Pesquisar este blog

sábado, 15 de agosto de 2009

Arsenal estreia na Premier League com chocolate

Com dois gols de brasileiros, o Arsenal mostrou seu cartão de visitas neste sábado na estreia do Campeonato Inglês. Jogando no Goodison Park, a equipe iniciou a Premier League com um chocolate contra o Everton: 6 a 1.
A vitória começou a ser construída num belo gol do brasileiro Denilson aos 26 minutos do primeiro tempo. Onze minutos depois, o estreante Vermaelen, contratado junto ao Ajax, ampliou o placar. O primeiro tempo terminaria com outro gol dos Gunners, de Gallas, aos 41 minutos.
Vira três, acaba seis. Na etapa final, a estrela foi o espanhol Fabregas que marcou dois gols. Ao marcar o segundo, Fabregas levou para o campo uma camisa do Arsenal com o nome e o número de Jarque, jogador do Espanyol que faleceu na semana passada vítima de um infarto.
O brasileiro naturalizado croata Eduardo da Silva fez o sexto aos 43 minutos do segundo tempo. Nos acréscimos, Saha diminuiu um pouco o vexame da equipe de Liverpool.
Uma sonora goleada da equipe de Arsene Wenger que pelo que apresentou em campo dará trabalho nesta temporada.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

De virada, Wolfsburg bate o Colônia

O campeão Wolfsburg assumiu a liderança isolada do Campeonato Alemão neste sábado ao bater o Colônia por 3 a 1, de virada. Com o resultado, a equipe dos brasileiros Grafite e Josué chegou a seis pontos ganhos em duas rodadas.
O time sofreu para fazer o resultado. Até os 28 minutos do segundo, o Wolfsburg perdia para a equipe da casa, gol marcado por Ehret.
Mas a equipe reagiu e empatou a partida com Dzeko. Um minuto depois, um gol contra de Wome colocou o Wolfsburg na frente. No fim da partida, o nigeriano Martins fez o terceiro gol, sacramentando o resultado. 
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Manchester City vence na abertura do Campeonato Inglês

Não foi a estreia que seus torcedores esperavam, mas o novo e milionário time do Manchester City venceu o Blackburn no Ewood Park, casa dos Rovers, por apenas 2 a 0 na abertura da Premier League 2009-2010. O atacante Adebayor marcou o primeiro gol logo aos 3 minutos do primeiro tempo. Ireland fez o segundo aos 46 da etapa final.
O início aparentemente avassalador deu a falsa impressão de que o City iria passear na partida. Com Adebayor, Robinho, que teve atuação discreta, e Bellamy no ataque, a equipe de Mark Hughes até teve algumas oportunidades de ampliar o placar, mas também deu espaços para o Blackburn, que enfraquecido com a saida do atacante Roque Santa Cruz, não conseguiu o empate.
No segundo tempo, Hughes promoveu a estreia do argentino Tevez. Ex-atacante do Manchester United, ele entrou no lugar de Robinho, mas quem teve a grande chance de marcar foi o volante Ireland, que recebeu um passe açucarado de Adebayor na entrada da área, mas mandou a bola nas nuvens. Nos acréscimos, o jogador se redimiu marcando o segundo gol.
Quem sofreu para vencer na estreia foi um dos favoritos ao título. O Chelsea recebeu o pequeno Hull City em Stamford Bridge e só faturou os três pontos porque o atacante Drogba estava inspirado. Ele marcou os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre os Tigers. O Hull abriu o placar aos 28 minutos com Hunt. Mas Drogba empatou aos 37 e marcou o gol da virada apenas nos acréscimos do segundo tempo. Um sufoco para os torcedores dos Blues.
No Villa Park, o Aston Villa decepcionou seus torcedores ao ser derrotado pelo Wigan por 2 a 0. Rodallega e Koumas marcaram os gols da equipe.
Campeão da segunda divisão, o Wolverhampton estreou com uma derrota para o West Ham por 2 a 0. Noble e Upson fizeram os gols dos visitantes. Outro ex-time da segundona, o Burnley, também foi derrotado no seu retorno à Premier League: Stoke City 2 a 0, gols de Shawcross e Jordan, contra.
Fulham e Sunderland estrearam com vitórias fora de casa. A equipe de Londres bateu o Portsmouth por 1 a 0, gol de Zamora. Já o Sunderland venceu pelo mesmo placar o Bolton, gol da sua nova contratação, Darren Bent.
Ainda neste sábado, o Everton recebe o Arsenal. No domingo dois favoritos ao título fazem sua estreia. O Manchester United recebe o Birmingham em Old Trafford enquanto o Liverpool faz um clássico contra o Tottenham em White Heart Lane.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Zé Roberto marca na goleada do Hamburgo

