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sábado, 14 de março de 2009

Hertha Berlin mantém liderança na Alemanha

Hertha Berlim se manteve na liderança do Campeonato Alemão ao derrotar neste sábado o Bayer Leverkusen por 1 a 0. O gol da partida foi marcado pelo ucraniano Voronin. Com o resultado, o time do brasileiro Cícero subiu para 49 pontos na tabela de classificação da Bundesliga.
O Hertha está quatro pontos a frente do Bayern de Munique, que também neste sábado bateu o Bochum por 3 a 0, fora de casa. Os gols do Bayern foram marcados pelo brasileiro Zé Roberto, Lahm e Demichelis. O Bayern tem 45 pontos e está empatado na vice-liderança com o Wolfsburg, que na sexta-feira vencera o Schalke 04 por 4 a 3, com direito a três gols de Grafite.
- Foi um jogo muito difícil e disputado, mas felizmente tivemos melhor sorte e conquistamos a nossa terceira vitória consecutiva. Temos quatro pontos de vantagem para o Bayern de Munique, mas ainda restam dez rodadas para o fim do campeonato e muita coisa pode acontecer - afirmou Cícero após a partida.
Os torcedores também mostram muita confiança. Tanto é que se inspiraram no lema de campanha do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, como você pode ver na foto acima.
Outro brasileiro que foi a rede neste fim de semana na Alemanha foi o ex-gremista Carlos Eduardo. No entanto, o gol não conseguiu dar os três pontos ao seu Hoffenheim, que voltou a tropeçar no empate em 1 a 1 com o Eintracht Frankfurt. Com o resultado, o time, que vem caindo de produção, está na quarta posição com 43 pontos. O sonho do título vai ficando difícil.
Outros jogos deste sábado:
Colonia 2 x 4 Borussia Monchengladbach
Hannover 4 x 4 Borussia Dortmund
Karlsruher 0 x 1 Arminia Bielefeld
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Liverpool esquenta o Campeonato Inglês

