Pesquisar este blog

quarta-feira, 11 de março de 2009

Uma tragédia para o futebol italiano

Atual campeão do mundo de seleções, o futebol italiano se despediu de forma amarga da Liga dos Campeões da Europa nesta temporada: sem um único representante entre os oito melhores do continente. Isso não acontecia desde a edição de 2001-02, conquistada pelo Real Madrid numa final contra o Bayer Leverkusen.
Desde então, o futebol italiano tinha sempre pelo menos um representante na quartas-de-final da Liga. Em três oportunidades, foram três os representantes. Na temporada 2002-03, Inter, Milan, que foi o campeão, e Juventus, a vice, estavam presentes, o que também aconteceu nas edições de 2004-05 e 2005-06.
A Itália teve ainda dois representantes nas quartas-de-final na edição de 2006-07 (Milan e Roma) e um representante na temporada 2003-04 (Milan) e no ano passado (Roma).
Dos três clubes italianos que ainda restavam na competição, certamente a pior das derrotas foi a da Roma. Como a final da Champions deste ano será no estádio Olímpico, a equipe da capital italiana certamente queria conquistar o título em casa. Contudo teve que adiar o sonho, eliminada pelo Arsenal nos pênaltis, e exatamente no Olímpico.
Ao mesmo tempo, os resultados desta quarta só confirmaram a força e o predomínio do futebol inglês nesta década. Pelo segundo ano consecutivo a Inglaterra coloca seus quatro representantes entre os oito melhores do Velho Continente. Liverpool e Chelsea já haviam se classificado na terça-feira. Nesta quarta foi a vez de Manchester United e Arsenal.
Os quatro clubes também estiveram presentes na quartas-de-final do ano passado e dois deles (Manchester United e Chelsea) fizeram a decisão. Aliás, tendo 50% dos clubes ainda vivos na competição, são grandes as chances de o futebol inglês ter pelo quinto ano consecutivo pelo menos um time na grande decisão.
Além da final do ano passado, o Liverpool foi campeão em 2005 e vice em 2007 e o Arsenal foi vice-campeão em 2006, quando perdeu para o Barcelona.
Se continuar assim, a Inglaterra em breve vai superar espanhóis e italianos como os maiores vencedores da Liga dos Campeões. Atualmente, os três países dividem a primeira colocação do ranking com 11 conquistas cada um.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

Manchester luta contra o tabu das oitavas

Já falamos aqui da meta ousada do Manchester United de conquistar cinco títulos numa única temporada. O Mundial Interclubes e a Copa da Liga Inglesa já estão decorando a sala de troféus de Old Trafford enquanto a conquista do Campeonato Inglês parece questão de tempo. Faltam, portanto, para realizar este sonho, a Copa da Inglaterra, onde o time de Sir Alex Ferguson já se encontra nas semifinais e enfrentará o Everton em abril, e o maior desafio de todos, a Liga dos Campeões da Europa. 

Nesta quarta-feira, os Red Devils decidem em Old Trafford contra a Inter de Milão uma vaga nas quartas-de-final da competição, onde seus rivais Liverpool e Chelsea já estão após os jogos de terça-feira. Como o jogo no Giusseppe Meazza acabou em 0 a 0, o Manchester precisa vencer a partida. Empate com gols ou vitória simples classificam o time treinado pelo português José Mourinho, velho rival de Ferguson nos tempos de Chelsea. Novo 0 a 0 leva a partida para a prorrogação.

Só que para manter o sonho do tetracampeonato europeu e poder atingir estas marcas, o Manchester precisará superar um tabu. Desde a temporada 2003-04, um clube que tenha sido campeão não passa para as quartas-de-final da Champions League no ano seguinte. O último foi exatamente o Milan, que naquela edição eliminou o Sparta Praga e depois caiu diante do Deportivo La Coruña. 