O meia Zé Roberto marcou seu primeiro gol com a camisa do Hamburgo neste sábado durante a goleada da sua equipe sobre o Borussia Dortmund por 4 a 1 pela segunda rodada do Campeonato Alemão. Ex-jogador do Bayern de Munique e da seleção brasileira, Zé Roberto se transferiu nesta temporada para a equipe que assumiu a liderança da Bundesliga com quatro pontos ganhos.
Ele marcou aos 10 minutos do primeiro tempo quando a partida na Nordbank Arena já estava empatada. Owomoyela, contra, havia inaugurado o placar para o Hamburgo aos quatro minutos, mas logo depois Haedo Valdez empatou o jogo. Aos 12, Guerrero fez o terceiro gol da equipe da casa, que definiu o jogo aos 28 do segundo tempo com um gol de Berg.
Se o Hamburgo vai fazendo um bom início de temporada, o mesmo não se pode dizer do Bayern de Munique. Time que mais contratou na Alemanha, a equipe do holandês Louis Van Gaal recebeu o Werder Bremen no Allianz Arena e não passou de um empate por 1 a 1.
O Bayern fez um primeiro tempo fraco em que chegou a ser dominado em alguns momentos pelo Werder, que já não conta mais com o brasileiro Diego, transferido para a Juventus. Após acertar uma bola na trave, a equipe de Bremen abriu o placar aos 39 minutos com Ozil.
O empate do Bayern só veio no segundo tempo quando Mário Gomez, contratado junto ao Stuttgart, marcou. A partir daí, o time bávaro, que já contava com Ribery em campo, pressionou muito o Werder, mas não conseguiu o gol da virada. Foi o segundo empate do Bayern que segue sem vencer na Bundesliga e chegou a ser vaiado pela torcida.
No duelo entre Flamengo e Botafogo da Alemanha, quem se deu melhor foi o ex-rubro-negro Renato Augusto. O seu time, o Bayer Leverkusen, venceu o Hoffenheim do ex-alvinegro Maicosuel por 1 a 0 e também chegou aos quatro pontos na tabela de classificação. O único gol do jogo foi marcado por Kiessling aos 22 da etapa final.
O campeão Wolfsburg ainda joga neste sábado, fora de casa, contra o Colônia e se vencer assume a liderança isolada da competição com seis pontos.
Outros resultados da Bundesliga:
Eintracht Frankfurt 1 x 1 Nuremberg
Hannover 1 x 1 Mainz


Stuttgart 4 x 2 Freiburg
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O Campeonato Inglês voltou - parte II

Depois de abordar os reforços das principais equipes da Inglaterra para a nova temporada da Premier League que começa neste fim de semana, agora vamos falar sobre os times menores. Aqueles que podem na melhor das hipóteses atrapalhar os grandes e beliscar uma vaguinha na Liga Europa. Se tudo seguir a lógica, no entanto, os dez times abaixo devem brigar mesmo para não serem um dos três rebaixados.
Wigan – Trouxe cinco reforços. Os principais foram os atacantes Sinclair, emprestado pelo Chelsea, e Jason Scotland, ex-Swansea City. Cattermole e Valencia deixaram o clube e foram para o Sunderland e o Manchester United, respectivamente. 

Stoke City – Se manter na primeira divisão continua sendo o grande objetivo do Stoke, que fez campanha surpreendente na temporada passada. Para isso, trouxe os meias Dean Whitehead, do Sunderland, e Matthew Lund e o atacante Ben Marshall, emprestado pelo Northampton Town. O meia nigeriano Olofinjana deixou o clube e foi para o Hull City. 

Bolton – Trouxe quatro reforços para tentar evitar o rebaixamento. Vieram o meia Sean Davies (Portsmouth), o lateral-esquerdo Paul Robinson (emprestado pelo West Bronwich) e os zagueiros Knight (Aston Villa) e Ricketts (Hull City). 

Portsmouth – A equipe perdeu Peter Crouch para o Tottenham e mais sete jogadores que foram dispensados ou negociados. Trouxe por empréstimo junto ao Lyon o atacante francês Frédéric Piquionne, além do meia Mokoena e do zagueiro Finnan. 