Liverpool esquentou a reta final do Campeonato Inglês ao golear neste sábado o Manchester United por 4 a 1 em Old Trafford, gols de Fernando Torres, Gerrard, de pênalti, do brasileiro Fábio Aurélio e de Dossena. Cristiano Ronaldo, também de pênalti, descontou. Numa grande partida, digna das expectativas que se tinha do clássico, os Reds agora estão a quatro pontos dos Red Devils na disputa pelo título inglês (61 contra 65). O Manchester, porém, tem um jogo a menos.
A vitória dos Reds derrubou uma série de marcas do Manchester United nesta temporada. Com os 3 a 1, caiu a invencibilidade de 16 jogos do Manchester na temporada e no Campeonato Inglês. Caiu também a invecibilidade de 13 jogos do time de sir Alex Ferguson em Old Trafford. Eram 12 vitórias e um empate.
O Liverpool fez pela primeira vez o double contra o rival (quando uma equipe vence os dois jogos contra um time na mesma temporada), desde a temporada 2001-02. Os Reds já haviam vencido a partida em Anfield Road por 2 a 1 no primeiro turno. os Reds também não ganhavam do rival em Old Trafford desde abril de 2004.  Foi ainda a primeira vez na temporada que a defesa do Manchester United levou quatro gols na mesma partida. Todas marcas pulverizadas pela grande atuação e o chocolate do time de Rafa Benitez.
- Sem dúvida foi uma semana muito especial para nós. Realizamos um grande jogo contra o Real Madrid (a goleada por 4 a 0 que classificou os Reds para as quartas da Champions) e hoje tivemos mais uma ótima atuação diante do Manchester United. Sabíamos que encontraríamos dificuldades, pois o Manchester não perdia em casa há mais de um ano, mas nos mantivemos concentrados durante toda a partida e soubemos aproveitar bem as oportunidades de gol. Temos chances de buscar o título nas duas competições e não mediremos esforços para isso - disse o volante Lucas, que foi titular em toda a partida.
A partida começou muito disputada e vinha sendo equilibrada até os 21 minutos, quando Tevez tocou para o sul-coreano Park na área. Ele foi derrubado pelo goleiro Reina. Pênalti que Cristiano Ronaldo cobrou para abrir o placar.
Após o gol, porém, o Liverpool melhorou na partida e chegou ao empate. Aos 27, uma falha bisonha do ótimo zagueiro Vidic deixou Fernando Torres na cara do gol. O espanhol, então não perdeu a oportunidade e tocou na saída do goleiro Van der Sar. Era o início do pesadelo daquela que é considerada a melhor defesa da Europa no momento.
O Liverpool melhorava na partida e Fernando Torres enlouquecia a defesa adversária. Logo depois do gol, ele deu uma caneta em Vidic e só não conseguiu concluir porque Ferdinand chutou a bola para longe. Aos 33, Cristiano Ronaldo respondeu num chute de longe que Reina defendeu.
Até então, eles eram as duas principais figuras da partida, uma vez que Wayne Rooney, pelo Manchester, e Gerrard, pelo Liverpool, estavam apagados. Mas o meia dos Reds apareceria aos 43 ao virar a partida em pênalti sofrido por Fernando Torres. Na comemoração, mordidas no escudo, beijos para a câmera e a vitória parcial antes de ir para o vestiário.
O Manchester voltou melhor para o segundo tempo. Pressionando o Liverpool, parecia que o time logo empataria. Teve uma boa chance aos 17 com Rooney, que começava a aparecer no jogo, mas ela foi desperdiçada. Três minutos depois, Lucas arriscou de longe, mas Van der Sar defendeu com tranquilidade.
Insatisfeito com a produção de sua equipe, Ferguson colocou três jogadores de uma vez no time aos 27. Entraram Scholes, Berbatov e Giggs nos lugares de Anderson, Park e Carrick. Três minutos depois, porém, Vidic, que fez a sua pior partida na temporada, derrubou Gerrard quando este partida em direção ao gol e foi expulso de campo. Na cobrança de falta, Fábio Aurélio fez um lindo gol, que deu tranquilidade aos Reds.
Quando a torcida do Liverpool já cantava "You will never walk alone" em pleno Old Trafford, Dossena num belo gol por cobertura deu números finais à partida. Um chocolate de proporções ainda desconhecidas para o Manchester na reta final da Premier League. Faltando nove rodadas para o término da competição, temos um campeonato.
Outros jogos deste sábado:
Arsenal 4 x 0 Blackburn (com direito a um golaço de Arshavin)
Bolton 1 x 3 Fulham
Everton 3 x 1 Stoke City
Hull City 1 x 1 Newcastle
Middlesbrough 1 x 1 Portsmouth
Sunderland 1 x 2 Wigan
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Goleada revolta torcedores do Sporting

Ninguém toma 12 gols em dois jogos de Champions League impunemente. E o Sporting de Lisboa ainda sente na pele, ou melhor, nos muros de sua sede a revolta dos torcedores com a desastrosa eliminação para o Bayern de Munique, que na quarta-feira bateu os portugueses por 7 a 1 uma semana depois de vencer o adversário por 5 a 0.
Nesta madrugada, os torcedores do Sporting foram até a Academia de Alcochete e picharam os muros do clube com palavras como "mercenários", "vergonha" e "humilhação". Os principais alvos foram o presidente do clube, Filipe Soares Branco, e o treinador Paulo Bento, a quem os torcedores indicaram o caminho da rua.
O meia Miguel Veloso também foi "homenageado" sendo chamado de "Lampião". Por que será? Será que é porque apaga nos piores momentos? Ou vive falhando? Expliquem-me amigos leitores portugueses.
É grave, portanto, a crise no Sporting, que está na terceira posição do Campeonato Português com 41 pontos, quatro atrás do líder Porto. Neste sábado, a equipe recebe o Rio Ave no Alvalade.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

