

No dia 6 de novembro de 1986, Alexander Chapman Ferguson, 45 anos, era apresentado como novo técnico do Manchester United. O time ocupava a 19ª colocação do então Campeonato Inglês (não existia a Premier League), torneio que era liderado pelo Nottingham Forest. Ferguson substituía Ron Atkinson, técnico que ficara por cinco anos no clube e conquistara poucos títulos. Repetir este período de trabalho, mas com resultados mais favoráveis era uma ambição natural para o treinador que tinha no currículo 10 títulos pelo Aberdeen, da Escócia.
Quando chegou em Old Trafford, o Manchester United tinha apenas sete títulos ingleses e uma Copa dos Campeões da Europa (ainda não existia a Liga dos Campeões como a conhecemos hoje) conquistada em 1968 pelo time comandado por Matt Busby que tinha Bobby Charlton como a principal estrela.
Os cinco anos de trabalho que qualquer treinador sonharia em ter foram pouco para Ferguson conquistar o seu primeiro título inglês. Se a primeira conquista veio apenas na quarta temporada, o primeiro Campeonato Inglês só foi conquistado depois de sete anos. Era o marco inicial de uma trajetória vitoriosa que completa hoje 25 anos.
Nas mãos do técnico que virou Sir em 1999, o Manchester United se agigantou ainda mais. Conquistou 12 títulos ingleses contra apenas três do seu maior rival, o Liverpool, o que o fez virar o jogo sobre os Reds e hoje ser o maior conquistador de taças da Inglaterra (19 contra 18). Fez mais. O Manchester de Ferguson foi bicampeão europeu. A primeira vitória foi em 1999, numa emocionante final no Camp Nou contra o Bayern de Munique decidida com um gol de Teddy Sheringham e outro de Solskjaer nos acréscimos. Foi a famosa final que coroou a “geração de 92”, aquela dos que começavam a jogar no início da década com Ferguson, como Paul Scholes, David Beckham, Gary Neville e Ryan Giggs, e fez o treinador exclamar para as TVs após a vitória heróica: “I can’t believe it. I can’t believe it. Football. Bloody hell!”
Levaria nove anos para o United ser novamente campeão europeu. Dessa vez o comandante da equipe que ainda tinha Scholes e Giggs, era o jovem craque português Cristiano Ronaldo. Nesse período, o time ainda foi duas vezes vice-campeão europeu perdendo ambas as finais para o Barcelona.
Nas mãos de Ferguson, o United se tornou um gigante ainda maior do que já era. O time virou o jogo no futebol inglês para ser um dos grandes protagonistas da liga. E Ferguson viu do banco o futebol inglês mudar muito. O jogo ficou mais veloz, mais bonito. Os estádios melhoraram. A liga cresceu e se tornou a principal e mais lucrativa do planeta. Dos 22 participantes do Campeonato Inglês de 1986, 11 nem estão mais na primeira divisão e dois (Norwich e Queens Park Rangers) acabaram de voltar para a elite.
A título de curiosidade, United, Chelsea, Manchester City e Newcastle ocupavam as quatro últimas posições. Hoje, eles ocupam as quatro primeiras com o City liderando o campeonato. Uma prova de como o futebol mudou em 25 anos. 
Os times mudaram, os jogadores mudaram. Até os donos do United mudaram. O único que permaneceu nos últimos 25 anos no seu banco, mascando o tradicional chiclete e com cara de poucos amigos, mas sempre atencioso com os fãs no estádio, foi Ferguson, testemunha e protagonista da história do futebol inglês e do Manchester United, cujo comando ele define como um conto de fadas.
- Tem sido um período realmente fantástico para mim. É algo que você não acha que vai acontecer. Tem sido um pouco um conto de fadas que tem durado tanto tempo. E eu aprecio isso – disse o treinador ao site oficial do clube.
Em 25 anos, Ferguson falou duas vezes em aposentadoria. A primeira em 2002. A outra, há alguns anos quando disse que não se via mais na função de técnico quando completasse 70 anos, idade que atingirá em 2012. Mas isso já foi esquecido, e o todo poderoso Sir Alex nem toca mais no assunto. Quer viver intensamente até onde puder o seu querido Manchester United.
- Vou continuar até quando eu me sentir saudável para isso. No gerenciamento do time, as coisas mudam conforme os anos vão passando. Agora é diferente de sete ou oito anos atrás. Muitas coisas mudaram – disse Ferguson, que afirma ser um treinador de sorte.
- Eu tenho tido muita sorte de ter comandado alguns dos melhores jogadores. É incrível olhar para trás e ver Bryan Robson, Normand Whiteside, Brian McClair, Mark Hughes, Paul Ince, Roy Keane, Eric Cantona. Que coleção de fantásticos jogadores – lembrou o treinador, que já teve que enfrentar nomes como Hughes, Ince e Keane como técnicos de outras equipes. 