Blackburn – Santa Cruz já não é mais o comandante do ataque dos Rovers, que ainda contam com Benny McCarthy para fazer uma campanha digna na Premier League. Perdeu também Mokoena, Derbyshire e Tugay. Entre os sete reforços contratados vieram o argentino Di Santo, por empréstimo junto ao Chelsea, o jovem meia N’Zonzi, de 20 anos, do Amiens, da França, e o zagueiro francês Gael Givet, do Olympique de Marseille. 

Sunderland – Contratou os atacantes Darren Bent, do Tottenham, e Fraizer Campbell, que também estava no Tottenham, mas pertencia ao Manchester United, e o meia Cattermole, do Wigan. Perdeu 11 atletas. Os principais foram Michael Chopra, Dean Whitehead e o veteraníssimo atacante Dwight Yorke, dispensado pelo clube. 

Hull City – Por muito pouco o Hull City não voltou para a segunda divisão na temporada passada. Sem grandes recursos, porém, a equipe do brasileiro Geovanne vai continuar brigando para não cair. Entre os reforços trouxe Olofinjana, Altidore, por empréstimo junto ao Villareal, e o zagueiro francês Steven Moyuokolo, que estava no Boulogne, da França. Seis jogadores deixaram o elenco: Sam Ricketts, Michael Bridges, Wayne Brown, Ryan France, John Welsh e Dean Windass. 

Wolverhampton – Campeões da segunda divisão na temporada passada, os Wolves querem se manter na elite. Para isso, contrataram o atacante irlandês Kevin Doyle, ex-Reading. Ele é o principal reforço do time para a temporada. Apenas dois jogadores deixaram o elenco: Darren Potter e Stephen Gleeson. 

Birmingham – Vice-campeão da segunda divisão na última temporada, o Birmingham contratou os meias Lee Bowyer (West Ham), Barry Ferguson (Glasgow Rangers) e o zagueiro Roger Johnsson (Cardiff City). 

Burnley – Campeão em 1960, o Burnley volta à elite sem qualquer pretensão de voltar a conquistar o troféu. Quer apenas se manter na Premier League. Para isso contratou seis jogadores: o meia Fernando Guerrero (emprestado pelo Independiente del Vale, do Equador), os zagueiros David Edgar (Newcastle), Richard Eckersley (Manchester United), Tyrone Mears (Derby County) e Brian Easton (Hamilton Academical) e o atacante Steven Fletcher (Hibernian).
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

O Campeonato Inglês voltou

Eu não sou o único a voltar de férias. O Campeonato Inglês também voltou. Neste fim de semana começa a mais rica liga nacional da Europa. A despeito de ter perdido uma de suas maiores estrelas, o português Cristiano Ronaldo, que se transferiu do Manchester United para o Real Madrid, a Premier League 2009-2010 promete ser uma das mais disputadas dos últimos anos.
Pela primeira vez não há um favorito absoluto. Claro que a disputa pela taça inicialmente deve nortear o "Fab Four", os quatro times que vem se revezando nas primeiras posições da competição nas últimas temporadas: Manchester United, Liverpool, Chelsea e Arsenal. Mas com o enfraquecimento dos Red Devils e dos Gunners, outros times podem surpreender e abiscoitar senão o título uma vaga na próxima Liga dos Campeões da Europa.
É o caso do Manchester City, que investiu pesado na contratação de nomes importantes como Tevez, que estava no rival United, e Adebayor, contratado junto ao Arsenal. O Aston Villa, que fez excelente campanha na temporada passada, chegou a brigar por uma vaga na Champions, mas não resistiu na reta final e acabou em sexto, e o Everton também podem atrapalhar a vida dos grandes. Além do Tottenham, que quer esquecer o desastre que foi a temporada passada (terminou em oitavo, mas chegou a ficar muito tempo na zona de rebaixamento) e voltar a disputar alguma coisa neste ano.
A nova temporada também marcará uma briga pela hegemonia na Inglaterra. Com o tricampeonato conquistado em maio, o Manchester United se igualou ao Liverpool em número de títulos: 18. Portanto, pela primeira vez em 33 anos, os Reds podem perder a liderança no número de títulos ingleses. Claro que os comandados de Rafa Benitez não desejam isso e devem brigar para conquistar uma taça que não vai para Anfield Road desde 1990.
O Campeonato Inglês começa no sábado com os seguintes jogos: Chelsea x Hull City, Aston Villa x Wigan, Blackburn x Manchester City, Bolton x Sunderland, Portsmouth x Fulham, Stoke City x Burnley, Wolverhampton x West Ham e Everton x Arsenal. No domingo jogam Manchester United x Birmingham e Tottenham x Liverpool.
Vamos então ver como se reforçaram e o que perderam os principais clubes para esta temporada:
Manchester United – O tricampeão perdeu boa parte do poder de fogo responsável por 44 dos 68 gols marcados na temporada passada. Sem Cristiano Ronaldo, vice-artilheiro da última competição com 18 gols, e Tevez, que marcou cinco gols, caberá a Wayne Rooney (12 gols na última Premier League) liderar os Red Devils rumo a um inédito tetracampeonato. Ao seu lado, ele terá o atacante Michael Owen, 29 anos, eterna promessa que marcou oito gols na temporada passada pelo rebaixado Newcastle. Sir Alex Ferguson também trouxe dois meias para reforçar a equipe, o equatoriano Valencia, ex-Wigan, e o francês Gabriel Obertan, ex-Lorient. Do ataque do ano passado, também permanece o búlgaro Berbatov. O resto do time é o mesmo com Van der Sar no gol, Vidic e Ferdinand na zaga, Evra na esquerda e Carrick, Scholes, Giggs, Anderson, Hargreaves e Nani como opções no meio. Perdeu sua estrela, mas ainda é um time forte e candidato ao título. 