A partir daí, nenhum clube que defendia o título conseguiu ficar entre os oito melhores no ano seguinte. O tabu começou com o Porto, campeão em 2004 e eliminado um ano depois pela Inter que agora pode ser novamente a algoz de um campeão. 

Campeão em 2005 naquela final épica contra o Milan, o Liverpool caiu nas oitavas no ano seguinte diante do Benfica. Mas o título daquele ano iria para o Barcelona, que em 2007, seria eliminado pelo Liverpool nas oitavas. A última vítima foi o Milan, que depois de levantar o troféu na temporada 2006-07, foi eliminado no ano que consagraria o Manchester United por outro inglês, o Arsenal. 

Será que Cristiano Ronaldo e cia conseguem superar este tabu? Saberemos a resposta no início desta noite aqui no Brasil. 

Demais jogos: 

Porto x Atlético de Madrid (2 x 2 na primeira partida) 
Barcelona x Lyon (1 x 1 na primeira partida) 
Roma x Arsenal (1 x 0 Arsenal na primeira partida) 

Jogos de terça: 

Liverpool 4 x 0 Real Madrid (Liverpool classificado) 
Juventus 2 x 2 Chelsea (Chelsea classificado) 
Panathinaikos 1 x 2 Villareal (Villareal classificado) 
Bayern de Munique 7 x 1 Sporting Lisboa (Bayern classificado)


(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Time desconhecido da semana - Leyton Orient FC


Vocês pensavam que a gente só encontrava times desconhecidos nos maiores rincões do planeta? Claro que não, meus caros. Encontramos times desconhecidos até debaixo de nossas narinas. Por exemplo, todos os leitores deste blog certamente conhecem o Arsenal, o Tottenham e o Chelsea. Outros tantos mais “antenados” também devem conhecer o Fulham, o West Ham e o Millwall. Mas pouquíssimos até hoje – entre eles a vasta e absolutamente bem informada redação de Planeta que Rola – conheciam o Leyton Orient FC, nosso time desta semana que, assim como os famosos já citados, também é de Londres. Vamos então contar um pouco de sua história. 

Chamado por seus torcedores apenas por The Orient ou simplesmente The O’s, o Leyton Orient é da região de Leyton, no leste da capital inglesa. Fundado em 1881 como Eagle Cricket Club por membros do clube de críquete Glyn, o Orient, como você já percebeu, já trocou de nome algumas vezes. Em 1888, passou a ser chamar Orient Football Club e dez anos depois, Clapton Orient (nada a ver, portanto, com o guitarrista Eric Clapton, que nasceu em 1959). Após a Segunda Guerra, o time adotou o nome atual, mas mudou de ideia em 1966 e passou a ser apenas Orient. Por fim, em 1987 (ufa! Haja problema de identidade) voltou a ser em definitivo Leyton Orient. O clube, aliás, é o segundo mais antigo de Londres, atrás apenas do simpático Fulham, que é de 1879. 

Como a sala de troféus do clube é composta apenas de oxigênio, os maiores feitos da história do Orient são ter disputado uma única vez a primeira divisão inglesa e ter chegado às semifinais de uma edição da FA Cup. O primeiro feito aconteceu na temporada 62-63 e não foi nada animador. Com apenas 21 pontos e seis vitórias em 42 jogos, a equipe foi rebaixada para a segunda divisão para nunca mais voltar. Um desastre completo. Se serve de consolo para seus torcedores, entre os triunfos estão vitórias sobre o Everton, que viria a ser campeão, o Manchester United e o rival West Ham. Mas eu acho que eles prefeririam ter perdido os jogos e permanecer na elite. Já a maior campanha de sua história na FA Cup aconteceu na temporada 1977-78, quando o Orient acabou apanhando de 3 a 0 do Arsenal, adiando mais uma vez o sonho de inaugurar a sua sala de troféus.