sexta-feira, 13 de março de 2009

Um clássico para parar a Europa

Você leitor de Planeta que Rola já tem programa para sábado de manhã. Sim, os dias têm sido de calor infernal, mas pode cancelar aquela praia. Sim, é sábado, mas é preciso colocar o despertador para tocar às 9h30m. Isso porque a 29ª rodada do Campeonato Inglês reserva o clássico mais esperado desta reta final de temporada. Manchester United e Liverpool duelam em Old Trafford no jogo que pode ser o divisor de águas da Premier League e até da história do Campeonato Inglês.
Você está sendo muito dramático, diriam uns. Muito apelativo, criticariam outros. Pois bem, vamos aos números para comprovar o que estou dizendo.
Líder da Premier League com 65 pontos, o Manchester United mantém sete de vantagem para o Chelsea (que recebe neste fim de semana o Manchester City em Stamford Bridge) e o Liverpool, cada um com 58 pontos. Uma vitória sobre os Reds faria os Red Devils abrirem 10 pontos de vantagem faltando nove rodadas para o fim da competição. Por mais que o Chelsea vença, a distância poderia se manter em dez pontos porque o time de Sir Alex Ferguson tem um jogo a menos. Ainda enfrentará o Portsmouth no dia 22 de abril em Old Trafford.
Ou seja, com uma vitória amanhã o Manchester coloca uma mão e quatro dedos da outra na taça deste ano. E aí que vem a história que eu disse no começo do divisor de águas. A conquista que passaria a ser iminente - vamos combinar que só uma tragédia impediria isso, o que é pouco provável acontecer no extremamente regular time dos Red Devils - seria a 18ª do Manchester, que pela primeira vez se igualaria ao Liverpool como o maior vencedor da história do Campeonato Inglês.
Um eventual título também representaria o terceiro tricampeonato da história do clube, um feito inédito no país e que evidencia o domínio dos Red Devils principalmente desde o início específico da Premier League em 1993. Este seria o segundo tri do Manchester nesta fase do campeonato (já conquistara os torneios de 1994-95, 95-96 e 96-97). O primeiro fora em 1906-07, 07-08 e 08-09. Das 16 edições da Premier League, o Manchester conquistou 10. Pode chegar a 11 em 17.
Esse é um domínio que não é comum na história do futebol inglês, que já teve 25 campeões diferentes em 110 edições disputadas desde 1888 (não errei na matemática, o campeonato parou durante as duas guerras mundiais). Além do Manchester, apenas três times conquistaram um tricampeonato: Huddersfield Town (1923-24, 24-25 e 25-26), Arsenal (1932-33, 33-34 e 34-35) e Liverpool (1981-82, 82-83 e 83-84).
E não é só isso. Este título que ficaria extremamente próximo com uma vitória no sábado seria o terceiro dos cinco possíveis que o Manchester United pretende conquistar nesta temporada. Faltaria apenas lutar pela Copa da Inglaterra e pelo maior de todos os desafios, a Liga dos Campeões da Europa. São, portanto, muitas marcas em jogo no sábado.
Claro que uma vitória do Liverpool, que não quer nem saber de ter companhia na liderança caseira e nem de uma aproximação em número de títulos da Champions League (Os Reds têm cinco enquanto os Red Devils lutam pelo quarto), não afastaria por completo as chances do Manchester United. Mas a diferença poderia cair para quatro pontos (podendo voltar a sete). Só que uma vitória dos Reds daria um ânimo, um gás para o time e a competição na reta final. E nunca se sabe o que uma derrota num clássico pode causar. Taí mais um motivo para ver o jogo. O Liverpool provavelmente estará com a faca nos dentes buscando uma vitória que o ajude a tentar sair da fila que já dura 19 anos. O último título inglês da equipe da terra dos Beatles foi na temporada 1989-90.
Difícil é acreditar na derrota de um time que já bateu o recorde de partidas sem levar um gol, está há 16 jogos invicto  na temporada (a última derrota foi em janeiro para o Derby County pela Copa da Inglaterra ), há 16 jogos invicto na Premier League (a última derrota foi para o Arsenal em novembro do ano passado), está invicto na Liga dos Campeões, tem o melhor jogador do mundo apontado pela Fifa (Cristiano Ronaldo), a melhor defesa do mundo e ainda leva a vantagem no confronto direto com o rival com 58 vitórias contra 50 derrotas e 43 empates.
Mas dentro de campo tudo pode acontecer. No primeiro turno, por exemplo, foi Liverpool 2 a 1. É por essas e outras que este clássico é final de campeonato. Então, consegui convencê-lo a largar a praia e o sono?
Jogos deste fim de semana:



Sábado: 