Liverpool – Os Reds perderam Xabi Alonso para o Real Madrid, mas não dormiram no ponto e trouxeram o bom volante Aquilani, da Roma. Rafa Benitez também trouxe o lateral-direito Glen Johnsson, ex-Portsmouth. Da equipe do ano passado, os Reds perderam Hyppia, que se aposentou, e o atacante Pennant, que se transferiu para o Zaragoza. Com o ataque que foi o melhor da ultima temporada (77 gols) formado por Fernando Torres e Kuyt, a defesa capitaneada pelo zagueirão Carragher, e o meio-campo comandado pelo capitão Gerrard e que conta com valores como Lucas e Mascherano, o Liverpool tem boas chances de sair da fila. 

Chelsea – O principal reforço do time (há quem negue que seja) está no banco de reservas. Depois de oito anos e oito títulos, entre eles duas Ligas dos Campeões, pelo Milan, o técnico Carlo Ancelotti assume o comando do time que no fim da temporada passada foi temporariamente dirigido por Guus Hiddink, técnico da seleção russa. Ancelotti terá praticamente o mesmo time da última temporada. Os únicos reforços foram os meias Yuri Zhirkov, ex-CSKA e jogador da seleção russa, e o atacante Daniel Sturridge, que estava no Manchester City. O time é um dos favoritos e Ancelotti terá como missão conquistar um título que não vem desde que José Mourinho deixou o clube. Além da obsessão de Abramovich, a Champions League. 

Arsenal – Adebayor foi a grande baixa no elenco de Arsene Wenger, que não trouxe nenhum jogador de peso para o elenco. Talvez esteja apostando em promessas como o mexicano Vela, o inglês Theo Walcott ou o galês Aaron Ramsey, contratado na temporada passada. Quem também deixou o clube rumo ao Manchester City foi o zagueiro Touré. Para substituí-lo, Wenger trouxe o belga Vermaelen, ex-Ajax. Apesar dos desfalques, o jovem elenco pode surpreender se Arshavin jogar tudo o que sabe e Eduardo da Silva fizer os gols que a equipe precisa. 

Everton – O time do brasileiro Jô trouxe o zagueiro alemão Mustafi, o meia americano Anton Peterlin e perdeu Jakobsen, Nuno Valente e Van der Meyde. É um time que sempre faz boas campanhas, mas o máximo que pode almejar pelo elenco que tem é uma vaga na Liga Europa. 

Aston Villa – A grande contratação do Villa para a temporada foi o meia Downing, ex-Middlesbrough. Jogador da seleção inglesa, ele é um bom reforço para o time de Martin O’Neill que perdeu o meia Gareth Barry para o Manchester City e não contará mais com os serviços de Martin Laursen, que se aposentou. Sexto na temporada passada, o Villa pode surpreender novamente.

Fulham – Uma das surpresas do ano passado – terminou na sétima colocação -, o time trouxe apenas o zagueiro Stephen Kelly, ex-Birmingham, e o norueguês Bjorn Helge Riise, que estava no Lillestrom e é irmão mais novo de John Arne Riise, meia que jogou sete anos pelo Liverpool e hoje está na Roma. Deixaram o clube Leon Andreasen, Collins John e Moritz Volz. 