O mais recente foi Steve Bruce, ex-capitão do seu time e que comandou o derrotado Sunderland na rodada deste sábado da Premier League. Antes da vitória dos Red Devils em Old Trafford por 1 a 0, Ferguson foi homenageado com uma placa e os aplausos do públicos e dos dois times na sua entrada em campo. Os torcedores também estenderam uma faixa com a frase: “Sonho impossível. Sir Alex Ferguson tornou possível”. Uma arquibancada do Old Trafford também passará a se chamar Alex Ferguson.
Entre os fantásticos jogadores que Ferguson teve e ainda tem no seu time está Ryan Giggs. O Mr. Manchester, 37 anos, desde 1990 no clube, tem muito a dizer sobre o treinador.
- O melhor conselho que ele me deu? Trabalhe duro. Você pode ter todas as qualidades do mundo, mas trabalhar duro é a chave para tudo. Ele viu um sem número de grandes jogadores ir e vir do United ao longo dos anos, mas o que diferencia os grandes do resto é a sua ética de trabalho. E ele é um exemplo de liderança. É sempre o primeiro a chegar no campo de treino e o último a sair. E quer ver esse tipo de mentalidade nos seus jogadores. Ele apenas ama o seu trabalho. Ama ver o United jogar, o desenvolvimento dos jogadores. Ele ama tudo no seu trabalho – afirma Giggs, que conquistou 33 títulos e é recordista de jogos pelo Manchester United (885).
- É o melhor de todos. É impossível encontrar outro como ele. É um gênio e tem o mérito de promover jovens jogadores e lhes dar uma oportunidade – completa Bobby Charlton, em entrevista no início do mês passado.
Se você duvida de Charlton, os números estão aí para comprovar. Ferguson é o técnico mais vencedor da história do futebol inglês (e um dos maiores vencedores da história do futebol). São 37 títulos, sendo os mais importantes os 12 Campeonatos Ingleses, as duas Ligas dos Campeões e os dois Mundiais Interclubes.
Ele é ainda o técnico que está há mais tempo comandando o Manchester United. Em dezembro do ano passado, Ferguson ultrapassou o lendário Matt Busby. E na história do futebol inglês apenas 13 técnicos são mais longevos do que ele. Todos do início do século passado. São 1.410 partidas com 837 vitórias, 326 empates e 247 derrotas. Seus times marcaram 2580 gols e sofreram 1.262.
Sob o seu comando, atletas até então desconhecidos se tornaram craques e nomes de destaque. Giggs era um jovem galês talentoso que ele foi buscar na base do rival Manchester City. Cantona estava ali dando sopa no Leeds e virou King para os torcedores. Roy Keane um jovem promissor do Nottingham Forest que virou capitão. Van Nistelrooy era um artilheiro do PSV que virou ídolo do clube. Com Cristiano Ronaldo, bastou apenas observá-lo em um jogo pelo Sporting para deseja-lo contratar logo. Virou o melhor jogador do mundo em Old Trafford. Já o goleiro Van der Sar parecia acabado para o futebol e jogando seus últimos momentos no Fulham. Ferguson apostou nele aos 35 anos. O holandês jogou seis temporadas no United e se despediu como herói de um título europeu e deixando saudades. 
E há muitos outros exemplos de apostas acertadas de Ferguson. É claro que ele cometeu erros, mas os quase 40 títulos compensam uma ou outra contratação equivocada.
É por isso que hoje Ferguson merece todas as homenagens. Enquanto isso, os seus rivais esperam por sua aposentadoria para terem espaço para ganharem mais alguns títulos no futebol inglês que hoje é dominado por esse incansável escocês que está muito longe de pendurar o paletó do United.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

sábado, 5 de novembro de 2011

PSV goleia e lidera na Holanda

Com um verdadeiro chocolate, o PSV reassumiu a liderança do Campeonato Holandês neste sábado. Jogando no seu Phillips Stadium, o time goleou o Groningem por 6 a 1 e chegou ao topo da tabela com 31 pontos. Strootman, Mertens, Labyab, Wijnaldum, Matavz e Toivonen marcaram os gols da equipe de Eindhoven. Pedersen fez o gol de honra do Groningen.
Na vice-liderança, mas com os mesmos 31 pontos do PSV, aparece o AZ Alkmaar. Na sexta-feira, a equipe derrotou o Utrecht por 2 a 0, gols de Elm e Gudmundsson.
Twente (26 pontos), Heerenveen (22) e Ajax e Vitesse (21 pontos, cada um), vêm na sequência da classificação. O único que jogou neste sábado foi o Heerenveen. O time visitou o NAC Breda e ficou no 2 a 2.
Os demais jogam neste domingo. O Twente pega o Vitesse enquanto o Ajax visita o NEC.
Outros jogos deste sábado: Roda 3 x 1 Heracles e Venlo 1 x 2 De Graafschap.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)