Hoje, no entanto, as maiores preocupações do Orient não são ganhar títulos, mas se manter na League One, o equivalente a terceira divisão da Inglaterra. O time está na 20ª posição com 36 pontos, apenas uma acima da zona de rebaixamento, hoje iniciada pelo Swindow Town, que soma 35 pontos. Caem quatro clubes para a quarta divisão. E o time só saiu da zona da degola porque derrotou o Brighton no domingo por 2 a 1. Porém, seu técnico, o galês Geraint Williams, contratado no mês passado para tirar a equipe do buraco, mostra confiança. Em entrevista no site do clube (que você confere clicando aqui), ele disse que “nós temos que acreditar em nós mesmos”. Gosto de gente otimista assim. 

Sem brasileiros no elenco, o Orient tem como cores principais o vermelho e o branco. O escudo com dois dragões frente a frente representa uma ligação com a cidade de Londres, uma vez que o dragão é o símbolo e se acreditava que era o defensor do Tâmisa, e com o mar, uma referência a Orient Shipping Company, companhia da região de onde viria o nome do time. Quando atua em casa, o time joga no Brisbane Road,fundado em 1937, que tem capacidade para 9.271 testemunhas. 

Se o time vai mal dentro do campo, no mundo das artes e na história da Inglaterra ele pode se vangloriar de algumas coisas. No campo de batalha, por exemplo, muitos de seus jogadores foram heróis de guerra. Três deles – Richard McFadden, George Scott e William Jonas – deram suas vidas pelo país nas trincheiras durante a Batalha de Somme, na França, uma das maiores e mais sangrentas da Primeira Guerra Mundial. 

No campo da música, um dos seus torcedores mais famosos é o compositor Andrew Lloyd Webber, de musicais como “O Fantasma da Ópera”, “Cats”, que 5,999 bilhões de pessoas no planeta viram, menos eu (e pretendo continuar sem ver, aliás), e “Evita”. Até consigo imaginar os torcedores do Orient na sacada de suas casas em meio a chuva, imitando a Madonna e cantando “Don’t cry for me Leyton Orient/the truth is you never gave me/a single trophy/to celebrate/but I still believe”. Vocês não?

Além disso, foi nas profundezas de algum lugar da região de Leyton que um tal de Steve Harris fundou o Iron Maiden (yeah! Up the Irons!) em 1975. No entanto, acho que ninguém da banda torce pelo time. Harris, por exemplo, é fanático pelo West Ham. Como os músicos ingleses gostam de time pequeno, não? 

Mas a história não para por ai. O Orient também já foi personagem de um documentário para a TV. Dirigido por Jo Treharne, “Orient: Club for a Fiver” foi lançado em 1995 e conta a história da temporada 94-95, uma das piores da história do time, que não conseguiu nenhuma vitória, amargou um jejum de oito jogos sem marcar um gol e encerrou a temporada com nove derrotas seguidas. Para completar, então dono do clube, Tony Wood, viu suas empresas de café falirem por causa de uma guerra na Ruanda e foi obrigado a vender o clube. Como vocês podem ver, portanto, o filme é um drama. 

Por hoje é só galera. 
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

quinta-feira, 5 de março de 2009

Finalmente caiu a muralha Van der Sar

Depois de 1.311 minutos, o equivalente a quase 15 jogos completos, finalmente caiu a muralha Van der Sar no Campeonato Inglês. O fim da invencibilidade aconteceu aos 9 minutos do primeiro tempo da partida contra o Newcastle, na quarta-feira, válida pela 28ª rodada da Premier League. O autor da façanha em St. James Park foi Peter Lovenkrandes.
Apesar da perda da invencibilidade, recorde na história do Campeonato Inglês, os Red Devils venceram a partida por 2 a 1, de virada, gols de Wayne Rooney e Berbatov, e seguem tranquilos na liderança da competição com 65 pontos, sete a mais do que Chelsea e Liverpool e ainda um jogo a menos.
Há duas semanas já havia caído a invencibilidade da defesa do Manchester de pouco mais de 14 jogos quando o time vencera o Blackburn por 2 a 1. Na ocasião, o goleiro holandês não jogou, pois havia sido poupado.
Demais jogos da rodada: 
Portsmouth 0 x 1 Chelsea
West Bronwich 1 x 3 Arsenal
Wigan 0 x 1 West Ham
Manchester City 2 x 0 Aston Villa
Stoke City 2 x 0 Bolton
Blackburn 0 x 0 Everton
Fulham 0 x 1 Hull City
Liverpool 2 x 0 Sunderland
Tottenham 4 x 0 Middlesbrough
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