Tottenham – Quero voltar a ser grande e não acabar como o Newcastle. Esse é o desejo do Tottenham para esta temporada depois de um ano muito ruim. No entanto, o clube não se esforçou muito para realizá-lo. O principal reforço é o atacante Peter Crouch, ex-Portsmouth que deve formar a linha de frente com o ídolo Robbie Keane, que voltou para White Hart Lane no meio da temporada passada após seis meses para se esquecer em Liverpool. O camaronês Sebastien Bassong, ex-Newcastle, é outra contratação de mais destaque. Doze atletas deixaram o clube. O principal deles é Darren Bent, que foi para o Sunderland vendido por 10 milhões de libras. 

West Ham – Um dos cinco times de Londres na primeira divisão, o West Ham trouxe seis reforços para a nova temporada. Entre eles, o meia tcheco Kovac, que estava emprestado pelo Spartak Moscou e foi contratado em definitivo, e o atacante Frank Nouble. Oito atletas deixaram o clube. Os mais importantes foram Lee Bowyer, Lucas Neill e o atacante espanhol Diego Tristan. 

Manchester City – Numa temporada em que os clubes ingleses não investiram em muitas contratações, o City foi, digamos, a "ovelha negra" da Premier League. Trouxe muitos reforços de nome e peso ao mesmo tempo em que enfraqueceu os rivais. Ainda comandado pelo contestado Mark Hughes, o City não economizou nos petrodólares do seu dono, o sheik Mansour bin Zayed Al Nahyan, e trouxe o zagueiro Touré e o atacante Adebayor do Arsenal, o atacante Tevez do rival United, o meia Gareth Barry, do Aston Villa, e o atacante Roque Santa Cruz, do Blackburn. Dispensou 14 jogadores, entre eles o brasileiro Elano, cujo futebol não contava com muita simpatia de Hughes, Valeri Bojinov, Caicedo e Sturridge. Tudo isso para tentar se tornar o novo Chelsea e conquistar um título que não vem desde 1968. Será que dessa vez o City sai da fila?
No próximo post, os reforços dos times menores da Premier League.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A reação ao livro 'The Fix', que mostra a relação do futebol com a máfia


Jornalista investigativo e documentarista, o canadense Declan Hill lançou em setembro do ano passado o livro “The Fix”, que mostra a relação do mundo do futebol com o crime organizado que arranja jogos para fazer apostas no mercado asiático. As acusações de que quatro jogos da Copa do Mundo de 2006 teriam sido armados provocaram reações imediatas ainda em 2008. (Leia mais: Livro denuncia máfia dos jogos arranjados e faz alerta sobre Copa de 2010, na África do Sul). 

Entre as reações, estava a negativa do meio-campo da seleção de Gana, Stephen Appiah, que reconheceu ter recebido dinheiro para ganhar uma partida nas Olimpíadas de Atenas e confessou que havia apostadores no hotel da seleção na Copa do Mundo, em relação ao conteúdo das entrevistas. A Fifa também disse que não iria investigar os jogos apontados como armados na última Copa do Mundo. Blatter chegou a declarar à agência Ansa que “nenhuma equipe jogaria para perder”. Afirmação semelhante pode ser encontrada no livro. 

A Federação de Futebol de Gana também negou que sua seleção tivesse participado de partidas armadas enquanto Abukari Damba, treinador de goleiros apontado como uma conexão entre a equipe e os arranjadores de partidas asiáticos e que foi demitido em 2007 pela federação por tentar armar um jogo entre Gana e Iraque , prometeu processar o autor. Na mesma época, o jornal “El Comercio” publicou que a Federação Equatoriana também iria processar o autor por “manchar a imagem” do futebol do país. 

Todas as reações (positivas e negativas) podem ser lidas no site mantido pelo jornalista, “How to fix a soccer game” (clique aqui). Nele, podem ser encontrados, inclusive, áudios das entrevistas reproduzidas no livro. Além de uma petição organizada pelo autor que será entregue às autoridades da Fifa e da Uefa para que façam algo para proteger o esporte.