Manchester United x Liverpool 
Arsenal x Blackburn 
Bolton x Fulham 
Everton x Stoke City 
Hull City x Newcastle 
Middlesbrough x Portsmouth 
Sunderland x Wigan 

Domingo: 

Chelsea x Manchester City 
Aston Villa x Tottenham 

Segunda: 

West Ham x West Bromwich
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

quarta-feira, 11 de março de 2009

Uma tragédia para o futebol italiano

Atual campeão do mundo de seleções, o futebol italiano se despediu de forma amarga da Liga dos Campeões da Europa nesta temporada: sem um único representante entre os oito melhores do continente. Isso não acontecia desde a edição de 2001-02, conquistada pelo Real Madrid numa final contra o Bayer Leverkusen.
Desde então, o futebol italiano tinha sempre pelo menos um representante na quartas-de-final da Liga. Em três oportunidades, foram três os representantes. Na temporada 2002-03, Inter, Milan, que foi o campeão, e Juventus, a vice, estavam presentes, o que também aconteceu nas edições de 2004-05 e 2005-06.
A Itália teve ainda dois representantes nas quartas-de-final na edição de 2006-07 (Milan e Roma) e um representante na temporada 2003-04 (Milan) e no ano passado (Roma).
Dos três clubes italianos que ainda restavam na competição, certamente a pior das derrotas foi a da Roma. Como a final da Champions deste ano será no estádio Olímpico, a equipe da capital italiana certamente queria conquistar o título em casa. Contudo teve que adiar o sonho, eliminada pelo Arsenal nos pênaltis, e exatamente no Olímpico.
Ao mesmo tempo, os resultados desta quarta só confirmaram a força e o predomínio do futebol inglês nesta década. Pelo segundo ano consecutivo a Inglaterra coloca seus quatro representantes entre os oito melhores do Velho Continente. Liverpool e Chelsea já haviam se classificado na terça-feira. Nesta quarta foi a vez de Manchester United e Arsenal.
Os quatro clubes também estiveram presentes na quartas-de-final do ano passado e dois deles (Manchester United e Chelsea) fizeram a decisão. Aliás, tendo 50% dos clubes ainda vivos na competição, são grandes as chances de o futebol inglês ter pelo quinto ano consecutivo pelo menos um time na grande decisão.
Além da final do ano passado, o Liverpool foi campeão em 2005 e vice em 2007 e o Arsenal foi vice-campeão em 2006, quando perdeu para o Barcelona.
Se continuar assim, a Inglaterra em breve vai superar espanhóis e italianos como os maiores vencedores da Liga dos Campeões. Atualmente, os três países dividem a primeira colocação do ranking com 11 conquistas cada um.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Manchester luta contra o tabu das oitavas

Já falamos aqui da meta ousada do Manchester United de conquistar cinco títulos numa única temporada. O Mundial Interclubes e a Copa da Liga Inglesa já estão decorando a sala de troféus de Old Trafford enquanto a conquista do Campeonato Inglês parece questão de tempo. Faltam, portanto, para realizar este sonho, a Copa da Inglaterra, onde o time de Sir Alex Ferguson já se encontra nas semifinais e enfrentará o Everton em abril, e o maior desafio de todos, a Liga dos Campeões da Europa

Nesta quarta-feira, os Red Devils decidem em Old Trafford contra a Inter de Milão uma vaga nas quartas-de-final da competição, onde seus rivais Liverpool e Chelsea já estão após os jogos de terça-feira. Como o jogo no Giusseppe Meazza acabou em 0 a 0, o Manchester precisa vencer a partida. Empate com gols ou vitória simples classificam o time treinado pelo português José Mourinho, velho rival de Ferguson nos tempos de Chelsea. Novo 0 a 0 leva a partida para a prorrogação.

Só que para manter o sonho do tetracampeonato europeu e poder atingir estas marcas, o Manchester precisará superar um tabu. Desde a temporada 2003-04, um clube que tenha sido campeão não passa para as quartas-de-final da Champions League no ano seguinte. O último foi exatamente o Milan, que naquela edição eliminou o Sparta Praga e depois caiu diante do Deportivo La Coruña. 