segunda-feira, 2 de março de 2009

Time desconhecido da semana - HB Tórshavn

Hoje faremos uma viagem rumo ao desconhecido. Onde nós de Planeta que Rola jamais estivemos ou pensamos em dar uma passeada num feriado mais prolongado. A new land to explore (alguém certamente já disse isso em algum filme). O time desconhecido desta semana, portanto, vem das Ilhas Faroe, onde quem manda é o Havnar Bóltfelag Tórshavn, HB Tórshavn para os íntimos. Ex-clube do goleiro Gunnar Nielsen, recém-contratado pelo Manchester City, o Tórshavn é o papa-títulos da Faroes Islands Premier League, já devidamente batizada por nós de Faroezão.
Desde 1942, quando o torneio começou a ser disputado, o rubro-negro da capital das Ilhas Faroe, que tem o mesmo nome do time, já faturou 19 títulos nacionais, dois a mais do que o seu principal adversário, o Ki Klaksvik, que tem 17 conquistas. O clube ainda conquistou 26 copas das Ilhas Faroe. O Tórshavn e o Ki, aliás, são os dois únicos clubes que nunca foram rebaixados na história do Faroezão.
Um dos times mais antigos do arquipélago das Ilhas Faroe, o Tórshavn foi fundado em 1904. Quando joga em casa, ele atua no Gundadalur Stadium, fundado em 1911 que tem capacidade para 5.000 espectadores. O estádio é uma espécie de Giuseppe Meazza feroês, já que é dividido entre o Tórshavn e o seu principal rival, o B36 Tórshavn. Uma curiosidade que encontramos no site oficial do clube (clique aqui e teste o seu feroês conhecendo a página): o campo, segundo os nossos amigos lá, foi o primeiro a ter gramado sintético, em 1986. Hoje, todos os gramados do arquipélago são sintéticos porque as condições climáticas da região não propiciam a criação de grama natural.
Um pouco de história e geografia, pois Planeta que Rola não é só futebol e cultura, também é escola. As Ilhas Faroe são um arquipélago formado por 18 ilhas, que juntas têm, ao todo, 47 mil habitantes. A maior destas ilhas, Streymoy, é onde está localizada a capital Tórshavn, que tem 16 mil habitantes. Colonizadas por vikings noruegueses no ano 800, elas pertenciam a Noruega quando em 1380 o país realizou uma união monárquica com a Dinamarca. Em 1709, os dinamarqueses resolveram tomar posse delas e administrá-las como parte da Islândia. Para vocês verem como aquela região em tempos remotos era um verdadeiro samba do crioulo doido.
Não percam o fio da meada. Em 1814, com o tratado de Kiel que separou novamente Dinamarca e Noruega, as Ilhas Faroe foram reconhecidas como possessão dinamarquesa. Durante a Segunda Guerra, porém, os britânicos ocuparam a região. Em 18 de setembro de 1946, um referendo aprovou a independência do arquipélago. O que não adiantou nada, pois a Dinamarca anulou a medida dois dias depois. Mas em março de 48 foi permitida a formação de um governo autônomo, que não chega a ser uma independência completa, mas permite a criação de um parlamento próprio, com um governo central, primeiro-ministro e o direito de aderir à União Europeia, o que eles não quiseram (ao contrário da Dinamarca), e, de volta ao futebol, se filiar à Uefa, o que aconteceu em 1990, e a Fifa, o que aconteceu em 1988.
Assim, os clubes do arquipélago passaram a ter o direito de participar das principais competições europeias. Os primeiros a disputar a Liga dos Campeões e a Copa da Uefa na temporada 1992-93 foram o Ki Klaksvík, campeão nacional, e o B36 Tórshavn, campeão da Copa das Ilhas Faroe. É claro que como o futebol das Ilhas Faroe é muito insipiente (ainda é formado, inclusive, por muitos clubes amadores), nenhum time obteve muito sucesso. Nosso desconhecido desta semana, por exemplo, disputou apenas oito partidas em cinco edições da Liga dos Campeões. Sempre foi eliminado nas fases preliminares. Na última participação do Tórshavn, na temporada 2007-08, o time caiu diante do FH, (o time da Islândia, não o ex-presidente), com uma derrota por 4 a 1.
Nestas oito partidas de Champions, A única vitória do Tórshavn na história do torneio aconteceu na temporada de 2004-05, quando a equipe bateu o Wit Geórgia, da Geórgia, por 3 a 0. Contudo, como perdera a primeira partida por 5 a 0, foi eliminado.
Mas quem sabe na próxima vez o HB Tórshavn não vai? Veremos a partir deste mês, quando começa o Faroezão-2009. Isso mesmo, nas Ilhas Faroe, por causa das condições climáticas, o campeonato nacional é disputado entre março e outubro, quando não há o rigoroso inverno na região.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