(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O 12 Brasil x Argentina da Libertadores

E mais uma vez Brasil e Argentina vão se encontrar na decisão da Libertadores da América. O confronto entre os velhos rivais já estava confirmado desde quarta-feira, quando o Estudiantes eliminou o Nacional do Uruguai. Faltava saber quem seria o brasileiro a medir forças com a equipe de Verón.
E quem se deu melhor foi o Cruzeiro, que arrancou um empate com o Grêmio no Olímpico por 2 a 2 e se classificou para a grande decisão depois de ter vencido o primeiro jogo no Mineirão por 3 a 1.
Este será o 12º confronto entre Brasil e Argentina numa decisão de Libertadores. E os "hermanos" levam ampla vantagem sobre os brasileiros. Das 11 decisões anteriores, o Brasil faturou apenas três: com o Santos em 1963, o Cruzeiro em 1976 e o São Paulo em 1992. Eles bateram, respectivamente, Boca Juniors, River Plate e Newell's Old Boys.
Nas demais finais, só deu Argentina. E quem desequilibrou a favor dos argentinos foi o Boca Juniors, que venceu as três últimas decisões contra brasileiros. As vítimas foram o Grêmio em 2007, o Santos em 2003 e o Palmeiras em 2000. O Boca também venceu a decisão de 1977 contra o Cruzeiro.
Também foram campeões sobre clubes brasileiros o Estudiantes, que bateu o Palmeiras em 1968, o Independiente, que derrotou o São Paulo em 1974 e o Grêmio em 1984, e o Vélez Sarsfield, que venceu o São Paulo em 1994.
Se os argentinos levam vantagem no confronto direto, o futebol brasileiro tem sido presença constante na grande final. Pelo quinto ano consecutivo pelo menos um clube brasileiro disputa a decisão da Libertadores. Em 2005 e 2006, a final foi totalmente verde e amarela. Na primeira, o São Paulo foi campeão sobre o Atlético-PR. No ano seguinte, o tricolor paulista perdeu a decisão para o Internacional.
Em 2007, o Grêmio perdeu a final para o Boca enquanto em 2008 o Fluminense sucumbiu diante da LDU. Será que o Brasil será tri vice? Só saberemos a resposta nas próximas semanas. 
Cruzeiro e Estudiantes são dois veteranos de finais. Esta será a quinta decisão do clube argentino que vai tentar o tetracampeonato. Além de vencer em 1968, o clube conquistou os troféus de 1969 e de 1970. Perdeu apenas o de 1971.
Já o Cruzeiro disputará sua quarta final quando tentará se igualar ao São Paulo conquistando o tricampeonato. O time mineiro foi campeão em 1976 e 1997 e perdeu a decisão de 1977.
Todas as finais entre Brasil x Argentina na Libertadores:
1963 - Santos x Boca Juniors: 3 x 2 e 2 a 1 - Santos campeão
1968 - Estudiantes x Palmeiras: 2 x 1, 1 x 3 e 2 x 0 - Estudiantes campeão
1974 - Independiente x São Paulo: 2 x 0 e 1 x 0 - Independiente campeão
1976 - Cruzeiro x River Plate: 4 x 1, 1 x 2, 3 x 2 - Cruzeiro campeão
1977 - Boca Juniors x Cruzeiro: 1 x 0, 0 x 1 e 0 x 0 (5 x 4 nos pênaltis) - Boca campeão
1984 - Independiente x Grêmio: 1 x 0 e 0 x 0 - Independiente campeão
1992 - São Paulo x Newell's Old Boys: 0 x 1, 1 x 0 (3 x 2 nos pênaltis) - São Paulo campeão
1994 - Vélez Sarsfield x São Paulo: 1 x 0, 0 x 1 (5 x 3 nos pênaltis) - Vélez campeão
2000 - Boca Juniors x Palmeiras: 2 x 2, 0 x 0 (4 x 2 nos pênaltis) - Boca campeão
2003 - Boca Juniors x Santos: 2 x 0 e 3 x 1 - Boca campeão
2007 - Boca Juniors x Grêmio: 3 x 0 e 2 x 0 - Boca campeão
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A voltados Galácticos. Será que agora vai dar certo?


Bastou retornar ao comando do Real Madrid e Florentino Perez não perdeu tempo. Retomou o quanto antes o seu "Projeto Galácticos", baseado na compra de muitas estrelas a preços astronômicos e sem muito critério. Em uma semana, Perez já gastou 162 milhões de euros com as compras de Kaká e Cristiano Ronaldo, os melhores jogadores do mundo pela Fifa de 2007 e 2008, respectivamente. Negócios que caíram como uma bomba num mercado que parece alheio a essa tal de crise econômico.

E as contratações não param por aí. Perez já declarou que tem 300 milhões de euros para gastar com o time (agora restam "apenas" 138 milhões) e promete investir nos próximos dias nos atacantes Ribery, do Bayern de Munique, e David Villa, do Valencia, além de Raul Albiol, do Valencia, e Xabi Alonso, do Liverpool. 