A partir daí, nenhum clube que defendia o título conseguiu ficar entre os oito melhores no ano seguinte. O tabu começou com o Porto, campeão em 2004 e eliminado um ano depois pela Inter que agora pode ser novamente a algoz de um campeão. 

Campeão em 2005 naquela final épica contra o Milan, o Liverpool caiu nas oitavas no ano seguinte diante do Benfica. Mas o título daquele ano iria para o Barcelona, que em 2007, seria eliminado pelo Liverpool nas oitavas. A última vítima foi o Milan, que depois de levantar o troféu na temporada 2006-07, foi eliminado no ano que consagraria o Manchester United por outro inglês, o Arsenal. 

Será que Cristiano Ronaldo e cia conseguem superar este tabu? Saberemos a resposta no início desta noite aqui no Brasil. 

Demais jogos

Porto x Atlético de Madrid (2 x 2 na primeira partida) 
Barcelona x Lyon (1 x 1 na primeira partida) 
Roma x Arsenal (1 x 0 Arsenal na primeira partida) 

Jogos de terça

Liverpool 4 x 0 Real Madrid (Liverpool classificado) 
Juventus 2 x 2 Chelsea (Chelsea classificado) 
Panathinaikos 1 x 2 Villareal (Villareal classificado) 
Bayern de Munique 7 x 1 Sporting Lisboa (Bayern classificado)


(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Time desconhecido da semana - Leyton Orient FC


Vocês pensavam que a gente só encontrava times desconhecidos nos maiores rincões do planeta? Claro que não, meus caros. Encontramos times desconhecidos até debaixo de nossas narinas. Por exemplo, todos os leitores deste blog certamente conhecem o Arsenal, o Tottenham e o Chelsea. Outros tantos mais “antenados” também devem conhecer o Fulham, o West Ham e o Millwall. Mas pouquíssimos até hoje – entre eles a vasta e absolutamente bem informada redação de Planeta que Rola – conheciam o Leyton Orient FC, nosso time desta semana que, assim como os famosos já citados, também é de Londres. Vamos então contar um pouco de sua história. 

Chamado por seus torcedores apenas por The Orient ou simplesmente The O’s, o Leyton Orient é da região de Leyton, no leste da capital inglesa. Fundado em 1881 como Eagle Cricket Club por membros do clube de críquete Glyn, o Orient, como você já percebeu, já trocou de nome algumas vezes. Em 1888, passou a ser chamar Orient Football Club e dez anos depois, Clapton Orient (nada a ver, portanto, com o guitarrista Eric Clapton, que nasceu em 1959). Após a Segunda Guerra, o time adotou o nome atual, mas mudou de ideia em 1966 e passou a ser apenas Orient. Por fim, em 1987 (ufa! Haja problema de identidade) voltou a ser em definitivo Leyton Orient. O clube, aliás, é o segundo mais antigo de Londres, atrás apenas do simpático Fulham, que é de 1879. 

Como a sala de troféus do clube é composta apenas de oxigênio, os maiores feitos da história do Orient são ter disputado uma única vez a primeira divisão inglesa e ter chegado às semifinais de uma edição da FA Cup. O primeiro feito aconteceu na temporada 62-63 e não foi nada animador. Com apenas 21 pontos e seis vitórias em 42 jogos, a equipe foi rebaixada para a segunda divisão para nunca mais voltar. Um desastre completo. Se serve de consolo para seus torcedores, entre os triunfos estão vitórias sobre o Everton, que viria a ser campeão, o Manchester United e o rival West Ham. Mas eu acho que eles prefeririam ter perdido os jogos e permanecer na elite. Já a maior campanha de sua história na FA Cup aconteceu na temporada 1977-78, quando o Orient acabou apanhando de 3 a 0 do Arsenal, adiando mais uma vez o sonho de inaugurar a sua sala de troféus.

Hoje, no entanto, as maiores preocupações do Orient não são ganhar títulos, mas se manter na League One, o equivalente a terceira divisão da Inglaterra. O time está na 20ª posição com 36 pontos, apenas uma acima da zona de rebaixamento, hoje iniciada pelo Swindow Town, que soma 35 pontos. Caem quatro clubes para a quarta divisão. E o time só saiu da zona da degola porque derrotou o Brighton no domingo por 2 a 1. Porém, seu técnico, o galês Geraint Williams, contratado no mês passado para tirar a equipe do buraco, mostra confiança. Em entrevista no site do clube (que você confere clicando aqui), ele disse que “nós temos que acreditar em nós mesmos”. Gosto de gente otimista assim. 