domingo, 1 de março de 2009

Manchester United conquista a Copa da Liga Inglesa

O Manchester United manteve vivo o sonho de conquistar todos os torneios possíveis em uma única temporada. Campeão do mundo em dezembro, a equipe dirigida por Sir Alex Ferguson derrotou o Tottenham neste domingo, em Wembley, e faturou o título da Copa da Liga Inglesa. A vitória por 4 a 1, nos pênaltis, após empate em 0 a 0 no tempo normal, levou o time ao segundo dos cinco títulos que pode conquistar nesta temporada.
Para atingir seu objetivo, o Manchester United ainda precisa levar a Copa da Inglaterra, torneio em que está nas quartas-de-final e enfrentará o Fulham no próximo domingo, o Campeonato Inglês, que lidera com sete pontos de vantagem e um jogo a menos em relação a Liverpool e Chelsea, e a Liga dos Campeões da Europa, disputa em que está nas oitavas-de-final e decidirá uma vaga nas quartas contra a Inter de Milão no dia 11 de março, em Old Trafford. Do jeito que o time anda regular e sem cometer erros, não me surpreenderia se a equipe conseguisse este objetivo histórico.
Esta foi a terceira conquista do Manchester United da Copa da Liga Inglesa, também campeão em 1992 e 2006. O maior vencedor do torneio é o Liverpool (claro), que tem sete conquistas. O Tottenham sonhava com o quinto título, que o igualaria ao Aston Villa na vice-liderança das conquistas.
Foi a segunda vez que a Copa da Liga Inglesa foi decidida nos pênaltis. Na primeira, em 2001, o Liverpool levou a melhor sobre o Birmingham ao vencer por 5 a 4 após o empate em 1 a 1 no tempo normal. Pela segunda vez na temporada, os Red Devils conquistaram um troféu nos pênaltis. Na Supercopa da Inglaterra, a vítima dos Red Devils foi o Portsmouth, que perdeu por 3 a 1 após empate em 0 a 0 no tempo normal.
A partida não foi de grande qualidade técnica. Embora estivesse com um time misto e Cristiano Ronaldo pouco inspirado, o Manchester United foi melhor em alguns momentos da partida e teve boas chances de marcar com o próprio Ronaldo e o zagueiro Rio Ferdinand.
Quando se impôs um pouco mais no jogo, o Tottenham também teve boas oportunidades. A melhor delas, já no segundo tempo, quando Lennon recebeu livre de frente para o gol, mas não chutou bem, facilitando o trabalho da defesa dos Red Devils.
Mas a melhor chance aconteceu aos 48 do segundo tempo, quando Cristiano Ronaldo quase decidiu o jogo, mas a bola acertou a trave do batido goleiro Gomes.
O jogo prosseguiu sem muita inspiração na prorrogação. O Manchester até tentou tomar a iniciativa para abrir o placar, enquanto o Tottenham parecia satisfeito em levar a partida para os pênaltis, provavelmente apostando na ausência de Van der Sar, um exímio pegador de pênaltis, e na presença do brasileiro Gomes no seu gol. O cansaço das duas equipes também pesou no desempenho durante o tempo extra. 
Nos pênaltis, porém, o Manchester United foi mais competente e converteu todas as suas cobranças com Giggs, Tevez, Cristiano Ronaldo e o brasileiro Anderson, que fez o gol do título. Pelo lado do Tottenham, o chute de O'Hara parou nas mãos do goleiro Forster e o de Bentley foi para fora. Apenas Corluka fez a sua cobrança. No final, festa em Manchester. Vai ser duro segurar esse time até o fim da temporada.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Próximo desafio de time de Zico é equipe da Ucrânia