Tudo para tentar bater a sensação da Europa, o Barcelona, do provável melhor do mundo deste ano, o argentino Lionel Messi. Na temporada que acabou, o Real foi ofuscado pelo seu maior rival, que conquistou a tríplice coroa: Liga espanhola, Copa do Rey e a joia máxima, a Liga dos Campeões da Europa. 

Vai dar certo dessa vez? É o que veremos na próxima temporada. Já tivemos a mostra que Perez não tem problemas em gastar dinheiro para montar uma equipe que dá o que falar na mídia, mais até do que conquista títulos. Não é a toa que das 25 maiores transações da história do futebol mundial, que mostramos na segunda-feira aqui no blog, o Real Madrid é dono de oito delas (já atualizada com o Cristiano Ronaldo), sendo que seis foram nas gestões de Florentino Perez. 

As quatro maiores negociações da história foram feitas pelo polêmico presidente do Real, que além de Cristiano Ronaldo (a maior) e Kaká (a terceira maior), trouxe para o clube merengue na sua primeira passagem pelo clube o francês Zinedine Zidane, da Juventus, por US$ 73,5 milhões, e o português Figo, do Barcelona, por US$ 60 milhões. 

Tanto investimento na primeira fase Galáctica deu certo? Bem, não se pode dizer que o Real não conquistou títulos, mas seu desempenho foi bem abaixo das cifras gastas com nomes que ainda incluíram como destaques Ronaldo, MIchael Owen e Beckham. Na primeira passagem de Perez (de julho de 2000 a fevereiro de 2006), a equipe madridista conquistou apenas dois campeonatos espanhóis (2000-01 e 2002-03), uma Liga dos Campeões (2001-02) e um Mundial Interclubes (2002).


Ou seja, apenas um título a mais do que o Barcelona nesta temporada e que tem uma filosofia de gestão diferente da do Real, mais focada na formação de valores em casa. Do time que entrou em campo na decisão contra o Manchester United, por exemplo, sete eram da base (Valdés, Puyol, Busquets, Piqué, Xavi, Iniesta e Messi). 

A questão é que nas contratações feitas até agora o Real Madrid monta um mosaico de estrelas que nem sempre formam times. Numa rápida análise no elenco merengue a pergunta que fica é: o técnico Manuel Pellegrino precisava mesmo de Kaká e Cristiano Ronaldo no seu time? 

Do meio-campo para a frente o Real tem jogadores como Raul, Sneijder, Van der Vaart, Van Nistelrooy, Huntelaar, Higuain, e Robben. É claro que a chegada das novas estrelas dará uma qualidade maior ao Real, mas elas não vão resolver o maior problema do time que ficou claramente evidenciada na goleada de 6 a 2 sofrida para o Barcelona: a defesa

Lá atrás, Casillas tem que se virar com um sistema defesivo que tem como opções Michel Salgado, Pepe, Sérgio Ramos, Diarra, Heinze e Metzelder. E na temporada passada mesmo Cannavaro, agora na Juventus, jogou muito abaixo do esperado. Não é a toa que o Real foi apenas a sexta melhor defesa da Liga espanhola com 52 gols sofridos, 17 a mais do que o Barcelona e abaixo de Sevilla (39), Deportivo (47), Racing (48) e Espanyol (49). Mas é aquela história, zagueiro não vende camisa. 

Por enquanto, o retorno de mídia para o Real é excelente e vem junto com a esperança do torcedor de dias melhores. As vendas de camisa vão turbinar o caixa do clube. Mas só o futuro dirá se o "Florenteam" vai trazer o mais importante: as taças.


(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Quem subiu e quem desceu no mercado europeu