Sem brasileiros no elenco, o Orient tem como cores principais o vermelho e o branco. O escudo com dois dragões frente a frente representa uma ligação com a cidade de Londres, uma vez que o dragão é o símbolo e se acreditava que era o defensor do Tâmisa, e com o mar, uma referência a Orient Shipping Company, companhia da região de onde viria o nome do time. Quando atua em casa, o time joga no Brisbane Road,fundado em 1937, que tem capacidade para 9.271 testemunhas. 

Se o time vai mal dentro do campo, no mundo das artes e na história da Inglaterra ele pode se vangloriar de algumas coisas. No campo de batalha, por exemplo, muitos de seus jogadores foram heróis de guerra. Três deles – Richard McFadden, George Scott e William Jonas – deram suas vidas pelo país nas trincheiras durante a Batalha de Somme, na França, uma das maiores e mais sangrentas da Primeira Guerra Mundial. 

No campo da música, um dos seus torcedores mais famosos é o compositor Andrew Lloyd Webber, de musicais como “O Fantasma da Ópera”, “Cats”, que 5,999 bilhões de pessoas no planeta viram, menos eu (e pretendo continuar sem ver, aliás), e “Evita”. Até consigo imaginar os torcedores do Orient na sacada de suas casas em meio a chuva, imitando a Madonna e cantando “Don’t cry for me Leyton Orient/the truth is you never gave me/a single trophy/to celebrate/but I still believe”. Vocês não?

Além disso, foi nas profundezas de algum lugar da região de Leyton que um tal de Steve Harris fundou o Iron Maiden (yeah! Up the Irons!) em 1975. No entanto, acho que ninguém da banda torce pelo time. Harris, por exemplo, é fanático pelo West Ham. Como os músicos ingleses gostam de time pequeno, não? 

Mas a história não para por ai. O Orient também já foi personagem de um documentário para a TV. Dirigido por Jo Treharne, “Orient: Club for a Fiver” foi lançado em 1995 e conta a história da temporada 94-95, uma das piores da história do time, que não conseguiu nenhuma vitória, amargou um jejum de oito jogos sem marcar um gol e encerrou a temporada com nove derrotas seguidas. Para completar, então dono do clube, Tony Wood, viu suas empresas de café falirem por causa de uma guerra na Ruanda e foi obrigado a vender o clube. Como vocês podem ver, portanto, o filme é um drama. 

Por hoje é só galera. 
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

quinta-feira, 5 de março de 2009

Finalmente caiu a muralha Van der Sar

Depois de 1.311 minutos, o equivalente a quase 15 jogos completos, finalmente caiu a muralha Van der Sar no Campeonato Inglês. O fim da invencibilidade aconteceu aos 9 minutos do primeiro tempo da partida contra o Newcastle, na quarta-feira, válida pela 28ª rodada da Premier League. O autor da façanha em St. James Park foi Peter Lovenkrandes.
Apesar da perda da invencibilidade, recorde na história do Campeonato Inglês, os Red Devils venceram a partida por 2 a 1, de virada, gols de Wayne Rooney e Berbatov, e seguem tranquilos na liderança da competição com 65 pontos, sete a mais do que Chelsea e Liverpool e ainda um jogo a menos.
Há duas semanas já havia caído a invencibilidade da defesa do Manchester de pouco mais de 14 jogos quando o time vencera o Blackburn por 2 a 1. Na ocasião, o goleiro holandês não jogou, pois havia sido poupado.
Demais jogos da rodada
Portsmouth 0 x 1 Chelsea
West Bronwich 1 x 3 Arsenal
Wigan 0 x 1 West Ham
Manchester City 2 x 0 Aston Villa
Stoke City 2 x 0 Bolton
Blackburn 0 x 0 Everton
Fulham 0 x 1 Hull City
Liverpool 2 x 0 Sunderland
Tottenham 4 x 0 Middlesbrough
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