Após a boa classificação sobre o Aston Villa, na quinta-feira, o CSKA Moscou do técnico Zico já conhece seu adversário nas oitavas-de-final da Copa da Uefa. Será o Shaktar Donetsk, da Ucrânia. O primeiro jogo está marcado para o dia 12 de março e será disputado na Rússia.
Será um confronto interessante com vários brasileiros. Do lado do CSKA, além do artilheiro Vágner Love, há também o atacante Ricardo e os meias Daniel Carvalho e Ramon. No Shaktar jogam os meias Fernandinho, Jadson e William, o lateral-direito Ilsinho e o atacante Luiz Adriano.
O Werder Bremen de Diego, que eliminou o todo-poderoso Milan, terá pela frente um adversário menos complicado: o francês Saint-Ettiene. O outro clube alemão nesta fase, o Hamburgo, enfrentará os turcos do Galatasaray.
O confronto mais interessante das oitavas-de-final acontecerá entre os franceses do Olympique de Marseille e os holandeses do Ajax. Um clássico de times que já deram o que falar no passado e andam com suas estrelas apagadas.
O outro francês nesta fase, o PSG, terá pela frente o Braga, de Portugal. Já o Manchester City de Robinho enfrentará o Aalborg, da Dinamarca.
O atual campeão do torneio, o russo Zenit, terá um duro desafio contra a Udinese, da Itália. Haverá ainda um confronto entre os ucranianos do Dynamo de Kiev e do Metalist, a surpresa do torneio.  
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Dia de tabus quebrados