Fim de temporada (pelo menos nos grandes campeonatos europeus) é um momento para fazer aquilo que jornalista mais gosta: listas. Planeta que Rola não vai fugir a regra e também resolveu fazer o seu balanço de quem se deu bem e quem terminou a temporada em baixa. Sem mais delongas, vamos ao sobe e desce do futebol europeu.
Quem desceu:
Futebol brasileiro - Pela primeira vez em muitos anos, o futebol brasileiro foi coadjuvante na Europa. Hoje, dos principais times europeus, apenas o Milan e a Inter de Milão tem um brasileiro como grande destaque: Kaká, que, aliás, estaria se transferindo para o Real Madrid, e Júlio César. E de Milão vem o símbolo do mau momento do nosso futebol hoje em dia. Ronaldinho Gaúcho encerrou a temporada no banco de reservas do Milan e fora da seleção brasileira. A entressafra, aliada a má fase de alguns nomes de peso, é tão grande que hoje não seria surpresa se na próxima premiação da Fifa de melhor do mundo não tenha um brasileiro entre os três melhores, o que só aconteceu quatro vezes desde que o prêmio foi criado: em 1991, 1992, 1995 e 2001.
Felipão - A passagem de Luís Felipe Scolari como técnico do Chelsea durou apenas sete meses. Felipão trocou a seleção de Portugal pelo clube inglês e chegou cercado de muita expectativa. Tudo bem que contou com a má vontade de alguns jogadores, mas é fato que ele não conseguiu fazer os Blues jogarem o que a torcida esperava. Termina a temporada desempregado e sem perspectiva de assumir um grande clube europeu.
Luís Aragonés - O veterano técnico espanhol começou a temporada com o pé direito. Levou a Espanha ao título europeu depois de 44 anos de jejum. Em seguida, fez o que todo treinador de seleção bem sucedido gosta de fazer: deixou o comando da equipe. Preferiu aceitar o desafio de treinar os turcos do Fenerbahçe. Acabou demitido ao final da temporada depois que o clube terminou na modesta quarta colocação do Campeonato Turco.
Juande Ramos - O treinador espanhol conseguiu a proeza de ter uma temporada digna de técnico brasileiro (ou melhor, das nossas tristes tradições). Foi demitido de dois clubes em um ano. Depois de um excelente período no comando do Sevilla, Juande assumiu o Tottenham, mas acabou demitido do clube inglês após um péssimo início de temporada quando os Hotspurs chegaram a brigar contra o rebaixamento. Foi para o Real Madrid em dezembro onde passou por duas situações constrangedoras: a derrota de 6 a 2 para o Barcelona e a chuva de dinheiro falso quando foi com o clube merengue ao estádio do Sevilla para disputar uma partida da Liga. Acabou substituído por Manuel Pellegrini. Que fase!
Manchester City - O Manchester City é o mico do ano. Comprado por 200 milhões de euros por um sheik dos Emirados Árabes que prometeu investir tudo no clube, descobriu que, acima de tudo, "dinheiro não compra história", como já dizia um cartaz da torcida do Liverpool. Foi rejeitado por Kaká, investiu em Robinho, que fez um campeonato ruim, e terminou o ano sem sequer uma vaga em uma copa europeia.
Quem subiu:
Barcelona - Na temporada passada, o Barcelona não ganhou nada. Neste ano ganhou tudo, bateu recordes e apresentou um futebol de encantar quem ama o esporte. O ataque de mais de 100 gols do Barça teve ainda um endiabrado Lionel Messi, favorito ao prêmio de melhor do mundo da Fifa. E no banco uma revelação, o técnico Pep Guardiola, que na temporada passada era apenas um treinador do Barcelona B e hoje comanda o melhor time da Europa.
Diego - O Werder Bremen fez uma temporada ruim, mas mesmo assim o apoiador conseguiu se sobressair e terminar a temporada com uma transferência para a Juventus.
Ibrahimovic - O sueco nunca teve muito cartaz na mídia, mas fez uma temporada irrepreensível. Foi artilheiro na Itália, um dos principais nomes do tetracampeonato italiano da Inter de Milão e já tem o nome citado como um dos postulantes ao título de melhor do mundo. Ao Ibra só faltou a Inter ter disputado o título europeu.
Grafite - Fala sério, você imaginava lá atrás em agosto que o Grafite seria um destaque do futebol europeu dez meses depois? Pois ele foi o maior nome do time que foi a grande surpresa da temporada, o Wolfsburg. Terminou como campeão alemão, artilheiro e autor do gol mais bonito da temporada, aquele toque de calcanhar na goleada de 5 a 1 sobre o Bayern de Munique.
Júlio César - O goleiro brasileiro é hoje um dos melhores do mundo na posição. A temporada 2008-09 foi a que colocou Júlio César como um jogador top de linha e respeitado mundialmente. Tudo graças às suas atuações na Inter e, principalmente, na seleção brasileira. Dunga deve muito ao goleirão.
Gostou das listas? Tem mais alguma sugestão? É só clicar aí embaixo e comentar. Nos nos limitamos a cinco nomes para cada uma, mas ela poderia ser ainda maior. Não faltam destaques positivos ou negativos na temporada.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)