segunda-feira, 2 de março de 2009

Time desconhecido da semana - HB Tórshavn

Hoje faremos uma viagem rumo ao desconhecido. Onde nós de Planeta que Rola jamais estivemos ou pensamos em dar uma passeada num feriado mais prolongado. A new land to explore (alguém certamente já disse isso em algum filme). O time desconhecido desta semana, portanto, vem das Ilhas Faroe, onde quem manda é o Havnar Bóltfelag Tórshavn, HB Tórshavn para os íntimos. Ex-clube do goleiro Gunnar Nielsen, recém-contratado pelo Manchester City, o Tórshavn é o papa-títulos da Faroes Islands Premier League, já devidamente batizada por nós de Faroezão.
Desde 1942, quando o torneio começou a ser disputado, o rubro-negro da capital das Ilhas Faroe, que tem o mesmo nome do time, já faturou 19 títulos nacionais, dois a mais do que o seu principal adversário, o Ki Klaksvik, que tem 17 conquistas. O clube ainda conquistou 26 copas das Ilhas Faroe. O Tórshavn e o Ki, aliás, são os dois únicos clubes que nunca foram rebaixados na história do Faroezão.
Um dos times mais antigos do arquipélago das Ilhas Faroe, o Tórshavn foi fundado em 1904. Quando joga em casa, ele atua no Gundadalur Stadium, fundado em 1911 que tem capacidade para 5.000 espectadores. O estádio é uma espécie de Giuseppe Meazza feroês, já que é dividido entre o Tórshavn e o seu principal rival, o B36 Tórshavn. Uma curiosidade que encontramos no site oficial do clube (clique aqui e teste o seu feroês conhecendo a página): o campo, segundo os nossos amigos lá, foi o primeiro a ter gramado sintético, em 1986. Hoje, todos os gramados do arquipélago são sintéticos porque as condições climáticas da região não propiciam a criação de grama natural.
Um pouco de história e geografia, pois Planeta que Rola não é só futebol e cultura, também é escola. As Ilhas Faroe são um arquipélago formado por 18 ilhas, que juntas têm, ao todo, 47 mil habitantes. A maior destas ilhas, Streymoy, é onde está localizada a capital Tórshavn, que tem 16 mil habitantes. Colonizadas por vikings noruegueses no ano 800, elas pertenciam a Noruega quando em 1380 o país realizou uma união monárquica com a Dinamarca. Em 1709, os dinamarqueses resolveram tomar posse delas e administrá-las como parte da Islândia. Para vocês verem como aquela região em tempos remotos era um verdadeiro samba do crioulo doido.
Não percam o fio da meada. Em 1814, com o tratado de Kiel que separou novamente Dinamarca e Noruega, as Ilhas Faroe foram reconhecidas como possessão dinamarquesa. Durante a Segunda Guerra, porém, os britânicos ocuparam a região. Em 18 de setembro de 1946, um referendo aprovou a independência do arquipélago. O que não adiantou nada, pois a Dinamarca anulou a medida dois dias depois. Mas em março de 48 foi permitida a formação de um governo autônomo, que não chega a ser uma independência completa, mas permite a criação de um parlamento próprio, com um governo central, primeiro-ministro e o direito de aderir à União Europeia, o que eles não quiseram (ao contrário da Dinamarca), e, de volta ao futebol, se filiar à Uefa, o que aconteceu em 1990, e a Fifa, o que aconteceu em 1988.
Assim, os clubes do arquipélago passaram a ter o direito de participar das principais competições europeias. Os primeiros a disputar a Liga dos Campeões e a Copa da Uefa na temporada 1992-93 foram o Ki Klaksvík, campeão nacional, e o B36 Tórshavn, campeão da Copa das Ilhas Faroe. É claro que como o futebol das Ilhas Faroe é muito insipiente (ainda é formado, inclusive, por muitos clubes amadores), nenhum time obteve muito sucesso. Nosso desconhecido desta semana, por exemplo, disputou apenas oito partidas em cinco edições da Liga dos Campeões. Sempre foi eliminado nas fases preliminares. Na última participação do Tórshavn, na temporada 2007-08, o time caiu diante do FH, (o time da Islândia, não o ex-presidente), com uma derrota por 4 a 1.
Nestas oito partidas de Champions, A única vitória do Tórshavn na história do torneio aconteceu na temporada de 2004-05, quando a equipe bateu o Wit Geórgia, da Geórgia, por 3 a 0. Contudo, como perdera a primeira partida por 5 a 0, foi eliminado.
Mas quem sabe na próxima vez o HB Tórshavn não vai? Veremos a partir deste mês, quando começa o Faroezão-2009. Isso mesmo, nas Ilhas Faroe, por causa das condições climáticas, o campeonato nacional é disputado entre março e outubro, quando não há o rigoroso inverno na região.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