Com vários times grandes jogando por causa da rodada de terça-feira pelas oitavas-de-final da Liga dos Campeões, o sábado foi um dia de quebrar tabus. O primeiro deles aconteceu em Old Trafford, onde a defesa do Manchester e não o goleiro Van der Sar,  conforme sabiamente me corrigem os leitores Cesar Gomes e Philip Van der Loo, finalmente foi vazada 14 jogos e 1.334 minutos depois, um recorde na história do futebol inglês. Na realidade, que levou o gol na partida foi o goleiro Kuszczak. O recorde do arqueiro holandês, portanto, permanece.
O autor da façanha? O atacante Roque Santa Cruz, do Blackburn. Menos mal que os Red Devils venceram os Rovers por 2 a 1 e jogaram toda a responsabilidade para o Liverpool, que recebe neste domingo o Manchester City de Robinho e precisa vencer se quiser continuar na cola do United na busca pelo título inglês. A diferença no momento é de oito pontos (62 a 54).
Outro destaque da rodada foi a estreia do holandês Guus Hiddink no comando do Chelsea em substituição a Felipão. Os Blues até conseguiram uma boa vitória fora de casa por 1 a 0 sobre a surpresa do campeonato, o Aston Villa. O gol foi de Anelka, o artilheiro da Premier League com 15 gols. A equipe se mantém na terceira posição com 52 pontos, um a mais do que o Villa.
No Emirates Stadium, o Arsenal estreou o russo Arshavin, mas não saiu do 0 a 0 com o Sunderland. Outros jogos: Bolton 2  x 1 West Ham, Middlesbrough 0 x 0 Wigan, Stoke City 2 x 2 Portsmouth.
Também houve quebra de tabu na Espanha, onde o Barcelona fez o clássico com o Espanyol e perdeu por 2 a 1 em pleno Nou Camp. Os dois gols da vitória do Espanyol foram marcados por Ivan De la Peña, ex-jogador do Barça.
Dois tabus foram para o espaço nesta partida. O primeiro, e que o time visitante voltou a vencer o rival depois de 26 anos. O segundo, foi a invencibilidade de 22 jogos do Barça que foi finalmente quebrada.
O resultado acabou sendo bom para o Real Madrid, que deu um chocolate de 6 a 1 no Betis e diminuiu a diferença para o rival para sete pontos (60 a 53). Outros jogos: Sevilla 1 x 0 Atlético Madrid e Villareal 2 x 1 Sporting Gijon.
Na Alemanha, o Hoffenheim reassumiu a liderança após arrancar um empate por 3 a 3 com o Stuttgart com três gols de Ba. A surpresa da temporada na Bundesliga tem 40 pontos, mesmo número que o Hertha Berlin, que foi derrotado por 2 a 1 pelo Wolfsburg.
A decepção da rodada foi o Bayern de Munique, que recebeu o Colônia no Allianz Arena e perdeu por 2 a 1. O Bayern é o quarto colocado com 38 pontos.
A Liga está emocionante, pois o Hamburgo está em terceiro com 39 e pode assumir a liderança se vencer neste domingo o Bayer Leverkusen na Bay Arena. Só que o Leverkusen tem 36 pontos (é o quinto colocado) e pode encostar nos líderes se vencer a partida. Promessa de grande jogo. Outras partidas deste fim de semana: Energie Cottbus 2 x 1 Werder Bremen, Borussia Monchengladbach 3 x 2 Hannover, Kalrsruher 0 x 1 Eintracht Frankfurt, Schalke 04 1 x 1 Borussia Dortmund e Arminia Bielefeld 1 x 1 Bochum.
Na Itália, não há emoção. Só o passeio da Inter de MIlão que bateu o Bologna por 2 a 1 e está nove pontos a frente da Juventus (59 a 50), que derrotou o Palermo fora de casa por 2 a 0. No outro jogo do dia, Taddei fez um golaço e a Roma venceu o Palermo na capital. 
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Apostando todas as fichas no russo