domingo, 1 de março de 2009

Manchester United conquista a Copa da Liga Inglesa

Manchester United manteve vivo o sonho de conquistar todos os torneios possíveis em uma única temporada. Campeão do mundo em dezembro, a equipe dirigida por Sir Alex Ferguson derrotou o Tottenham neste domingo, em Wembley, e faturou o título da Copa da Liga Inglesa. A vitória por 4 a 1, nos pênaltis, após empate em 0 a 0 no tempo normal, levou o time ao segundo dos cinco títulos que pode conquistar nesta temporada.
Para atingir seu objetivo, o Manchester United ainda precisa levar a Copa da Inglaterra, torneio em que está nas quartas-de-final e enfrentará o Fulham no próximo domingo, o Campeonato Inglês, que lidera com sete pontos de vantagem e um jogo a menos em relação a Liverpool e Chelsea, e a Liga dos Campeões da Europa, disputa em que está nas oitavas-de-final e decidirá uma vaga nas quartas contra a Inter de Milão no dia 11 de março, em Old Trafford. Do jeito que o time anda regular e sem cometer erros, não me surpreenderia se a equipe conseguisse este objetivo histórico.
Esta foi a terceira conquista do Manchester United da Copa da Liga Inglesa, também campeão em 1992 e 2006. O maior vencedor do torneio é o Liverpool (claro), que tem sete conquistas. O Tottenham sonhava com o quinto título, que o igualaria ao Aston Villa na vice-liderança das conquistas.
Foi a segunda vez que a Copa da Liga Inglesa foi decidida nos pênaltis. Na primeira, em 2001, o Liverpool levou a melhor sobre o Birmingham ao vencer por 5 a 4 após o empate em 1 a 1 no tempo normal. Pela segunda vez na temporada, os Red Devils conquistaram um troféu nos pênaltis. Na Supercopa da Inglaterra, a vítima dos Red Devils foi o Portsmouth, que perdeu por 3 a 1 após empate em 0 a 0 no tempo normal.
A partida não foi de grande qualidade técnica. Embora estivesse com um time misto e Cristiano Ronaldo pouco inspirado, o Manchester United foi melhor em alguns momentos da partida e teve boas chances de marcar com o próprio Ronaldo e o zagueiro Rio Ferdinand.
Quando se impôs um pouco mais no jogo, o Tottenham também teve boas oportunidades. A melhor delas, já no segundo tempo, quando Lennon recebeu livre de frente para o gol, mas não chutou bem, facilitando o trabalho da defesa dos Red Devils.
Mas a melhor chance aconteceu aos 48 do segundo tempo, quando Cristiano Ronaldo quase decidiu o jogo, mas a bola acertou a trave do batido goleiro Gomes.
O jogo prosseguiu sem muita inspiração na prorrogação. O Manchester até tentou tomar a iniciativa para abrir o placar, enquanto o Tottenham parecia satisfeito em levar a partida para os pênaltis, provavelmente apostando na ausência de Van der Sar, um exímio pegador de pênaltis, e na presença do brasileiro Gomes no seu gol. O cansaço das duas equipes também pesou no desempenho durante o tempo extra. 
Nos pênaltis, porém, o Manchester United foi mais competente e converteu todas as suas cobranças com Giggs, Tevez, Cristiano Ronaldo e o brasileiro Anderson, que fez o gol do título. Pelo lado do Tottenham, o chute de O'Hara parou nas mãos do goleiro Forster e o de Bentley foi para fora. Apenas Corluka fez a sua cobrança. No final, festa em Manchester. Vai ser duro segurar esse time até o fim da temporada.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)