Vocês lembram do Arshavin, o apoiador que foi quase-craque da Eurocopa se não tivesse jogado nada na hora H e a Rússia ficado no meio do caminho? Pois é. Ele agora é a esperança de dias melhores para o técnico Arsene Wenger e o Arsenal.
Nesta sexta-feira, em entrevista ao jornal "The Times", o treinador francês disse que o meia russo de 27 anos, contratado na janela de transferências junto ao Zenit, pode ajudar os Gunners a encerrarem a Premier League entre os quatro primeiros colocados, conseguindo, portanto, uma vaga na Liga dos Campeões da Europa.
- Ele tem o talento que todo grande time precisa. Tem um passe inteligente, muita personalidade e pode ajudar o time a fazer boas partidas - foram alguns dos elogios de Wenger a Arshavin que, no entanto, pediu um tempo para que ele possa se adaptar ao clube.
- É preciso dar a todo mundo um tempo para se adaptar, se ajustar.  Ele tem também o problema de ainda não estar no melhor de sua forma física e técnica.
Pelo visto Wenger está apostando todas as suas fichas no apoiador. E o Arsenal precisa dele. Atualmente os Gunners ocupam a quinta posição com 44 pontos, cinco atrás do Aston Villa, o quarto colocado, e a 15 pontos do líder Manchester United. Neste sábado, o time de Wenger recebe o Sunderland, no Emirates Stadium, partida que deve marcar a estreia do russo.
Na entrevista, o treinador francês lamentou a nova contusão do atacante Eduardo da Silva. Ele havia se recuperado de uma séria lesão no pé esquerdo e agora sofreu uma nova contusão, dessa vez muscular.
- É uma pena, pois ele se machucou dois minutos antes de eu tirá-lo de campo. Mas não é uma lesão séria. Ele ficará fora do time apenas por duas semanas - disse Wenger, que acredita na recuperação dos Gunners.
- Nós sabemos que outros times vão perder pontos e nós temos que estar focados em conquistar estes pontos. Temos que jogar o mais perfeitamente possível até o fim da temporada e ver o que nós vamos alcançar. O time está muito bem fisica e psicologicamente. E a fome e o desejo (de vencer) ainda estão lá. Eu acredito que nós terminaremos a Liga entre os quatro primeiros - concluiu.
Jogos deste fim de semana: 
Sábado: 

Aston Villa x Chelsea 
Arsenal x Sunderland 
Bolton x West Ham 
Middlesbrough x Wigan 
Stoke City x Portsmouth 
Manchester United x Blackburn 

Domingo: 

Fulham x West Bromwich 
Liverpool x Manchester City 
Newcastle x Everton 

Segunda: 

Hull City x Tottenham
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Os dez mais do editor do Daily Mail

Vocês certamente devem estar lembrados daquele concurso do jornal inglês "Daily Mail" que ofereceu uma viagem ao Brasil para quem acertasse os dez melhores jogadores brasileiros em atividade na opinião do editor Jeff Powell. Pois é. Ele revelou hoje o seu top 10.
Segundo Powell, os melhores são Alexandre Pato (Milan), chamado de o mais novo "próximo Pelé", Anderson (Manchester United), Denilson (Arsenal), Diego (Werder Bremen), Juan (Roma), Juninho (Lyon), Kaká (Milan), Luís Fabiano (Sevilla), Robinho (Manchester City) e Ronaldinho Gaúcho (Milan).
Lista bastante discutível não? Claro que é. E o próprio Powell reconhece isso no seu artigo e lamenta não poder colocar outros jogadores que ele considera destaques na Europa como Daniel Alves (Barcelona), Elano (Manchester City), Vágner Love (CSKA) e Marcelo (Real Madrid).
O leitor que acertou as apostas de Powell ganhou uma viagem a Brasília para um Fórum sobre futebol, quando terá a oportunidade de jantar com Carlos Alberto, Jairzinho e o argentino Ardiles. Tsc, tsc, vem ao Brasil e perderá a oportunidade de conhecer a redação de Planeta que Rola no Rio de Janeiro. É como ir a Paris e não conhecer a Torre Eiffel. 
Mas os nobres leitores do blog que não participaram da eleição do 'Daily Mail' não ficaram de mãos abanando. Na sexta-feira, quando fizemos nossas apostas aqui no site (que você confere clicando aqui) - aliás, nós acertamos a metade da lista - prometemos um prêmio especial para quem acertasse o top 10 de Powell ou chegasse perto: um post especial com o seu nome em destaque.



Ninguém teve 100% de aproveitamento, mas o leitor ALEXANDRE RIBEIRO SEARAacertou seis jogadores da lista do editor do 'Daily Mail'. Nada mal hein. Estavam na lista dele e na do jornalista inglês Kaká, Anderson, Ronaldinho, Juninho Pernambucano, Juan e Robinho. A lista de Alexandre tinha ainda Geovanne (Hull City), Amauri, Daniel Alves e Júlio César. Parabéns, meu caro.
(Post originalmente publicado no blog Planeta que Rola)